capitulo 34 Daniel

2136 Palavras

NARRAÇÃO: DANIEL BITTENCOURT O embate visual entre nós dois, ali naquele espaço estéril de vidro e mármore, era uma descarga elétrica de alta voltagem; ela não baixava a guarda por um milésimo de segundo, e eu, Daniel Bittencourt, não estava acostumado a ser desafiado sob o meu próprio teto no coração do meu império por alguém que não possuía nada além de um diploma em andamento, uma dignidade ferida e um par de olhos furiosos que pareciam querer reduzir meu prédio a cinzas. Mariana Lacerda era uma anomalia no meu sistema perfeitamente calculado. — Entre — ordenei, minha voz saindo como um estalo de chicote, indicando com um aceno de queixo a porta dupla de jacarandá da minha sala. Ela passou por mim com o queixo erguido, exalando uma mistura inebriante de fúria, suor e uma dignidade

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