Daddy issues

4511 Palavras
Harry Pov No dia seguinte ao ação de graças acordei me sentindo estranho. Normalmente eu sempre acordo de m*l humor, pois odeio acordar. Mas isso era diferente... como se fosse uma sensação r**m na boca do estomago. Talvez seja pelo pesadelo que eu acabei de ter... Odeio pesadelos, ainda mais os meus que eu nunca consigo me lembrar no dia seguinte. Mas tenho a impressão que esse foi com eu caindo, caindo e caindo... ai acordei. Mas foi só quando eu peguei o meu celular que eu finalmente entendi que essa sensação não era em totalidade pelo pesadelo. Havia 23 ligações perdidas do meu pai, mais 189 mensagens no grupo do trio de ouro... Só de hoje. Acabou a folga, hora de encarar o mundo real, pois eu preciso agir que nem o adulto que sou... Joguei o celular do outro lado da cama e voltei a me enroscar nas cobertas resolvendo ignorar novamente o problema. Vale a tentativa de sonhar para que todas as mensagens e ligações do meu celular simplesmente desaparecerem né? O sol entrava quase que perpendicular ao chão pela janela, o que deve simbolizar que já deve ser quase hora do almoço. Não que alguém na cobertura do Dray esteja acordado ou se sentindo bem depois do tanto de bebidas de ontem... Foquei no problema que dava voltas e mais voltas na minha mente: meu pai realmente me enviou para morrer? Desde aquele dia que ele me disse que me ama e meio que se despediu de mim, que eu não falo com ele. Não atendo suas ligações e não ouso pisar os pés em casa. No início quando pensava nisso ficava meio enjoado... mas agora vejo que faz sentido. Aprendi a nunca duvidar da capacidade de James. Ainda mais que ontem Blaise veio conversar comigo antes do jantar. O maior me mostrou algumas fotos que pareciam ter sido tiradas de longe, tipo aquelas coisas de espião de filmes. Ele queria que eu reconhecesse o homem que estava nelas, o qual parecia estar fazendo uma transação de armas em um dos aeroportos privados de NY. E na hora eu reconheci James, com sua pose de quem queria ser dono do mundo. Agora só um t**o não tiraria a conclusão que realmente o ceo das empresas Potter e vice-prefeito de uma das cidades mais influentes do mundo é sim um grifinório. Mas, por que ele esta fazendo isso? Tantas pessoas mortas... o quão ele está envolvido? Minha mente começou vagar pelas imagens dos atentados, tanto na boate tanto, em Hogwarts e no hotel fazenda... as vezes que eu poderia ter morrido, e é provável que ele sabia. Talvez até tenha torcido para eu morrer, para ele fingir ser o milhorário abalado pela morte do único filho, e ganhar mais apoio ainda da imprensa... Mas eu sobrevivi, e aquelas imagens nunca vão sair da minha mente. O sangue sujando o chão, os gritos de desespero, as lágrimas de lamúrias pelos mortos, o barulho de tiros e aquela incerteza se iria sobreviver que consumia o meu coração e arranhava o meu cérebro, junto com o medo dos meus próprios poderes e da falta de confiança em mim mesmo... Me levantei agitado da cama procurando sair do meu transe as presas. Se eu continuar assim vou ter uma crise. Eu sou mestre em me perder nas imagens lúcidas que a minha mente cria, que se misturam com as memórias, hipóteses e cenários possíveis que passam diante dos meus olhos mais rápido que a luz. As vezes minha mente é de mais até para eu mesmo aguentar. Caminhei para fora do quarto, notando o tanto de coisas que mudaram desde que vim aqui na primeira vez. Agora não me sinto mais perdido aqui... e quase que não confundo mais a porta do banheiro com a do quarto do Draco (se bem que as vezes eu faço isso de propósito só para ter uma desculpa para incomoda-lo). Talvez a cobertura tenha até mesmo gosto de lar... ao contrário do apartamento que divido com o meu pai. Mas dessa vez eu realmente desejo adentrar nos aposentos do loiro oxigenado. E é isso que eu faço sem menor pudor ou gentiliza, atravessando aquele quarto imenso e indo até as grossas cortinas verdes musgo que tampavam toda a claridade exterior, as puxando e arreganhando de uma só vez. - c*****o mano! pra que essa p***a? - Draco resmungou sonolento