Pré-visualização gratuita Onde tudo terminou
AVISOS:
Essa fic é recomendada para +18.
A fic será longa, então boa jornada.
Aceito críticas construtivas.
Terá o básico de b**m, tortura, mortes etc.
Envolve máfia, mas misturado com o sobrenatural.
Personagens de autoria da J.K.Rolling ou meus. E a capa da fic também não é minha, e sim de um leitor amigo que me presenteou com ela.
Terá muitos gatilhos mentais e psicológicos como homofobia, suicídio, tentativa de suicídio, depressão, transtornos alimentares, ansiedade, uso de drogas ilícitas... Cuidem da saúde mental de vocês então cuidado. (sempre vou colocar: ⚠⚠⚠ antes dos capítulos mais pesados). Mas nunca irei romantizar nada, sempre tendo um desenvolvimento em prol do entendimento e evolução.
Os poemas de início sempre terão haver com o capítulo, então fica a dica.
Esse prólogo já começa com ⚠⚠⚠... sem mais delongas, espero que gostem.
Poema da Clarisse Lispector:
"Não sei viver de mentiras.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma.
Mas com certeza não serei a mesma para sempre."
❤❤Harry Pov❤❤
Edgar Allan Poe disse uma vez que a ciência ainda não nos provou se a loucura é ou não o mais sublime da inteligência.
Para mim no entanto, a loucura é apenas um fardo a se carregar todos os dias.
É um peso que me puxa para baixo desde que nasci, e que hoje espero ser o que irá finalmente me fazer cair.
Do trigésimo quinto andar.
Estava uma noite agradável, e a vista daqui de cima é linda. A diante o Empire State se erguia imponente cortando o céu com maestria. Já se eu olhasse para baixo, conseguiria ver um emaranhado verde em meio a bagunça cinza de Nova York, o Central Park.
Mas nada me atraía tanto como o céu. Aqui, apesar da claridade da cidade que nunca dorme, é possível ver algumas dezenas de estrelas que faziam companhia a lua cheia, completamente deslumbrante com um brilho quase que sobrenatural.
"Sobrenatural" um conceito tão simples mas que ferrou completamente com a minha existência.
Eu realmente queria que o sobrenatural fosse real, que monstros andassem entre nós e que houvessem seres alados que nos protegem... talvez assim eu não fosse tão louco como dizem.
Mas sou um maluco, um vazo quebrado que só esta entulhando a vida de todos.
Coisas quebradas devem ser jogadas fora não é?!
Talvez assim eu possa fazer companhia as estrelas.
Talvez assim eu não me sinta tão sozinho e deslocado, como se não fizesse parte desse mundo.
Talvez assim eu encontre um lar, e pessoas que são tão doidas quanto eu.
E só talvez a dor pare de doer tanto.
E tudo depende apenas que eu desse mais um passo...
O vento cortante passava por mim penetrando o meu moletom azul e balançando minha saia rosa. Mas sinceramente, eu gosto disso. Me da uma sensação de leveza como se eu pudesse simplesmente voar.
Mas meu destino é cair.
Se eu ao menos tivesse esperanças que as coisas fossem mudar... mas não. A 19 anos que vivo nessa merda e nada mudou.
Na verdade, as coisas só pioraram.
Meu pai ganhou mais influência e renome nas empresas Potter e exige cada vez mais que eu controle meus "impulsos esquisitos", que "me vista direito" e que pare de decepciona-lo.
Cada dia ele também está mais violento e estressado com a vida. Nem parece o James Potter que me lembro de quando eu era uma mera criancinha e ele era o meu herói...
Nunca conheci a minha mãe, só sei que tenho os olhos dela. Papai dizia quando eu era pequeno que Lily era um anjo que sempre estaria aqui para me proteger. E eu acho que por isso James me trata tão mau hoje em dia quando falo que vejo anjos, demônios e essas coisas. Ele pensa que foi o responsável por alimentar essas idiotices minhas ao criar essa fantasia sobre minha mãe.
E ele se odeia por isso, por ter me criado para ser quem eu sou hoje...
Fraco, maluco e alguém que não se pode confiar.
Minha meia irmã Luara apesar de só ter 16 é bem esperta, então ficará bem. Por mais que ela seja a única que me apoia e me ama incondicionalmente, ela mora com a mãe em Londres, então quase que não a vejo.
Meus padrinhos brigaram feio com James, e a agora perdi eles também. Faz cinco anos que não os vejo e nem sei o que andam fazendo.
E até mesmo Ron e Hermione estão me afastando.
Eles sempre foram muito pé no chão quando se trata do mundo. Ron foi criado em uma família extremamente cristã, e eu não critico nenhuma religião e tenho minha fé no meu coração, mas os Weasleys chegam a ser fanáticos, e por isso nunca gostaram do fato do Ron ser meu amigo.
