CAPÍTULO 61 LUNA NARRANDO: Eu nunca odiei tanto uma padaria na minha vida. O cheiro de pão quente, café fresco, manteiga derretendo… qualquer outra pessoa estaria confortável ali. Normal. Mas eu estava sentada naquela cadeira dura sentindo como se estivesse no centro de um interrogatório invisível. Rael estava calmo demais. Isso me deixava mais nervosa do que se ele estivesse gritando. Ele tomava café como se nada tivesse acontecido na madrugada. Como se eu não tivesse apontado uma arma pra ele enquanto ele dormia. Meu estômago embrulhou só de lembrar. Eu quase fiz. Quase. E o quase agora pesa como chumbo. Ele mexia no celular enquanto esperava o pedido chegar. O maxilar travado. O olhar distante. Pensando. Rael pensa em silêncio. E silêncio nele nunca é bom sinal. — Já pedi pr