quando despertou por causa da claridade repentina. Eu sei que ele dorme pouco e que eu deveria deixa-lo descansar... mas to no tédio, e preciso conversar. Além disso amo brincar com fogo. - Bom dia pra você também doninha. Anda, chega para o lado. Draco me fitou com o olho cheio de remela e ódio, além das marcas do travesseiro no rosto. Sua feição era de quem poderia me fazer virar um frango frito nesse exato momento só por tê-lo acordado. Mesmo assim ele rolou na cama deixando espaço para mim subir. Um diabinho em chamas, mas um diabinho cadelinha. Bem como eu gosto. - Acho que devo agradecer por não ser uma flechada dessa vez - Resmungou antes de se virar de costas para mim e se aconchegar de novo, como se fosse voltar a dormir. Ele estava parecendo aqueles pandas fofinhos sabe. Fiquei em silêncio me questionando como começar a falar... Introduzir tópicos polêmicos não é minha praia, por mais que eu seja um quebra tabu social ambulante. Draco deu um suspiro profundo de derrota e se remexeu na cama voltando a ficar de frente pra mim. Seus olhos azuis estavam ainda mais límpidos que o normal, e todo esse despojamento de estar de pijamas e com a cara amassada era até que fofo. O cara é fodidamente gostoso até desarrumado... foco Harry, há coisas mais importantes. - Você esta quieto de mais, e você nunca fica quieto. O que foi? - Senti um certo Q de preocupação e curiosidade na sua pergunta banhada com uma voz rouca de sono que arrepiaria a pele de qualquer um. - Como é a relação sua com seu pai? - Fui direto, fazendo-o engolir em seco. - Lúcifer? - Por acaso você tem outro? - Mereci o travesseiro que ele jogou contra mim. Um dos muitos daquela cama que é imensa parecendo de um rei, ou melhor, de um príncipe. - Bem, digamos que é melhor que a relação de muitos pais e filhos por aí. Eu sempre quis agrada-lo e provar o meu valor, em contrapartida, ele sempre me mimou muito e fazia tudo o que eu queria. Eu sempre tive tudo dele... menos a presença - Draco começou. - Deve ser difícil governar todo o inferno. - Eu tenho noção disso... mas o meu eu criança não muita. No entanto, sempre tive minha mãe e a Lu, elas me apoiaram em tudo, e estiveram tão presentes na minha vida que eu tive que tirar umas férias pra respirar um pouco, e por isso estou aqui. - Então você e ele nunca se desentenderam? nunca discordaram? - Insisti, mesmo sabendo que Draco evita ao máximo conversar sobre a família com qualquer um. Mas se eu já conheço a irmã dele, e estamos tão na vida um do outro, saber de mais coisas não deve fazer mal... né?! - Só quando eu me assumi Pansexual. Quer dizer, na época o termo nem existia, mas só a ideia de eu me relacionar com garotos ou qualquer outros gêneros sem ser as mulheres cis gerou um certo repúdio no meu pai. Nossa... isso me pegou de surpresa. Eu nunca perguntei exatamente qual era a sexualidade do Draco, pois quando se lida com o apocalipse e máfia, essas coisas viram irrelevantes. Além disso não há nada entre nós para que eu precise saber... somos amigos. - E o que você fez para se dar bem com ele? - Questionei - Minha mãe e Luana que me ajudaram nisso. Se o problema para o meu pai era eu me relacionar com pessoas de outras identidades de gênero, minha mãe armou para eu beijar um demônio que eu tinha um crush bem na frente do meu pai, que por acaso estava amarrado e amordaçado para ver tudo sem arrumar problemas. Criei essa imagem mental de um Draco mais jovem aos amassos e o seu pai sendo obrigado a ver isso... não consegui segurar a risada. - Não ri de mim! - Draco pediu tacando outro travesseiro em mim (o qual foi pro chão pois consegui desviar dessa vez) enquanto ele mesmo ria - E no final das contas deu certo. Meu pai não é homofóbico nem nada do tipo, na verdade ele ama torturar gente assim, mas o fato do filho dele ser parte da comunidade o assustou um pouco... No entanto, ele foi obrigado a me aceitar e entender que essa é a minha vida, e eu não fingiria ser quem eu não sou não importa quem estivesse olhando. Ele deixou as palavras no ar, e eu as trabalhei na minha mente. Eu queria ter tanta