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Entre Dois

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os opostos se atraem
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intro-logo
Sinopse

Piper acreditou que tinha perdido tudo quando foi obrigada a fugir do passado que quase destruiu sua vida. Marcada por dor, traumas e perdas irreparáveis, ela jamais imaginou que voltaria a amar — muito menos que encontraria um lar onde pudesse recomeçar.

Mas o destino tinha outros planos.

Quando cruza novamente o caminho de Dean e Sam, dois homens intensos, leais e profundamente ligados ao seu passado, Piper descobre que o amor não é simples… mas pode ser exatamente o que cura feridas impossíveis.

Entre segredos, proteção, medo de perder e uma conexão que cresce de forma incontrolável, ela constrói uma nova família ao lado deles — uma família fora dos padrões, mas cheia de verdade.

Com o nascimento de Aurora e Luna, duas meninas que transformam completamente a vida dos três, Piper encontra finalmente a paz que nunca teve. Porém, o passado nunca fica realmente enterrado… e cada ameaça testará até onde esse amor pode resistir.

Anos depois, quando a vida parece finalmente estável, uma nova surpresa muda tudo outra vez: mais uma gravidez, mais dois bebês, e um amor que se multiplica em meio ao caos, à proteção e à entrega total.

Mas quando um acidente grave coloca Piper entre a vida e a morte, toda a família precisa enfrentar o maior medo de todos: perder quem é o centro de tudo.

Em meio a hospital, desespero e decisões difíceis, nasce mais do que uma nova vida — nasce a prova de que o amor deles é mais forte do que qualquer dor.

Entre dois homens. Entre duas vidas. Entre perdas e recomeços.

Piper descobre que amar em dobro não é demais… é destino.

E no fim, tudo o que parecia caos… se revela como a forma mais bonita de família.

Uma história sobre cura, reconstrução e um amor que cresce até onde o coração não consegue mais medir.

