CAPÍTULO 41 AUGUSTO NARRANDO Eu não costumo esperar. As coisas na minha vida sempre aconteceram porque eu fiz acontecer. Decisões rápidas. Movimentos calculados. Resultados previsíveis. Mas naquela noite, eu estava sentado na varanda do meu quarto, olhando para o celular como um adolescente inseguro. Ridículo. A mensagem tinha sido simples. Direta. Sem exageros. “A conversa ainda não terminou.” Eu sabia que não tinha terminado. Dava para sentir. O celular vibrou na minha mão. Uma palavra. “Cheguei.” Eu encarei a tela por alguns segundos. Sem emoji. Sem pergunta. Sem a******a. Mas também sem fechamento. Ela poderia ter ignorado. Poderia ter sido fria. Poderia ter colocado um ponto final invisível. Mas respondeu. E Cecília não faz nada sem intenção. Eu passei o polegar pela