auto-confiança como o Draco... parece que ele nunca tem medo ou divida de si mesmo. - Ei, por que está perguntando disso agora? - O loiro pegou meu rosto na mão apenas para me faze-lo encarar. Aquelas malditas mãos... Novamente me obriguei a focar. - Eu quero ser um espião. Entrar para os grifinórios e fingir me aproximar do meu pai para saber o que ele quer - Fui direto novamente. E apesar dessa ideia me assustar para um c*****o, era uma coisa que eu sabia que queria fazer, e um plano que venho construindo na minha mente a alguns dias caso a possibilidade de James ser da griffindor se concretizasse. E se concretizou, então é hora de agir. - De jeito nenhum - As feições do Draco eram duras e ele parecia despertado por completo agora. Sua voz não havia mais resquício de sono, e ele parecia mais o "mafioso líder infernal" do que o "amigo panda gato" de antes. - Por quê? - Por onde começamos? Talvez por você ser novo nisso de máfia? Talvez por ser perigoso de mais, e você vai com certeza estragar tudo e perder esse rostinho bonito? Ou por você querer se meter em uma máfia homofóbica sendo gay? Sei lá, talvez pelo fato do seu pai ser um filho da p**a não confiável? Além do obvio, você não é um espião. Draco estava de pé, andando de um lado para o outro com os seus pés descalço tocando o chão frio e deixando marcas de queimado nas pegadas. Apenas com aquela calça de moletom cinza... por Deus aquele abdome deveria ser uma das maravilhas do mundo. - Então você acha o meu rosto bonito? - perguntei com ar de safadeza fazendo ele parar de andar e me olhar muito sério com algumas chamas crepitando nos olhos, o que foi suficiente para eu engolir o meu sorriso. - De onde tirou essa ideia de espionagem? - Do meu cu que não foi - Falei a contra gosto mas engatinhei na cama até perto dele e lhe entreguei o celular, o qual ele começou a mexer lendo as mensagens. - Eu vou ter que voltar uma hora ou outra pra casa. E é melhor voltar com um plano do que nada. Eu sou esperto, estou treinando a quase dois meses e qualquer coisa tenho meu poder. Posso fazer isso Dray... eu sei que posso. Não tenho nada a perder. Um silêncio caiu sobre nós. O loiro parecia muito pensativo mas mais calmo, e eu o deixei matutar a minha ideia. Enquanto isso eu rolava na cama dele sentindo uma vontade imensa de começar a pular nela. O colchão é tão macio... - E os seus amigos? - Perguntou depois de um tempo. - O que tem eles? - O que vai fazer com eles agora que sabem a verdade? A ideia de apagar a memória ainda está de pé. Além disso batatinha, você sabe que eles são possessivos e a amizade que você tem é toxica né?! - Perguntou mais caloroso. Draco já me chamou de batatinha algumas vezes, mas nunca entendi a razão, mesmo achando fofo. E no resto eu sei que ele está certo, já tenho problemas de mais na cabeça pra me preocupar sobre o que vai ou não irritar ou confundir os meus amigos. E tá, eu admito que nossa amizade não é tão saudável assim... Mas vocês não podem me julgar, nunca tive um exemplo de relação saudável na minha vida. E tenho medo de ficar sozinho... - Vou ignora-los por enquanto. Eles vão sobreviver sem ter notícias minhas, e talvez assim aprendam a me dar valor. Mas não vou desistir dele. Vi uma centelha de orgulho passar em seus olhos antes de se apagar quando falei a última frase. Ele me entregou o meu e pegou o próprio celular começando a digitar que nem louco. - Mande uma mensagem para o seu pai. Se finja de inocente e fragilizado. Diga que o atentado mexeu com você e que por isso você tirou um tempo para pensar e repensar em como estava levando a vida. - Por que? - Assim vai dar brechas caso você realmente precise se aproximar dele, além de te dar uma desculpa provisória e tempo pra a gente. - Então você vai deixar ser espião! - Falei entusiasmado realmente pulando no colchão, mas fui interrompido quando Draco puxou a coberta dos meus pés me fazendo cair deitado na cama. - Não enche. E manda logo a p***a da mensagem - Com isso ele saiu para o banheiro que o aposento dava acesso. Peguei meu celular e sai do grupo do trio de ouro. Depois