ANANDA O cheiro da loja era o mesmo de sempre, capim-limão e baunilha, mas naquela manhã, tudo parecia ligeiramente fora de lugar. As etiquetas estavam tortas, os vasos desalinhados, e a voz da minha cantora favorita no rádio parecia mais aguda do que de costume. Ou talvez fosse só a minha cabeça que estivesse girando, inchada de pensamentos demais. Darlene falava alguma coisa sobre um pedido novo do modelo de bíquini mais vendido ou seria de um novo modelo? eu não estava ouvindo. Eu fingia que estava, balançava a cabeça e sorria em momentos aleatórios, mas minha mente estava em outro lugar. Ou melhor, em várias partes ao mesmo tempo. Fazia uma semana que Nataniel tinha voltado dos mortos. E, apesar de tudo que acontecera, eu ainda não sabia o que sentia. Ele não me procurou. Não ligou

