Capítulo 2 - A Dúvida

2420 Palavras
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - The Destiny Cards - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - -                                                                         ... eu me chamo John...                                                                               ... eu pensei sobre isso...                                                                                   ... pode ser que eu já tenha nascido....                                                                                        ... deste jeito...        Como se tudo não passasse de um jogo e eu fosse um perdedor desde o início, um perdedor que entrega lanches.      Isso poderia apenas ter sido um destino confuso e talvez duvidoso, já que um fracote jamais atacaria os valentões de níveis mais altos, mas mesmo assim eu ergueria a minha espada?                                                                       ... Já que eu nasci para perder...                                                  E os vencedores... bom... eles conseguem tudo. Mas....   - Você pode mudá-lo o quanto você quiser, John...   Eu ainda o encarava com meus olhões confusos e um tanto duvidoso, enquanto ele falava comigo com um imenso sorriso no rosto. Era pra eu acreditar nisso? Que de alguma forma eu iria mudar minha vida? Toda vez que ele balançava os braços eu via um dado azul balançando em seu chaveiro. Ele achava mesmo que brincar com a vida dos outros era divertido?   - Você... pode me explicar como eu posso mudar o meu....- ele tinha um sorriso gentil que dava pra notar certo fingimento. O que ele estava querendo de mim? - ... destino...?   O rosto dele se enobreceu e ele olhou pela janela onde alguns meninos jogavam futebol. - Sabe, é realmente desagradável. - ele voltou seu olhar para mim com um sorriso tristonho. - As escolas são simples e pequenas, as salas de aula são antigas...   Ele deu um longo suspiro antes de continuar.   - Só por que você é um pouco diferente, um pouco melhor que antes, todo mundo vem na sua direção gritando e fingindo ser simpáticos.... e apenas quando você parece um pouco pior, as pessoas te ignoram e acabam por te tornar um brinquedo ou um e*****o. - ele me fitou os olhos, parecendo muito sério de repente. - Não te parece injusto?   - Por que... você está dizendo isso?    - Porque... - ele se levantou e ficou de pé na minha frente. - também penso desta maneira.    Esse bastardo... está agindo totalmente dizendo de quando estava cercado de pessoas.   - Então... o que aconteceria se de repente você ficasse alto, bonito e forte? - ele me encarou enquanto meus olhos brilhavam de desconfiança. - Você começaria a menosprezar aqueles seres inferiores à você, as pessoas assediadas. E se você ficasse muito famoso, seria como se você renascesse, certo?    - Mas...   - E se fosse tão fácil quanto evoluir um personagem em um video game?    - Espera, o que...? Tudo... o que você acabou de dizer... está dizendo que é possível?    - Se fosse possível... nascer de novo... você acreditaria nisso? - ele me olhava com um olhar desafiador agora e um sorriso maroto nos lábios.. O que eu devia fazer?    - Como... isso é....? - eu comecei a dizer minha primeiras palavras corajosas, quando a porta da sala se abriu completamente e uma voz me fez congelar por inteiro.    - Desculpa o atraso, a aula prática só acabou a.... - ele se interrompeu no meio da frase ao notar que haviam dois garotos na sala ao invés de apenas um. Eu a olhei com meu olhar surpreso e nariz escorrendo e notei seu olhar surpreso ao me ver.   - Dawn... - sussurrei.   - Que...? - ele falou sem pensar e desviou seu olhar, apertando os vários livros que trazia. - Oh, John, você também estava aqui... o que aconteceu com o seu rosto...?   Eu observei seus livros e finamente me toquei que ela estava na aula de coral... então...   Harry apenas a estava esperando chegar e acabou por me encontrar. Ele estava esperando ela acabar sua prática do coral.    - O que há com o clima aqui? - perguntou a menina. - Será que vocês brigaram ou algo assim?    - Hahaha, nós só estávamos matando um tempo até que você chegasse, Dawn. - disse aquele i*****l.    Eu o fuzilei com os olhos. Então aquela história de jogo... era apenas para me segurar ali e os ver juntos. Ele era como os outros, tentando me humilhar cada vez mais. Pra mim... já chega.    - Desculpe, eu vou primeiro. - eu agarrei minha bolsa e sai em disparada pela porta da sala, saindo daquele doloroso campo de visão. Eu conseguia a voz de Harry me chamar calorosamente para que voltasse, para esperá-lo, mas eu só continuei correndo, como um covarde.  Dawn olhou para Harry na porta e o olhou com afeição.   - O que aconteceu? Eu vim em uma hora r**m?   - Não... não. Está tudo bem, não se preocupe.    - Sério..?   - Sim, é sério. Agora vamos.    Seu telefone vibrou e uma mensagem sinistra apareceu na tela: Faça do entregador de café da manhã um aliado: Falhou.   Falhou?    Deseja trocar a missão atual por outra?    Faça da garota mais popular sua namorada.     - Ei o que é isso? Uma mensagem de texto?   - Ah, sabe como os jovens são com jogos hoje em dia.    - Oh...   - Então... você quer ir comer fora?   - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -                                                                               Eu... não sabia... de nada.                                        Sobre o que aquele bastardo falava era sobre o que aconteceria em breve....                                                                            Eu não sabia. Não sabia de nada                                                                                E então tudo começou a....                                                                                                 Eu...                                                                              NÃO ME IMPORTO MAIS!!!  Eu estava em casa, desolado e decepcionado. Eu era ingênuo. Achei mesmo... acreditei mesmo em uma história tão ridícula...  Geometria para mim já não era nada, eu me sentia um i****a. Eu lancei o livro contra a parede, irado.    - Eu não me importo mais. - disse mais uma vez. - Eu sou um completo i****a.    Aquele imagem... simplesmente não saia de minha mente. Se eles estavam tão íntimo para estar juntos... para irem embora juntos...    Eles estariam em um relacionamento? Mas... poderia ser que apenas suas casa estivessem na mesma direção, certo?    Não... ninguém ficaria até tarde esperando só por que as casas são próximas.     Aaaah, não existem provas de que eles nem mesmo estavam indo para casa.    Eu me joguei no chão com os meus joelhos presos em minha testa e choraminguei. Eu ainda praguejava quando ouvi um som familiar... um som suave e contínuo...   - Chuva...? m***a, chuva! - eu me pus de pé e sai correndo até a porta. - Coloquei roupa no varal, m***a.   Um vento sinistramente gelado me recebeu assim que abri a porta e me apressei em pegar o cesta para as roupas e comecei a pescá-las do varal úmido. Me lembrei das palavras daquele bastardo e desejei afastá-las, em vão.   - Você pode mudá-lo o quanto você quiser.   Mas... o que eu poderia mudar?    - Eu posso mudar...? - eu questionava debaixo de um chuveiro quentinho. A água molhava todo o meu corpo esguio e torto. - Será...?   Eu sai do box e encarei meu reflexo no espelho embaçado. Olheiras que poderiam bater um panda e juntamente com uma aparência estúpida. Minhas pernas eram curtas e curvadas para trás. Eu era tímido e medroso... Um típico e completo perdedor. Eu havia vindo ao mundo apenas para perder. Como isso parecia justo? Eu escolhi assim? Quem escolheu?    É impossível mudar tudo isso, quem eu sou. Um perdedor sempre será um perdedor.    - Oh, porque eu estava ouvindo tão atentamente uma história tão estúpida, afinal? - eu me espremia todo e me sentia mais perdedor do que nunca. O que eu esperava? Uma lâmpada mágica que me deixasse atraente e inteligente?    Ouvi leves batidinhas na porta e alguém que apertava a campainha incessantemente.    - John, abra já a porta. - dizia a voz rouca.   - Mãe? Espere um momento! Eu já vou.    