fui até o contato do meu pai e mandei: "Oi pai, me desculpa por não atender... Tudo isso do atentado me abalou bastante, e sei que não é desculpa, mas espero que entenda. Além disso o incidente me fez pensar bastante sobre o rumo que estou tomando na minha vida. Estou mudando de perspectiva sabe... mas quero que saiba que estou bem, e logo vou voltar para casa. Com amor, seu filho" Nunca me senti tão enjoado e mentiroso ao escrever algo... Draco voltou logo depois, vestindo um terno todo preto, com a cara lavada e cabelo arrumado com gel. - Ok, vamos em uma missão agora mesmo, se você sobreviver vamos pensar no caso de você virar espião. E se esse for esse o caso, você vai passar a treinar direto comigo sobre combates, além de com o Snape sobre espionagem. - As aulas com o Snape vão ser realmente necessárias? Ele é tão... Snape - Fiz uma careta enquanto seguia Draco para fora do quarto. - Sim, ele tem esse efeito nas pessoas. Se veste, missão lembra? - Ok, o que vamos fazer? - Minha primeira missão, isso vai ser tão maneiro. - Você vai ver. Se apronta logo, e traz sua pistola de porte pessoal. Isso resultou em eu e Draco na Penélopy indo para sei lá onde depois de um belo café da manhã a 13h. Pela janela eu observava uma parte mais remota do Queens, onde eu com certeza não me aventuraria a andar sozinho em um dia normal. Se em Manhattan eu já tenho medo de levar um tiro por ser gay e afeminado, aqui então... Mas digamos que eu não sou tão indefeso assim mais. Tenho os meus poderes e tenho o Draco... acho que esta de bom tamanho. - Fique em silêncio e observe tudo. Só tenho que receber algumas informações importantes de um informante e nada mais, ok? - Draco perguntou saindo do veículo e carregando sua arma. Uma pistola com silenciador. Concordei com a cabeça e o segui por uns becos estranhos que cheiravam a mijo. Parecia um galpão abandonado o ponto de encontro, discreto para poucos conseguirem notar, mas eficaz para a ocasião, eu presumo. - Por que você veio nessa missão apenas por algumas informações? Isso não é algo para os níveis inferiores não? - Tinha que sanar as minhas dúvidas. - Annabeth, uma sonserina do terceiro nível estava escalada para isso, mas já que você veio logo cedo com isso de espião achei melhor já te levar para uma missão de uma vez. E algo simples assim é perfeito... Se bem que com você é nada simples - A última parte ele resmungou antes de chegar mais para o fundo do galpão conde havia uma silhueta. - Malfoy - Uma voz estranha e arrastada disse da direção da sombra, e logo o homem apareceu perante a luz. Era quase do tamanho do Draco, pela postura aposto em um político ou burocrata, mas suas mãos trêmulas dizem que ele está nervoso. Seu suor escorrendo pela testa até o colarinho corrobora com isso. - Bokehard - Draco respondeu - O que você tem para mim? Draco estava sério e frio, que nem da vez que o atingi com aquela flecha. O "Draco na defensiva". - Os grifinórios estão movimentando dinheiro pelo Banco Central de Nova York. Eles fizeram uma transação não identificada no dia do m******e na Carolina - Ele entregou um envelope que eu aposto ter um dossiê sobre tudo isso que eles estão falando. - Não identificada? - Malfoy questionou descrédulo. - Sim senhor - O homem parecia ainda mais nervoso. Deve ter por volta de trinta anos, mas agora parece uma criança medrosa. E eu sei que Draco pode causar isso, mas todo esse desespero é bem exagerado... Eu, por exemplo, nunca tive um acesso de medo como esse na frente do Draco. - Ok, obrigado pela informação e fique de olho em qualquer outra notícia - Malfoy se virou e começou a caminhar para a saída, mas algo me fazia ficar estático no mesmo lugar. Tem algo de errado, eu quase que consigo sentir... Draco percebeu que eu não o estava seguindo então retornou questionador e até mesmo... orgulhoso? Enquanto isso o nosso convidado continuava ali, quase se borrando de medo. - Você disse que a transação não foi identificada. Mas o Banco Central de Nova York tem um código de rastreio para cada transferência acima de 50 mil dólares. Como uma marca d'água