CAPÍTULO 25 AUGUSTO NARRANDO Acordei com a pior dor de cabeça da minha vida. Não era dor. Era uma martelada constante atrás dos olhos. Abri um deles com dificuldade. A claridade entrando pela fresta da cortina parecia um ataque pessoal. — Que inferno… — murmurei, passando a mão no rosto. Tateei a mesa de cabeceira até achar o celular. A tela acendeu. 09:07. Eu me sentei na cama tão rápido que o mundo girou. — Meu Deus. Nove horas. Eu nunca acordei depois das seis na minha vida inteira. Nem na fazenda. Nem doente. Nem em dia de festa. Joguei as pernas pra fora da cama e apoiei os cotovelos nos joelhos, tentando organizar a cabeça. Eu tinha bebido demais. Muito mais do que devia. As imagens da noite começaram a voltar aos poucos. O bar. O uísque. A praça. E ela. Cabelo loir