No momento em que eu abri a porta, a senhora que me aguardava caiu de joelhos, sem jeito na entrada de nossa casa e cheirava horrivelmente à álcool.    - Você está bem? - perguntei preocupado.    - Eu não estou nem um pouco bêbada. - gritou ela. - Eu apenas sai um pouco por que estava muito deprimida hoje.    Eu a olhava com desdém e um pouco de tristeza. As vezes eu achava que o motivo dela ter perdido seu brilho foi por ter um filho tão miserável como eu, que não serve para nada.   - Venha... eu te segurei, então levante.   Eu a coloquei em sua cama e deitei na minha, apagando todas as luzes. Ela tossia ruidosamente, parecia que a qualquer momento me deixaria solitário, como eu já me sentia. A noite estava especialmente escura naquela noite e eu simplesmente não conseguia pregar meus olhos, me lembrando das pesadas palavras de Harry.    Mas era impossível mudar. Qualquer coisa sobre mim era impossível. Não tinha como minha vida mudar.  - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -    - Ei, John. Peça alguma roupa de ginástica emprestadas na outra turma! - gritou alguém.   - Okay. - disse, apenas.    Pegar as roupas não foi nada comparado ao aconteceu na minha volta para a classe. Bem no meio do lance de escadas do primeiro e segundo andar, Dawn esbarrou por mim e me enviou um olhar surpreso.   - Oh. - eu disse.   - John...   - Olá... - eu a cumprimentei e me apressei para ir embora, mas ela me impediu ao me chamar novamente.    - Espere um instante, John. - eu a olhei e ela me olhou, mas com certa preocupação. - O que aconteceu com você ontem? Eu fiquei muito preocupada. Você saiu de repente, correndo.    Eu acho que ela nunca havia falado tanto comigo. Eu fiquei vermelho como um pimentão e muito envergonhado dela ter visto o covarde sair correndo sem ao menos lhe dar qualquer justificativa. E pior, assim que ela chegou.  Qualquer um pensaria...   - Você discutiu com o Harry? - ela me olhava com medo. - Seu rosto estava todo machucado e parecia que tivesse acontecido algo de r**m e... John?   - Sim?   - Eu queria saber... eu fiz algo de errado?    Meu coração parou quando o que eu esperava tão ter passado com minha fuga, ter sido entendido por ela. Eu não havia corrido por ódio à ela, mas por ela estar com ele, naquele momento. Eu me sentia cada vez mais frustrado comigo mesmo.    - Ah! Não, não! Você não fez nada de errado, Dawn! E... e... meu rosto estava machucado por que... porque eu caí! Está tudo bem, de verdade!   - Oh... Mas você está bem mesmo?   - Sim, claro! Obrigado por se preocupar comigo!    - Isso é tão bom. - ela sorriu brilhantemente, como se uma estrala tivesse acabado de me atingir. - Isso me deixa muito feliz!     Há um tempo atrás eu estava muito feliz e satisfeito por Dawn apenas se lembrar de meu nome...    Agora que eu consigo falar com ela.... é simplesmente uma sensação estranha.    Mas... - Unm...bem... Dawn?   - Sim?    - Bem... a questão é que... você e o Harry...? Estão...? Saind....   - UMA LUTA! ESTÁ HAVENDO UMA LUTA! - alguém gritou pelos corredores, distraindo à nós dois.   - Uh?! - disse Dawn, confusa.   - OS CHEFES ESTÃO DIZENDO QUE VÃO DAR UMA LIÇÃO NO ALUNO TRANSFERIDO. É TRÊS CONTRA UM!!   - 3 CONTRA 1? Ele está ferrado. - disse outra pessoa.   - Vamos ver! hahaha - as pessoas corriam para ver - Vai ser tão divertido.   - Agora mesmo... eles...? - Dawn não me deu tempo de terminar e saiu correndo na direção do tumulto. - Dawn!? Dawn, espere!  Ela desceu as escadas o mais depressa que conseguia e saiu voando pelos corredores. Eu, por outro lado, ao tentar segui-la tropecei em um dos degraus e cai rolando escada abaixo. Me corpo doía muito enquanto eu tinha um vislumbre de seus cabelos castanho balançando enquanto ela corria em direção à briga. Eu me levantei com dificuldade e olhei ao redor, ninguém nem mesmo havia percebido o meu tombo, toda a atenção estava fixa na briga mais adiante.   - Aquele bastardo... - praguejei. - O que está acontecendo com ele agora?  - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - The Destiny Cards - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - - -
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