Sou uma má influência para ele.
Já a Hermione é muito racional. Toda vez que tento falar sobre as coisas que vejo, sobre os monstros... ela começa a citar diagnósticos e sintomas que podem explicar o porquê isso aconteceu.
Sua nova teoria é que eu sou esquizofrênico.
Mas as vezes eu só queria que eles me escutassem e apoiassem em vez de tentar me analisar ou julgar...
Depois de um tempo, aprendi que não falar é melhor. O que os faz pensar que eu não quero ser mais amigo deles, e terem a desculpa perfeita para se afastarem de mim.
Não posso culpa-los, ninguém quer ter um maluco que vê monstros que ninguém mais vê como amigo.
Eles não entendem que eu não quero ser assim... eu só quero ser como eles.
Eu só queria ser normal, mas para todos, ser gay, "afeminado", ver coisas que ninguém mais vê e ter fobia social, não é normal.
Eles me acham uma aberração, e talvez eu realmente seja...
Já que esse é o caso, o melhor é me juntar as estrelas... ninguém irá se importar.
Então respirei fundo e sequei uma lagrima solitária que escorria pela minha face, antes de pular.
E no momento seguinte eu estava em queda livre indo para a morte.
Em filmes, as pessoas que se suicidam costumam gritar na descida, pois o grito é uma resposta automática a queda.
Mas nenhuma palavra foi proferida por mim enquanto metro a metro a rua ia se aproximando.
Dizem que quando estamos a beira da morte vemos a nossa vida passar diante dos nossos olhos, mas nenhuma lembrança vinha a minha mente, nenhum momento, nada.
Apenas a minha própria respiração e a ciência da adrenalina que percorria as minhas veias. O coração bombardeando pela última vez o meu sangue antes do terrível fim.
Mas infelizmente era como se o tempo estivesse desacelerando. Tudo o que eu queria era que essa tortura acabasse, mas era como se Deus quisesse rir da minha cara.
E cada segundo parecia uma hora, similar a quando estamos em uma aula chata pra c*****o e os ponteiros do relógio cismam em permanecer parados.
Em um certo momento eu comecei a achar que tudo isso não poderia ser normal.
Era como se o tempo estivesse congelando, e mesmo com a aceleração da gravidade, a minha velocidade estava reduzindo em vez de aumentar.
Até eu literalmente parar a centímetros do chão.
Como se eu tivesse asas e estivesse voando.
Então eu apenas me levantei ainda estupefato, mas sem nenhum arranhão, mesmo depois de ter me jogado do auto de um prédio.
- QUE p***a FOI ESSA? - Gritei ainda sentindo o meu coração bater mais rápido que o motor do carro mais veloz do mundo.
Minha garganta estava seca e minhas mãos suadas. Minha roupa estava completamente desarrumada e eu nem quero pensar no estado do meu cabelo.
Mas nada se comparava a minha mente que estava a mil.
"Será que eu estou delirando? Será que isso é um sonho? Será que isso é mais um surto psicótico meu?"
Mas que p***a! nem na hora de me suicidar eu posso ser normal? O que custava eu simplesmente morrer EM, UNIVERSO DE MERDA.
Minha respiração estava descompassada. E minha pressão deve ter caído, pois tudo estava ficando cada vez mais turvo, como se o mundo estivesse dançando samba com toda a alegoria ecoado contra a minha mente enquanto nada focava diante do meu olhar.
De repente me deu uma vontade gigantesca de começar a chorar. Sabe quando a última gota cai no copo e o faz transbordar? era assim que eu me sentia. Era muita coisa a se pensar, alívio, medo, raiva, desespero, angustia, cansaço, redenção?...
Era um choro exagerado e sem contenções.
Então eu deixei transbordar, até o momento que eu caí no chão, em meio a essa rua qualquer, (por incrível que pareça, uma das únicas que estava vazia em toda a Nova York) enquanto perdia a minha consciência aos poucos, m*l sabendo que tudo isso só era o início.
❤❤Draco Pov❤❤
Ah meu caro leitor, eu sou perfeito desde que nasci, mas minha vida era um verdadeiro tédio lá em baixo.
Enfim, prazer, sou Draco pois sou o símbolo do fogo ardente do inferno. Todavia em seu mundo peguei para mim o sobrenome Malfoy.
Draco Malfoy. Nada m*l né?!
A minha criação e infância não foi das melhores, mas é isso que da ser filho do d***o.
Literalmente.
Sou filho de Lucifer com Lilith, irmão mais velho da Luana, e nada menos que o herdeiro do inferno.
