capítulo 2

1060 Palavras
Cassandra Minha vida foi sempre voltada para a escravidão _ porque nunca vi a pessoa se matar para trabalhar e não receber nem 10 centavos_ minha mãe se cansou de apanhar do Teobaldo e em uma manhã chuvosa fui acordada pelos berros do satanás chamando a minha mãe, naquele noite ele tinha batido muito nela e como sempre eu ia tentar defende-la acabava sobrando pra mim . Tínhamos pensado que ela foi fazer compras, fiquei até tarde da noite esperando e ela não apareceu, minha mãe se mandou daquele inferno me deixando para trás com o meuodiável padrasto aí que as coisas começaram a mais ficar feia, não era só agreções que estava sofrendo, o olhar de Teobaldo mudou e percebi que ele sempre ficava olhando para o meu corpo de forma esfomeada, já tinha quase um ano que eu estava naquele inferno sem a minha mãe, nunca conseguia dormir em paz pois sempre acordava com mãos apalpando o meu corpo, às vezes o cansaço era tanto que esquecia de mover a cômoda para bloquear a porta, Teobaldo não fazia questão de esconder que estava m*l intencionado, tomava banho com a porta do banheiro aberta, aparecia do nada vestido apenas uma cueca . Quando eu reclamava, o miserável tinha a decência de jogar na minha cara "A casa é minha, os incomodados que se retire". Agora vem o X da questão : Me retirar pra onde ? Pra baixo de uma ponte? Eu não tinha a quem recorrer e estava sozinha naquela enrascada . Pois é ! Estava ! Sabia que essa noite ia acontecer alguma merda e não me enganei, o bar já estava fechado estava me preparando para tomar um banho rápido para tirar o cheiro de gordura do corpo quando o Teobaldo entrou no meu quarto tentando tirar a minha roupa e me dando um soco no nariz, para escapar daqueles tentáculos nojento, dei um chuto nos países de baixo dele e enfiei dois dedo nos olhos dele, sai correndo como se a minha vida dependesse disso _ que na verdade dependia . Uma parte de mim está aliviada por finalmente ter me livrado do infeliz do Teobaldo e outra se borrando de medo, já ouvi vários boatos que andarilhos não são assim tão amigáveis . Eles andam armados e estou com medo até de respirar, meu corpo clamava por descanso o trote do animal só faz o meu bumbum ficar dormente e ardente, nunca na minha vida andei a cavalo e tenho dizer que a primeira experiência não está sendo as das melhores .O homem na minha frente permanece calado e emburrado, não deu pra ver o seu rosto direito por conta da sombra que o chapéu faz , uma coisa eu sei, ele é forte e possui músculos no lugar de gordura localizada. E a voz ? Potente e autoritária que fez todos os pelinhos do meu corpo arrepiar . Se passaram várias horas e já estava começando a cochilar mesmo me esforçando a me manter acordada e não baixar a guarda, haha, quem estou querendo enganar? É uma pessoa contra um time de futebol _ um time de futebol bem sinistro diga-se de passagem _ , se eu fosse atacada não teria nem chance de pedir perdão à Deus por todos os meus pecados. Então eu bolei um plano. Não é um plano extraordinário mas por enquanto vai ser útil. Vou aproveitar a carona para me distanciar o suficiente de Teobaldo quando chegarmos a uma cidade eu vou saltar do cavalo e pernas para quem tem . E depois ? Bem .. ainda não pensei a respeito, mas dessa vez vou confiar no destino. Realmente espero que ele não seja tapado comigo como sempre foi . O sol já começava a nascer e não paramos por nada, não sinto nem o meu dedão do pé de tanto ficar parada sem fazer nenhum movimento brusco e com o trotar macio do animal só pioraram a minha situação, estou prestes a fazer xixi nas calças e parece que tem um buraco n***o no meu estômago de tanta fome que estou sentindo, torço para o andarilho não escutar a minha barriga reclamando . O sol ao poucos foi ficando quente a ponto de sentir a minha pele queimar e a blusa colar no meu corpo por conta do suor, olho me volta reparando direito nas pessoas, tem uma velhinha encima de um burrico os cabelos branquinhos como nuvem , vestida um vestido laranja fluorescente cheio de lantejoulas a pele bronzeada enrugada e como sesentisse que estava sendo observada, ela olha pra mim e sorri, pasmem, no lugar de uma dentadura padrão é uma dentadura de ouro, quebro o contato visual voltando a reparar no restante das pessoas tem algumas mulheres jovens que julgo ser da minha idade, os vestidos esbarafatosos e joias brilhantes ao contrário da senhorinha elas me fuzila com os olhos me encarando como se eu estivesse feito algo de errado . Não parei para pensar, mas esse homem pode ser muito bem casado com uma dessas mulheres que me fuzila com o olhar . Decido parar de ficar reparando neles e volto a encarar as costas largas a minha frente, não sei se choro aliviada ou me preparo mentalmente e fisicamente para saltar do cavalo _ literalmente_ passamos por um placa onde dizia " Perímetro urbano à 500 metros " e outra enorme e clichê demais dizendo " sejam bem vindos à Araxá " . É agora ou nunca, tive que espiar por cima do ombro do desconhecido quando a cidade aparece no nosso campo de visão. Meu plano vai por água a baixo quando o m*l humorado na minha frente diz as seguintes palavras. _ Será ali que vamos bater a barraca . _ de repende sinto um m*l estar, minhas vistas se escurecem pisco repetidas vezes com o coração quase saindo pela boca, tiro força e coragem, não sei de onde e pulo do animal ainda em movimento, meus planos era cair de pé, mas não tinha notado como um cavalo poderia ser tão alto, minha aterrissagem foi uma catástrofe, realmente eu iria ficar de pé se não fosse um m*l jeito que tive, creio ter ouvido um creck, alguns múrmuros de pessoas chocadas antes de cair dura e seca no asfalto quente. Era só o que me faltava! Morrer logo agora!
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