24- CECÍLIA

1131 Palavras

CAPÍTULO 24 CECÍLIA NARRANDO Assim que entrei na caminhonete, senti o olhar dele nas minhas costas. Eu não olhei para trás. Mas senti. Luiz fechou a porta com força e deu a volta para o lado do motorista. — Quem era? — ele perguntou, ligando o carro. Eu demorei um segundo antes de responder. — Augusto Valença. O silêncio dentro da caminhonete ficou pesado. Luiz virou o rosto devagar na minha direção. — Filho do Leonel? Assenti. Ele soltou um riso curto, sem humor. — E o que ele queria com você? Olhei pela janela, fingindo desinteresse. — Nada. Só puxou conversa. — E você conversou com ele? — Ele foi educado. Luiz bufou. — Ele estava bêbado. Eu sabia. O cheiro de uísque ainda parecia preso no ar ao redor dele. O jeito como tentava manter postura. O sorriso confiante de

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