62- DODÔ

1349 Palavras

CAPÍTULO 62 DODO NARRANDO: Tem gente que acha que poder é arma na mão. Erro. Poder é informação. E eu tenho mais informação do que qualquer um imagina. Eu estava parado na laje da casa do Juninho, duas ruas acima da casa do Rael. Dali dava pra ver parte da fachada, o portão, a movimentação dos vapores. Eu conheço cada ângulo daquele morro. Cresci ali. Aprendi a andar naquelas vielas antes mesmo de aprender a confiar em alguém. E confiança é coisa que eu não tenho mais. Eu encostei no parapeito, o binóculo apoiado no rosto. Não por necessidade, dava pra ver a olho nu, mas porque eu gosto de observar detalhes. Rael não perde tempo, eu apertei o maxilar. Ele sempre teve essa facilidade. Ele toma o que quer, sempre foi assim. Desde moleque. Eu lembrava dele descendo o morro com a

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