CAPÍTULO 33 CECÍLIA NARRANDO A caminhonete parou diante da casa do prefeito, e por um segundo eu apenas observei. A fachada estava toda iluminada, como se fosse noite de festa na cidade inteira. O jardim impecável, as palmeiras com luzes direcionadas, a varanda cheia de gente elegante segurando taças e sorrisos ensaiados. Respirei fundo antes de abrir a porta. O salto tocou o chão de pedra da entrada e, de repente, parecia que todos os sons ficaram mais nítidos. Risadas controladas. Música baixa ao fundo. O tilintar de copos. Mamãe desceu logo depois de mim, já com o sorriso social perfeitamente posicionado no rosto. Luiz entregou a chave da caminhonete para o manobrista e se aproximou de nós. — Vamos? — mamãe disse, como se estivéssemos entrando em um palco. Subimos os poucos deg

