Yolanda Narrando Quando o Thiago e o falante saíram praticamente se atropelando na porta do escritório, eu senti na mesma hora que alguma coisa tinha dado muito errado. Foi como se meu peito tivesse sido apertado de repente, um aviso de que a desgraça tava vindo na nossa direção. Eu e Isabel ficamos ali no corredor, sem entender nada, só olhando uma para a outra. O falante passou correndo tão rápido que nem reparou na gente, parecia um homem possuído. O Thiago veio logo atrás, com aquela cara fechada que ele faz quando o mundo tá caindo, arma na mão, e foi embora sem falar uma palavra. Eu engoli seco, tentando acalmar aquele frio que nasceu dentro de mim. Isabel apertou minha mão. — Qué está pasando, Yoli? (O que tá acontecendo, Yoli?) Eu só balancei a cabeça porque não tinha resposta

