CAPÍTULO 13 RAEL NARRANDO: O dia amanheceu do jeito que eu gosto, sem promessas. O morro do Luar não acorda devagar. Ele desperta em alerta, com os olhos abertos antes mesmo do sol subir inteiro. Da janela da boca, eu observava o movimento começar, vapores trocando turno, rádio chiando, moto subindo e descendo viela como se fosse extensão do corpo deles. Tudo funcionava porque alguém mandava. E esse alguém era eu. Mas, naquela manhã, minha cabeça não estava só no comando. A imagem dela insistia em voltar. Luna no palco. Luna sob as luzes vermelhas. Luna vestindo a lingerie que eu escolhi. Não foi impulso. Nada em mim é. Cada detalhe daquela peça tinha sido pensado como um teste silencioso. Queria ver se ela obedecia sem questionar. Se entendia as regras antes mesmo de ouvi-las. E

