CAPÍTULO 26 AUGUSTO NARRANDO Eu estava na minha sala tentando fingir que estava concentrado em um contrato, mas a verdade é que eu não tinha lido uma linha inteira sem pensar nela. Cecília. O nome parecia ter se instalado na minha cabeça. A batida na porta me fez levantar o olhar. — Entra. Jorge entrou sem pressa, fechando a porta atrás de si. Pela expressão dele, eu soube na hora que já tinha o que eu queria. — Conseguiu? — perguntei, largando a caneta sobre a mesa. — Consegui. Apontei para a cadeira à minha frente. — Senta. Ele se acomodou, cruzando as pernas com calma exagerada, como quem sabe que está segurando informação valiosa. — Vamos lá — falei. Ele respirou fundo. — Cecília Medina. Não tem namorado. Eu mantive o rosto neutro, mas por dentro senti algo estranho. Al

