22- RAEL

1359 Palavras

CAPÍTULO 22 RAEL NARRANDO: Eu ainda sentia o sangue quente quando ela defendeu ele. O desgraçado do Dodô. A cena não saía da minha cabeça: Luna de frente pra mim, os olhos em brasa, a voz firme demais pra alguém que devia saber o lugar onde pisa. Defendendo um cara que sempre viveu à sombra do que é meu. Aquilo não foi só ciúme. Foi afronta. Virei as costas pra ela antes que dissesse algo que não tivesse volta. Entrei no escritório e bati a porta com força. A madeira tremeu. Joguei a cadeira pra trás e fiquei andando de um lado pro outro como um bicho preso. Passei a mão no rosto, senti a mandíbula dura, os dentes cerrados. Ela não fazia ideia do que estava mexendo. Luna não entendia que ali, no Morro do Luar, as coisas não funcionavam do jeito que ela achava justo. Funcionavam do

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