E isso é incrível, mas também meio entediante.
Eu queria mais aventura sabe...
Tudo o que você pode imaginar é real. Céu, inferno, anjos, demônios, e o c*****o a quatro.
Mas simplificando, o nosso querido universo patético é dividido em 3, o tripé do equilíbrio.
O céu, para os celestiais pomposos e todos aqueles que tem o sangue prateado da vida e do bem. (E que se acham o superiores com aquelas asinhas que não chegam nem aos pés da do meu pai, e as que um dia também terei por ser filho de um arcanjo).
A Terra, para os mundanos de sangue vermelho e mente dividida entre o bem e o mau. (Gente boa de mais, capazes de grande altruísmo e caridade, ou safadeza que nem os fanfiqueiros de plantão).
E o inferno, meu futuro reino, que é o lar para todas as criaturas de sangue preto e tendências malvadas. (Minha fabulosa família disfuncional).
E tudo anda em perfeito equilíbrio... o que é um saco de tão pacífico. Mas ninguém seria t**o o suficiente para abalar com essa ordem da paz que reina desde que o mundo foi criado.
Cresci no inferno junto com a minha irmãzinha mais nova, sobre os cuidados de um bando de demônios capachos do nosso pai, já que o mesmo sempre estava ocupado comandando o reino das almas maléficas.
Mas estou de boas quanto a isso. Aprendi a ser o melhor de todos em todas as áreas, e eu sou.
Nunca duvide disso... só uma dica.
Sei tudo sobre tortura, manipulação, consciência emocional, assassinatos, administração, história, economia, literatura, classe das criaturas sobrenaturais...
Aprendi de tudo, mas nunca pude aplicar até os meus 2500 anos de idade, o que para o mundo dos humanos equivale a 25 se não me engano (não sei, a passagem de tempo é diferente de mundo pra mundo).
E essa foi a idade que resolvi sair do inferno e realmente viver a minha vida.
Indo para Nova York baby.
Deixar minha irmã mais nova para trás foi difícil, mas na época ela só tinha 1800 anos (18) e estava longe de completar os seus estudos. Luana nunca gostou do ofício como eu, então é mais rebelde. Não que alguém ligue, ela não é o filho primogênito como moi, então não precisa ter tantas responsabilidades.
O tanto de pegadinhas que essa garota apronta no inferno é o suficiente para deixar qualquer alma condenada mais doida do que com as próprias torturas.
Se não me engano, foi assim que um tal de Hitler ficou louco...
Meu pai nem notou que eu saí, e mesmo já se fazendo cinco anos mundanos (menos de um mês nos anos infernais), continuo aqui sem ninguém saber sem ser a minha mamis e Luana. E duvido que Lucifer note em menos de sei lá, uns 50 anos mundanos.
Ele é realmente ocupado.
Enquanto isso estou me saindo muito bem aqui em cima. A comida é boa (amo batata frita), a bebida e as drogas são leves mas até que me deixam chapado, e o sexo... nossa, esse é divino.
E sempre tem algum pedófilo escroto para torturar e matar a saudade de casa.
Enfim, a vida é perfeita para mim agora.
Lá em baixo jugamos a humanidade porque lidamos com a escória dela. Assassinos, ladrões, e**********s, políticos, homofóbicos... eles não representam exatamente o melhor que a humanidade pode oferecer, apenas uma parcela dela (uma parcela que eu não hesitaria de juntar tudo, colocar em um potinho e jogar na p**a que pariu. Povo chato do c*****o).
Mas aqui em cima é diferente de tudo o que eu poderia imaginar. Poder escolher entre fazer o bem e o mau é libertador, e nos dá tantas oportunidades legais...
Liberdade... até que tem um gosto bom.
Obvio que eu não vim me divertir tanto assim sozinho.
Pansy e Blaise vieram comigo.
Pansy é um demônio, filha de um dos príncipes do inferno. Eles são meio que os um grupo da realeza que ajuda o rei, meu pai, a comandar o bagulho todo. Ela foi criada comigo, e aprendeu a maioria das coisas que aprendi.
Se especializando no uso de armas, luta corporal e tortura.
No inferno falam que morena é um prodígio. Com 1500 anos já era a melhor torturadora da história, imagina agora que ela tem 2300 (23 mundanos).
Tendo Asmodeus como pai, vocês já devem imaginar como a menina é a própria luxuria em pessoa.
Minha irmãzinha de coração perfeita e linda que ninguém encosta se não quiser morrer lentamente e depois sofrer as piores torturas nas chamas do inferno.
Que farei questão de dar pessoalmente.
Blaise também é filho de um dos sete príncipes, Azazel. Ele é o mais velho de nós (28 na idade mundana), sendo assim sempre se achou meio que o nosso irmão mais velho.
