Um tempo se passou e já estacionávamos em sua garagem. Pulei pra fora do carro, o aguardando para adentrarmos no elevador. Ele se aproximou guardando a chave no bolso, mas sem tirar os olhos dos meus. Não consegui ler o que tinha ali contido em seu olhar, mas algo me dizia que descobriria logo, logo. Ele me puxou pela mão até o elevador, e no silêncio ficamos, até adentrar em sua sala de estar. — Acredito que precisamos conversar — disse, e eu parei no meio do cômodo e me virei para ele, sentindo minhas mãos gelarem. — Sobre o quê? — franzi o cenho. — Nós — respondeu e se aproximou mais um pouco. — Por acaso se sente pressionada por mim, ou está incomodada com alguma coisa? — Sobre o acordo? — Não, Lili — respirou fundo. — Eu pedi pra você deixar que as coisas rolassem entre nós, mas