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o dia que tudo aconteceu
Piper sempre viveu uma vida simples. Linda, delicada e dona de olhos verdes impossíveis de ignorar, ela ajudava o pai em uma pequena pensão que estava afundando em dívidas. Ver o homem que sempre lutou por ela perder tudo aos poucos destruía seu coração. Até que um encontro inesperado muda completamente seu destino. Quase atropelada por um carro de luxo em uma das ruas da cidade, Piper conhece uma mulher elegante e poderosa que parece saída de outro mundo. Encantada pela beleza e pela doçura da garota, a desconhecida faz uma proposta absurda: casar Piper com um de seus filhos milionários. Em troca, ela teria dinheiro suficiente para salvar o restaurante do pai e mudar a vida da família para sempre. Mas existe um problema. Quando Piper conhece os dois irmãos, percebe que o homem com quem deveria se casar não é aquele que faz seu coração disparar. O verdadeiro perigo está no outro irmão. O proibido. O frio, intenso e irresistível homem que ela nunca deveria desejar. E quanto mais tenta fugir dessa paixão secreta, mais ela percebe que talvez esteja se apaixonando exatamente pela pessoa errada. --- Capítulo 1 — O Dia Que Mudou Tudo O cheiro de café queimado já tinha tomado conta da pequena cozinha da pensão quando Piper entrou correndo, prendendo o cabelo loiro em um coque malfeito. — Pai, o leite tá quase derramando! Ela desligou o fogo rapidamente enquanto o pai, cansado, organizava algumas contas espalhadas pela mesa velha de madeira. O silêncio dele doía mais que qualquer reclamação. Piper observou discretamente os papéis. Contas atrasadas. Avisos. Cobranças. Mais uma. Seu peito apertou. A pequena pensão era tudo o que eles tinham. O lugar tinha sido da mãe dela antes de falecer, e o pai fazia de tudo para manter o restaurante funcionando. Mas nos últimos meses as dívidas começaram a engolir tudo. Poucos clientes. Pouco dinheiro. Muitas contas. E agora existia o risco real de perderem o lugar. — Pai… — ela falou baixinho. — Vai dar certo. Ele sorriu fraco, daquele jeito que os pais fazem quando não querem preocupar os filhos. — Claro que vai, meu amor. Mas Piper sabia que ele estava mentindo. Ela pegou a bolsa velha em cima da cadeira. — Vou passar na fornecedora antes. — Tá bem. E toma cuidado atravessando aquela avenida. Ela assentiu. Minutos depois, Piper caminhava pela calçada movimentada segurando a alça da bolsa contra o peito. O vento bagunçava seus cabelos claros enquanto ela fazia contas mentalmente tentando imaginar uma forma de ajudar o pai. Talvez arrumar outro emprego. Talvez vender alguma coisa. Talvez— O som de uma buzina cortou tudo. Piper congelou. Um carro preto de luxo freou violentamente a centímetros dela. Seu coração disparou tão forte que ela sentiu as pernas fraquejarem. Meu Deus. A porta do carro abriu quase imediatamente. E então ela apareceu. Uma mulher elegante desceu do veículo usando um conjunto claro impecável, saltos altos e joias discretas que gritavam riqueza sem precisar exagerar. Os cabelos loiros perfeitamente alinhados, a postura firme e o perfume sofisticado fizeram Piper se sentir deslocada só de olhar. — Meu Deus, você está bem? — a mulher perguntou rapidamente. Piper piscou algumas vezes, ainda assustada. — E-eu tô… A mulher a observou por alguns segundos. Longos segundos. Como se tivesse encontrado alguma coisa muito valiosa. Os olhos dela percorreram o rosto delicado de Piper, os olhos verdes claros, a beleza natural simples e quase inocente. Então ela sorriu. Um sorriso estranho. Interessado demais. — Você é absolutamente linda. Piper ficou sem reação. — Desculpa… o quê? A mulher soltou uma risada leve. — Qual o seu nome? — Piper. — Piper… — ela repetiu lentamente. — Combina com você. Piper deu um passo pra trás, desconfiada. — Senhora, eu preciso ir… — Espere. A mulher abriu a bolsa elegante e puxou um cartão dourado. — Eu sei que isso vai soar completamente absurdo… mas eu tenho dois filhos. Somos uma família muito rica. E eu estou procurando uma esposa para um deles. Piper arregalou os olhos. — O quê? — Você seria perfeita. — Senhora… isso é brincadeira? — Não. A mulher continuava calma demais. — Meus filhos estão na idade de casar. E eu quero uma moça bonita, discreta, educada… alguém diferente das mulheres interesseiras que vivem atrás deles. Piper ainda tentava entender se aquilo era real. — Eu não entendi… — Você ganharia muito dinheiro. O suficiente para mudar sua vida e ajudar sua família. E ainda teria parte da herança da família no futuro. O coração de Piper falhou uma batida. Dinheiro. A palavra bateu forte nela. O restaurante. As dívidas. O pai. Mas aquilo era loucura. — Senhora… eu nem conheço vocês. — Vai conhecer. A mulher estendeu o cartão. — Pense com calma. Depois me ligue. Piper pegou o cartão quase automaticamente. O papel parecia caro até no toque. Antes de entrar novamente no carro, a mulher lançou um último olhar para ela. — Acredite em mim, Piper… minha família vai mudar sua vida. E então foi embora. Deixando Piper parada no meio da calçada… segurando um cartão que talvez fosse o começo da maior loucura da vida dela. A mansão Hartwell parecia outro mundo. Luzes douradas iluminavam o enorme jardim da frente enquanto funcionários caminhavam silenciosamente pelos corredores impecáveis. Tudo naquele lugar transmitia poder, luxo… controle. Eleanor Hartwell entrou retirando as luvas claras das mãos com um pequeno sorriso satisfeito nos lábios. Ela ainda pensava na garota. Piper. Linda. Natural. Exatamente o tipo de mulher que ela queria dentro da família. Subiu a escada elegante sem pressa até ouvir vozes vindas da sala principal do segundo andar. Dean e Sam. Como sempre. Quando entrou, encontrou os dois filhos completamente diferentes um do outro. Dean estava largado no sofá de couro escuro, pernas abertas, expressão entediada, uma taça de whisky na mão. Alto, musculoso, cabelos castanhos levemente bagunçados… ele tinha aquele tipo de beleza perigosa que enlouquecia qualquer mulher. E ele sabia disso. Já Sam permanecia sentado perto da lareira com um notebook apoiado nas pernas. Cabelos pretos alinhados, roupas sociais impecáveis mesmo dentro de casa e aquele jeito mais tranquilo que fazia as pessoas confiarem nele imediatamente. Dois opostos. Eleanor sorriu. — Filhos… achei uma mulher perfeita para vocês casarem. Sam levantou os olhos do computador e sorriu de leve. — Isso foi rápido. Dean nem olhou primeiro. — Não. — Você nem sabe quem é — Eleanor respondeu calmamente. Agora ele ergueu os olhos. — E nem quero saber. Ela caminhou até o centro da sala. — A garota é linda. Jovem, educada, humilde… completamente diferente dessas mulheres vazias que vivem atrás de vocês. Sam fechou o notebook devagar, interessado. — Humilde? — Sim. O pai dela tem uma pequena pensão. Estão passando dificuldades financeiras. Dean soltou uma risada irônica. — Ah claro. Então agora vamos adotar pobres? — Dean. — O tom da mãe endureceu imediatamente. Ele revirou os olhos. Sam observava em silêncio. — Qual o nome dela? — perguntou. — Piper. O nome saiu suave. Eleanor percebeu a curiosidade no olhar do filho mais novo e sorriu internamente. Dean já levantou irritado do sofá. — Mãe, escuta bem o que eu tô falando porque eu não vou repetir. Eu. Não. Vou. Casar. Ele bateu a taça na mesa de centro. — Essas suas ideias malucas já passaram do limite. Eleanor cruzou os braços elegantemente. — Você está com vinte e quatro anos. Já passou da hora de assumir responsabilidades. — Eu administro empresa, faço reuniões, resolvo problemas. Isso já não basta? — Não. Dean passou a mão pelos cabelos, irritado. — Eu não vou viver um casamento de fachada com uma desconhecida só porque você decidiu brincar de casamenteira. Sam observava os dois quieto. Como sempre fazia. — Ela vai escolher um de vocês — Eleanor continuou. — E sinceramente… acho que vocês vão gostar dela. — Não me interessa. — Dean respondeu seco. Sam deu uma pequena risada nasal. — Você nem viu a garota. — E não preciso ver. — Dean… todas as mulheres que você conhece duram duas semanas na sua vida — Sam comentou calmamente. Dean olhou mortalmente pro irmão. — Quer casar no meu lugar? Casa você então. Sam apoiou o braço na poltrona, divertido. — Talvez eu case. Dean arregalou os olhos. — Você tá falando sério? — Não sei. Depende dela. Eleanor sorriu satisfeita. Sabia que Sam seria mais fácil de convencer. Dean bufou irritado e pegou a chave do carro na mesa. — Essa conversa acabou. — Dean— — Não vou casar! Ele praticamente gritou antes de sair da sala. Segundos depois o som da porta batendo ecoou pela mansão. Silêncio. Sam olhou para a mãe. — Ele vai acabar surtando quando conhecer ela, não vai? Eleanor sorriu lentamente. — Ah… eu tenho quase certeza disso.

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