48- AUGUSTO

1010 Palavras

CAPÍTULO 48 AUGUSTO NARRANDO Eu já enfrentei reuniões que valiam milhões. Já negociei terras, contratos, parcerias que poderiam derrubar ou erguer impérios. Nada me deixou tão atento quanto o silêncio daquela varanda. Quando o pai dela me chamou, eu precisei de um segundo para me recompor. Não porque estivesse inseguro. Mas porque eu ainda sentia o gosto do beijo dela. E aquilo mudava tudo. Entrei na casa com passos firmes. O pai dela estava no escritório, uma taça na mão, postura de homem que quer parecer mais forte do que está. — Sente-se, Augusto — ele disse. Eu sentei. Ele foi direto ao ponto. — Você sabe que minha esposa o convidou por um motivo. Sei. Mas eu queria ouvir até onde ele iria. — Imagino que sim. Ele respirou fundo. — A cidade observa. Sempre observou. E qu

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