• Capitulo 05

1099 Palavras
" Não há nenhuma dor que se compare à perda de um ente querido. Não há nada que repare o sofrimento de ver alguém que amamos partir. Para quem fica, resta a saudade, a tristeza e a inconformidade... " _____________________________________ Bronck volta para a sala e admira a casa do seu filho. Não esperava menos dele, já que desde muito novo gostou da vida de luxo. Pega sua mala e, vai para um dos quartos. — Merda! Está vazio. — Murmura assustado. Entrando nos outros dois quartos que tinha no segundo andar, estão da mesma forma. - Que p***a essa? Aonde irei dormir? — Não acredito não vou dormir no sofá. Ah! Não vou mesmo! Entrando no quarto do seu filho, a encontra já adormecida. Tenta acordá-la. — Menina. — Sussurro. — Droga! — Espragueja pegando sua mala e procurando uma roupa adequada, já que vai dormir em sua cama. Entrando no banheiro, toma um banho e chora tudo o que pode no chuveiro. Se recuperando procura na internet um lugar para pedir o jantar. — Vou esperar na sala, assim que a comida chegar venho acordá-la. Assim pode descansar um pouco. Tenho que me comportar é a esposa do meu filho. — Pensa: Não posso esquecer isso! 40 minutos depois ... Acordando, ela percebe que está em sua cama. — Tive um pesadelo, sonhei que meu marido tinha morrido e até o meu sogro já morto aparecia no sonho. — Suspira aliviada. — Acho que foi Deus me castigando por reclamar dele hoje. Ainda bem que era só um pesadelo. Percebendo que está tudo escuro, se dá conta que a qualquer momento seu marido poderia chegar e ainda não tinha preparado o jantar. — Merda! Dormir a tarde toda, que droga. Se levantando com dificuldade. Acredita que as dores são porque dormiu demais. Pensou: vou tomar um banho, colocar uma camisola e esperar por ele. — Farei uma surpresa. Com alegria tomo um banho, coloco uma linda camisola, aquela que mais gosta. — Estou pronta. — Resolve descer e pegar um vinho. — Vou fazer as pazes com meu marido. Estou na cozinha, quando escuto a porta da frente se abrindo. — Ele chegou. — Correndo para a sala com a garrafa de vinho nas mãos, ela o chama. — Querido. Se depara com o cara do seu sonho, o vinho cai de suas mãos. Ali confirma. — Não foi um sonho! — Sussurrou. Bronck a olha assustado. Repete diversas vezes em sua mente: foi real. Eu fiquei viúva. — O que aconteceu? — Perguntou Bronck confuso. - Deixe-me tirá-la daí. Berriere está em choque. Tentando retirar ela de perto dos cacos de vidro, acaba pisando em um. — Merda! Espera, já te tiro daí menina. — Eu realmente estou vivendo isso? — Pergunta para o Bronck. — Não posso acreditar. Sente braços a retirando do chão. — O que aconteceu? Porque você está vestida assim?! E com uma garrafa de vinho nas mãos? — Eu! — Lhe faltam as palavras. — Desculpa. — Vou te colocar no sofá. — Informa me olhando pensativo, e pergunta: — Cadê sua empregada? — Não tenho. — Nota o espanto em sua cara. — Sério? Quem mantém tudo aqui limpo?! — Eu. — Ele a olha chocado até tenta disfarçar, mas falha feio. Se vira e vai até às sacolas de comida e retira uma embalagem entregando para ela. — Coma! — Informa. — Você está me oferecendo ou é uma ordem? — Bronck revira os olhos. — Come! — O encarando séria reclama. — Você é mandão! — Olha! Só quero seu bem. — Eu não vou comer, estou sem fome. — Você precisa se alimentar, porque não vou ficar te carregando no colo para cima e para baixo não menina. — Para de me chamar assim. — Responde gritando. — Desculpa, você aparenta ser bem novinha. — Para com isso de menina! Por favor. — Ok. Coma por favor. — Resolve comer um pouco, ele também come e ambos ficam em silêncio por um bom tempo. — Que comida gostosa. — Berriere geme com o misto de sabores em sua boca. Quando pigarreia. — Amanhã o velório será às 14:00. — Ela engoliu em seco. — Não consigo acreditar. — Diz respirando pesadamente, seus olhos lagrimejam. — Nem eu, meu único filho. — Berriere o observa, parece segurar o choro com uma respiração pesada. — Nem tive filhos, ele não queria. — Suas lágrimas descem sem ter como conter. — Desculpa a minha indelicadeza, quantos anos você tem? — Trinta e um. — Chocado a encara. — p***a! Você tem cara de 17. — Declara boquiaberto. — Devem ser as roupas, o cabelo sei lá. — No momento você está quase nua. — Ela o olha com uma cara de desprezo. Pensou: tinha que falar da minha roupa logo agora. — Não me olhe assim menina, sei que é difícil de acreditar, mas ele se foi. Você é jovem e poderá viver outros amores. Sei que é insensível da minha parte, mas vai por mim, chega uma certa fase da vida que não ter alguém fará falta. Eu sei bem como é. — Afirma respirando fundo e olha para o nada. — Não ficarei com mais ninguém. — As palavras saem de sua boca sem nem pensar direito o que estava falando. — Não faça isso menina, você ainda é jovem, aproveite a vida. Eu sei bem o que estou dizendo. — Agora quer me arrumar alguém? E o filho dele, meu marido acabou de morrer que insensível. — Chega desse assunto. — Fala grosseiramente. — Ok, eu ouvi que você não tem ninguém vivo em sua família, eu quero muito te levar comigo, nem que seja por um ano, até você se acostumar com a vida sozinha e espero que aceite. Ela o olha e pensa se deve ou não contar que tem um irmão, ou se deve procurá-lo! Até que chega à conclusão que é melhor não, já que preferiu o Kamael, do que tê-lo em sua vida. Acho que vou aceitar essa ajuda pelo menos até eu consegui caminhar sozinha. — Ele realmente não vai voltar? — Pergunta, já sabendo a resposta. O choro a invade novamente. — Não! — Responde com uma voz triste. — Vamos! Terei que dormir com você, eu não dormirei no chão. — Tudo bem. — Se levantando vão para seu quarto. Nos deitamos e logo o sono me toma. — Meu Deus eu perdi meu único filho. — Bronck passa a noite chorando, o sono o pega pela manhã. ____________________________________
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