Capítulo 80

1323 Palavras

PEDRO A porta do quarto dele estava entreaberta. E quando empurrei, minha raiva triplicou. Nataniel estava usando uma calça de moletom cinza, cabelo ainda úmido, celular no ouvido, andando de um lado para o outro como se estivesse angustiado com as informações que estava recebendo no telefone. A luz do abajur dava um brilho morno ao quarto, e a minha raiva se acendeu como gasolina. — Eu vou fazer o que for preciso pra garantir justiça. — ele repetiu. Justiça? Meu punho já doía só de escutar. — Com quem você tá falando, desgraçado? — rosnei, entrando no quarto sem cerimônia. Nataniel parou no mesmo instante. Virou-se devagar, o celular ainda no ouvido. Me encarou por um segundo... e desligou. Frio. Covarde. Tentei visualizar o contato na tela antes do bloqueio rápido: apenas a letra J

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