Saymon entrou em casa com passos largos e precisos, como se cada movimento fosse parte de uma rotina que ele dominava com perfeição. Mas por trás da postura controlada, havia algo diferente naquele dia — uma rigidez quase imperceptível no maxilar cerrado, um olhar mais distante que o habitual, como se carregasse consigo um peso que não podia ser medido em negócios ou resultados. A pressão dos negócios havia sido intensa naquela manhã. Acordos milionários foram fechados, decisões estratégicas seladas com sua assinatura firme. Cada reunião fora conduzida com a eficiência característica de quem sabia exatamente onde queria chegar. E mesmo assim, ao sair da reunião, sentia-se estranhamente vazio. Havia nisso tudo uma lacuna que não conseguia explicar, uma inquietação silenciosa martelando seu

