CAPÍTULO 27 CECÍLIA NARRANDO Acordei antes mesmo do despertador tocar. Fiquei alguns segundos olhando para o teto, tentando organizar os pensamentos. A luz da manhã já atravessava as frestas da cortina, clara demais para alguém que dormiu pensando em um certo sobrenome. Valença. Virei para o lado, peguei o celular. Nada de novo. Suspirei e me levantei. O piso frio do quarto me fez despertar de vez. Caminhei até o banheiro, liguei o chuveiro e deixei a água esquentar enquanto prendia o cabelo num coque alto. Entrei debaixo do chuveiro e fechei os olhos. A água quente escorria pelos ombros, levando embora o resto do sono… mas não levava os pensamentos. A imagem dele voltava, contra a minha vontade. O sorriso seguro demais. O cheiro de uísque. O jeito como disse o próprio nome.

