capítulo 21 Daniel

2215 Palavras

Ela deu um solavanco, o corpo reagindo por puro instinto de defesa ao perceber que o leão não tinha apenas acordado, ele tinha sido provocado. Levantou-se num salto, a areia voando para todos os lados, sujando a barra da minha calça de corte impecável, e me encarou com olhos que brilhavam de um ódio tão cru, tão visceral, que quase me fez recuar. Quase. Eu não recuo. Eu não conheço o significado dessa palavra. Eu avanço. Eu sou o dono do tabuleiro, o arquiteto das ruínas alheias, e ela era a peça que eu tinha decidido capturar para o meu jogo particular. — Você? — ela sibilou, a voz saindo por entre os dentes cerrados, trêmula de um cansaço absurdo que beirava o colapso, mas misturada com uma fúria que parecia ser a única coisa mantendo seus pulmões funcionando. — O que você está fazendo

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