deixada no sistema, a qual não é divulgada para manter a falsa sensação de segurança e confidencialidade dos clientes do banco. Mercenários custam caro, logo é impossível não haver como rastrear para onde o dinheiro foi - Conclui. Agora se vocês me perguntarem como sei disso terei duas possíveis respostas, a politicamente correta, e a completamente fora da lei. A resposta legal é que eu trabalhei como estagiário no banco quando tinha 17 anos para ampliar minhas áreas de habilidades para tentar entrar nas melhores faculdades. A ilegal é que Mattheo, o meu ficante, é um hacker muito habilidoso que pode ou não já ter hackeado um desses códigos de rastreio ano passado... Voltando ao momento atual, eu estava focado em ler todos os sinais que aquele cara me dava. Desde que cheguei percebi que ele estava mais nervoso do que o normal, e agora ele foi pego mentindo, então vocês podem imaginar o estado que ele está. - Explicações - Dracp exigiu, e eu já ia começar a explicar quando percebi que a pergunta não era para mim, e sim para o Bokehard. - Malfoy... e-e-eu posso explicar... "Iiiiiiiii, gaguejou perdeu o argumento em panaca" pensei me segurando para não rir. - A verdade, ou eu atiro agora mesmo em você - Draco, que estava ao meu lado, destravou e mirou a arma bem para a cabeça do cara. - Se eu fosse você obedeceria - Sussurrei me divertindo com a situação. O cara engoliu em seco algumas vezes, remexendo as mãos, o que estava fazendo Draco ficar bastante impaciente, e eu curioso. Tenho ansiedade merda, o cara podia ajudar para o meu lado e falar essa merda de uma vez né?! - O rastreamento levou a uma das contas associada aos comensais da morte. Não te contei antes pois não gosto de falar o nome deles... - O cara falou tão rápido e embolado, que apesar do silêncio do galpão eu tive que lutar para ouvir. - ще вземе в брато - Draco resmungou em uma língua que eu não faço bolufas qual é. Tive medo dele ter invocado um demônio ou algo do tipo sem querer, mas aí lembrei que ele é um demônio, então deu bugue na minha mente. - Uma coisa que repudio muito é a mentira, e omissão é uma forma dela. Não farei m*l a você em consideração a sua família Bokehard, mas saiba que se esconder algo de novo de mim, irá se arrepender profundamente - A voz de Draco era tão sombria que me deu calafrios. E um pouco de t***o, mas vou ignorar essa parte. Draco seguiu as pressas para fora do lugar, e eu quase que corri para acompanha-lo. Havia alguma movimentação de moradores locais do lado de fora, a qual não havia antes. Provavelmente curiosos pelo carro de luxo estacionado na rua deles. Malfoy distribuiu algumas notas de cem enquanto cumprimentava a todos e pedia para manter silêncio sobre isso. Além de distribuir alguns cartões (que ele me explicou ser o contato público de emergência da máfia) para algumas mulheres, jovens e pessoas que ele via que a alma eram minimamente puras ali presentes. Ou é o que eu acho que ele ta fazendo... - Draco, o que são os comensais da morte? - Perguntei já no carro enquanto voltávamos para a cobertura, ou talvez para Hogwarts, sei lá. Desde que entramos na Penélopy o mais velho parecia preso em pensamentos, preocupado com algo que eu não entendia o motivo. - Ninguém sabe ao certo quem são, ou o que são. É como se fosse uma organização fantasma que banca e participa de alguns atentados e ações desconexas, e somem antes que consigamos ligar os pontos. Suas origens apontam para a Inglaterra, mas tem influência em algumas coisas em Nova York. Já trombamos com eles a três anos quando financiaram o assassinato do antigo prefeito, mas desapareceram como sempre. Draco parecia que falava para o nada, não focando em mim hora nenhuma, apenas na estrada e algo além dela em sua mente. Ok, uma organização internacional ajudando os grifinórios... agora entendo porque o mini d***o está estranho. Isso é mais uma peça para o tabuleiro, e mais um mistério que vamos ter que desvendar. - Por que nunca ouvi a slytherin falar deles? - Você é novo na máfia, além disso eles não eram exatamente um problema comparado a Gryffindor. Dão