CAPÍTULO 28 AUGUSTO NARRANDO Jorge apareceu na porta da minha sala exatamente ao meio-dia. — Vamos — ele disse, direto, como sempre. Fechei o notebook e peguei o paletó. — Vamos. Saímos juntos. O sol do meio-dia batia forte na fachada da empresa, refletindo nos vidros dos prédios do centro. A cidade parecia pequena demais para tudo o que estava acontecendo dentro da minha cabeça. Entramos no carro. — Loja do Álvaro — Jorge decidiu. — Ele veste metade dos homens importantes dessa cidade. — Ótimo — respondi. — Então ele já está acostumado com ego inflado. Jorge soltou um riso discreto. A loja era clássica. Fachada sóbria. Manequins impecáveis. Ar-condicionado frio demais. Assim que entramos, o vendedor veio quase correndo. — Senhor Augusto Valença — ele cumprimentou, com um sorr

