Saymon e Claire caminharam lado a lado até a sala de jantar, seus passos ecoando em sincronia sobre o mármore frio do corredor. Não trocaram uma só palavra, mas o silêncio que os envolvia mascarava sentimentos conflitantes dentro de cada um. Havia uma força latente no ar, como se cada centímetro que os separava fosse um campo magnético prestes a colapsar. Na sala, Sarah já os aguardava. Sentada à cabeceira da mesa, exalava uma compostura impecável. Tudo nela parecia cuidadosamente orquestrado — da postura ereta ao penteado milimetricamente arrumado — como se fizesse parte de uma coreografia silenciosa de elegância e domínio. A mesa, por sua vez, era um espetáculo de requinte: taças de cristal brilhavam sob a luz natural que atravessava as janelas, guardanapos de linho estavam dobrados com