Digamos que eu sou a diplomacia, liderança e poder do grupo, Pans é o charme e nossa arma secreta, e Blas é a ira e segurança.
Não me surpreendo da Slytherin ser tão bem sucedida.
Recapitulando rápido porque já estou ficando entediado: a cinco anos quando chegamos aqui Pansy deu o azar de trepar com a namorada do líder de uma máfia influente de Nova York, a Hufflepuff.
Cedrico prometeu retaliação, e foi ingênuo o suficiente para tentar matar a eu, Blas e Pans um dia enquanto estávamos bêbados em um pub.
Coitado.
Ainda consigo ouvir os gritos dele implorando por salvação enquanto Pansy o esfolava lentamente com uma faca cega enquanto dançava ao som de Billie Eilish.
Não me importei na hora e não me importo agora.
Mas como consequência por ter matado o líder da Hufflepuff a máfia virou nossa.
Os lufanos são gente boa e habilidosa, e desde aquele dia aceitaram de boas o novo comando.
Cedrico era um babaca e um péssimo líder mesmo, ninguém sentiu sua falta.
Então viramos a Slytherin.
E somos donos dos 4 dentre os cinco distritos da cidade, nos levando a cada loucura mais fascinante que a outra.
Já fizemos de tudo, mas atualmente estamos em guerra contra uma máfia podre, a gryffindor, que é a dona do quinto distrito, Staten Island.
Eles são horríveis até para o meu ponto de vista. Matam inocentes, traficam mulheres e crianças, e tratam todos que tem uma sexualidade, orientação s****l ou jeito de agir diferente da mentalidade antiquada deles, com desrespeito e maldade.
E isso nós Sonserinos não suportamos.
Não cometa o equívoco de achar que só porque eu sou um infernal eu sou uma pessoa "do mau". Baby, o mundo não é preto no branco, e malvados são aqueles que matam sem motivos, que desrespeitam a honra dos inocentes, ou não sabem sobre limites e valores. Não. Eu faço o necessário para me divertir com liberdade e da justiça a quem clama por ela. E acima de tudo, só retribuo aquilo que as pessoas merecem.
Não somos que nem esses grifinórios.
Mas apesar de algumas investidas contra eles, ainda não tivemos muito sucesso. Esses porcos preconceituosos são muitos, e muito bem armados.
Atuam principalmente em seu distrito, mas estão espalhados por toda cidade, e eu ainda não sei quem está no comando.
Sabe aquele monstro grego, a Hidra? Essa máfia está parecendo ele. Cortamos uma cabeça e duas aparecem no lugar.
E o pior que eles parecem sempre ter um plano oculto por trás de suas ações. Algo nefasto que ainda não descobrimos onde vai dá...
Mas nada me fará parar de tentar.
O jogo começou... mas eu não fazia ideia qual era a próxima jogada até atropelar alguém em uma rua deserta.
Hoje o dia foi complicado, Pansy sem querer matou um cara antes dele entregar os comparsas, só porquê ele disse que máfia não é lugar de uma mulherzinha como Pans.
Ok, até eu teria matado essa escória depois disso, mas sem os nomes dos caras que estão ajudando no contrabando da gryffindor, não temos como tomar o porto leste deles. Então já pode imaginar como o Blaise ficou puto com a nossa amiga.
Além disso o mais velho é o responsável a frente de desaparecer com as nossas provas de crimes, e isso incluí se livrar dos corpos. E fazer isso em pleno sábado a noite em vez de ir pra uma balada beber e trepar, é lamentável.
Então tive que ouvir os dois brigando por horas e horas o que me deu uma p**a dor de cabeça (olha que por causa de quem sou, raramente fico doente) e acabou com o meu plano de ir pra pra Hades, a boate da Slytherin, para curtir um pouco a noite e vê se está tudo em ordem.
Invés disso peguei a minha BMW e dirigi para o meu apartamento. Sempre gostei de pisar fundo no acelerador, por isso sempre pego os caminhos alternativos e ruas vazias.
Conheço cada beco dessa cidade. Cada comunidade, cada ruela, cada empresa, cada comércio... Aqui é o meu reino, e papai sempre me ensinou a conhecer o seu território e não apenas ficar sentado na cadeira sem saber o que se passa nas suas terras.
E estava tudo na mesma, ouvindo AC/DC na maior altura até eu avistar alguma coisa no meio da pista, me fazendo desviar as pressas em alta velocidade para não atropelar a pessoa de frente..
- MAS QUE CARALHOS FOI ESSE? - gritei sem paciência quando o carro parou derrapando.
E eu não fazia ideia que era ai que tudo terminou, ou será que começou?