29- AUGUSTO

1136 Palavras

CAPÍTULO 29 AUGUSTO NARRANDO Saímos do restaurante e o sol da tarde já estava mais brando, mas o calor ainda subia do asfalto. Jorge destravou o carro, mas antes de entrar eu falei: — Preciso de uma caminhonete nova. Ele parou no meio do movimento e me olhou por cima do teto do carro. — Do nada? — Não é do nada. Entrei no banco do passageiro e fechei a porta. — Se eu vou dividir meu tempo entre cidade e fazenda… preciso de algo à altura. E o carro que estou usando não combina com isso. Ele deu partida. — Ou não combina com a imagem que você quer passar? Olhei pela janela, fingindo não dar importância. — As duas coisas. Ele soltou um riso curto. — Eu já sabia que isso ia acontecer. — O quê? — Que você ia querer uma caminhonete. Todo homem que chega na cidade querendo fincar

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