CAPÍTULO 53 LUNA NARRANDO: Eu estava sentada no sofá do escritório do Rael, com as pernas cruzadas e o coração ainda acelerado. Sorri sozinha. Porque eu tinha conseguido. Não importava como. Não importava o quê. O que importava era simples, eu tinha provocado… e ele tinha sentido. O silêncio da sala era pesado. A boate ainda pulsava do lado de fora, abafada pelas paredes grossas. Dava pra ouvir a música distante, os graves vibrando no chão, vozes misturadas, gargalhadas soltas. Mas ali dentro era outro mundo. O mundo dele. Passei a mão pelo estofado caro do sofá, observando cada detalhe daquele escritório: a mesa grande de madeira escura, as cadeiras de couro, o bar no canto com garrafas alinhadas como soldados. Tudo ali gritava poder. Rael era isso. Poder. Controle. Domínio

