97 - Hades

1182 Palavras

Hades Narrando Mano, quando o falante arrastou o Ninão pra fora da mata, caído, todo födido, mas vivo, eu já sabia: aquela pörra daquela madrugada não ia acabar bem pra ele. Não tinha como. A gente jogou o traíra dentro da caminhonete e seguimos direto pro galpão, pra nossa salinha. Aquele cubículo abafado, com cheiro de ferrugem e pólvora, já viu muita mërda, mas nenhuma tão pessoal quanto essa. Chegamos, amarramos ele na cadeira de ferro, os pulsos pra trás, tornozelo preso, e ele respirando igual cachorro atropelado. O falante tava com o olho pegando fogo, eu nunca tinha visto ele daquele jeito. Eu puxei a cadeira, sentei de frente pra ele e nem esperei muito. — Fala o nome do mandante. Quem mandou tu apagar o Beni? Ele ergueu a cabeça devagar, cuspindo sangue pro lado. — Ninguém

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