mais trabalho é para as agências de espionagem dos diversos governos do mundo. - Faz sentido - Fiz uma pausa antes de continuar - Falando em espião...? - Eu já desconfiava que Bokehard estava escondendo algo, só queria saber se você tinha notado. E sim, seus instintos são bons e você é até que bem observador e inteligente. Se Snape te aprovar até antes do natal vamos sim da seguimento ao plano. Enquanto isso treinamos juntos - Draco falava mais acolhedor, finalmente me olhando nos olhos. E foi aí que eu saquei que tudo hoje havia sido um teste. Obvio que acabamos descobrindo algo muito maior do que o planejado, mas Draco queria saber como eu ajo em situações não tão extremas como a da boate, o Halloween ou a do segundo selo. E eu me saí bem pois sou uma pessoa incrível e consigo fazer qualquer merda. Vou provar que sou mais que qualificado para ser o espião do meu próprio pai. Além de ter os melhores treinos que existem com ninguém menos que o filho de Lúcifer. Passagem de tempo: Um mês depois/ véspera de Natal Eu não consigo me sair bem em nada pois sou um lixo e não consigo fazer essa merda. Nunca que vou provar para aquele morcego filho da p**a que eu sou qualificado para ser o espião do meu próprio pai. E eu tenho os piores treinos que existem com a p***a do filho de Lúcifer. Resumindo, dias depois que descobrimos sobre o envolvimento dos comensais da morte eu voltei para casa de James. Mas não sozinho. Estava com uma escuta e uma patrulha formada por sonserinos vinte e quatro horas por dia de prontidão. Gosto de chama-los de meus cães de guarda. Muitas das vezes o próprio Draco ficava correndo no Central Park em frente a cobertura do meu pai, em ligação comigo para ajudar caso algo acontecesse. Mas James estava se fazendo de bom moço. O vice prefeito perfeito que está cuidando do filho traumatizado depois da experiência de quase morte, e até que os jornais da cidade estavam acreditando. O que foi um saco, mas permitiu eu começar com a farsa de "homem mudado que se curou de ser gay". Credo... só de pensar nisso me da nojo, mas foi um papel que me esforcei para seguir. Se quer pegar um mentiroso, minta melhor. Isso resultou em um mês sem ser autentico na frente do meu pai, sem roupas afeminadas na cobertura dele, ou qualquer coisa que fizesse ele não confiar em mim. As vezes isso me deixava bem m*l e pra baixo... mas aí o povo de Hogwarts me lembrava que eu sou uma pessoa incrível e que eles me amam por ser quem eu sou. Os treinos com Draco são mil vezes pior do que os treinos com a Pansy ou Blaise. O loiro pega muito pesado, e treinamos de tudo, desde luta até poderes e situações de sobrevivência. Como consequência, eu saio todo dia de Hogwarts quase não conseguindo andar de tantos roxos e machucados. E o pior é ter que me controlar para não ficar e******o toda vez que ele me bate... cara, apanhar é o meu ponto fraco, não me juguem. E quem é ficante comparado ao Draco soado e sem camisa depois de horas treinando... Já Snape é um filho da p**a carrasco que tornou a arte de ser um espião a coisa mais chata e difícil do mundo. Ele me odeia, simples assim. E eu odeio... nunca sei o que ele está sentindo ou pensando. E não, ele não me liberou para ser um espião infiltrado na Gryffindor ainda, sendo que o prazo que o Draco deu é até amanhã... Enfim, digamos que tentei voltar "ao normal" nesse ultimo mês. Faculdade, Hogwarts, aulas com Snape, treinos com Draco, ignorar o Ron e a Hermione, ter aulas de história humana e sobrenatural com a Luna e Dora, fingir ser amigo do meu pai, noite de pizza na cobertura do Draco com ele e a Luna, ter crises existenciais nas madrugadas e aproveitar para ler fanfic... Mas esta tudo que bem normal por enquanto, quer dizer, nada de APOCALIPSE, ou crise a se evitar. No entanto, essa espera parecia anteceder algo grande. Como se estivesse no ar, e dava para sentir que algo estava por vir... E finalmente veio quando Pansy me mandou a seguinte mensagem em plenas 19h da véspera de Natal: "Harry, S.O.S. Fudeo geral. Draco foi sequestrado"
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