Maya
Encolhi os ombros desde que entrou dentro do carro com sua aura sombria, Dimitri é um homem que exige postura. Talvez seja por isso o olhar do qual sempre usa para inspecionar cada detalhe em mim quando estamos próximos. As suas mãos estão sempre enluvadas por um couro preto de abotuadora prateada. Desde pequena observo de longe como anda com elegância entre os gramados da grande mansão, nas festas seu cabelo perfeitamente alinhado atraiam os olhares de cobiça até um momento em que as mães passaram a recriminar suas filhas até por olhar para ele. Como se estivesse contaminado por alguma praga ou doença contagiosa, nunca soube o que fez mudar tanto, afinal, Yukov já me mantinha para seu uso e com a morte da minha mãe, que era a única interessada em dar alguma informação dos círculos sociais passei a ficar sabendo apenas o basico. Tudo se resumindo sempre a Nicklaus e em sua crueldade como líder, noivado e casamento com Mikaela em seguida o noivado e casamento com Carolina.
Mas ninguém em nenhum desses eventos mencionou ou cochichou o motivo que havia feito o homem sempre tão perfeito passar a andar com os fios mais longos do que o habitual deixar a barba crescer. Entretanto, a mania de manter as mãos escondidas pelo couro continuava.
Durante as últimas semanas senti a minha língua coçar para perguntar o motivo. Será que tinha alguma deformidade na pele?
Talvez não gostasse de manchar as mãos com o sangue dos inimigos
Será que ele fode com essas luvas?
Tão perdida no meio desses pensamentos não percebi o carro se movimentando muito menos o momento em que parou, suspiro num misto entre medo e confusão ao notar a rua sem saída escura. Meu corpo estremece em frio, primeiro pelo medo da morte depois pela brisa leve que anuncia que os meus demônios podem morrer junto comigo o que sempre acaba trazendo um pequeno sorriso aos meus lábios.
"Quer tanto a morte quanto quer um p*u te fazendo sangrar?"
Pulo no assento com a voz grave sussurrada ao pé do ouvido, a acusação acendendo todos os demônios que gritam para segurar a máscara na face. Por isso os meus olhos lacrimejam e apoio as mãos nos joelhos mesmo desejando apertar com força para sanar um pouco da luxuria que ele acendeu com uma frase.
"Por favor.." Começo como sempre . "Por favor,.me poupe senhor."
Sinto o toque das luvas tocando a pele embaixo da minha mandíbula subindo até alcançar uma mecha dos fios e o colocar atrás da orelha.
"Como consegue mentir assim?" Questiona.
Meus olhos pulam de lado para encontrar o sorriso pequeno e presunçoso no meio da barba grossa.
"Essa máscara é tão feia, quem você consegue enganar implorando assim?" Murmura
puxo o ar com força sentindo o perfume masculino misturado ao odor forte de ferrugem tão característico do sangue seco, a fúria parece querer quebrar tudo dentro de mim fazendo o meu estômago borbulhar enquanto tudo o que sai da minha boca é
"Desculpe, irei melhorar." Abaixando a cabeça e voltando a tirar os olhos dele.
Escuto a risada baixa.
"É isso que te excita ou imaginar que está enganando alguém com essa sua encenação ridícula?"
Aperto os punhos com força fechando os olhos com mais força ainda, o ar sai com força dos meus pulmões.
"É por isso que para ele você é descartável." Suas palavras atingem um ponto no qual o ódio vibra. "Tão inútil e descartável."
O vulcão de ódio explode no meu peito, erguendo a minha cabeça e mirando os olhos tão dilatados que é impossível distinguir a cor. Não existe análise ou admiração em seu olhar, sem desejo ou ódio, nada além de frieza o que aumenta o fervor por dentro do meu corpo. Nada do que faço o afeta?
porque ele não se afeta?
porque ele não se comove?
porque ele não toma?
porque não me subjuga ?
porque não me pune?
Explodo sem medir as consequências sem segurar a máscara que desliza entre os meus dedos.
"Tão desprezado é por isso que Carolina só te vê como o bom cunhado, nunca vai ser Nicklaus, nunca vai ser tão bom quanto ele, nunca vai ter aquela mulher." O veneno desliza entre os meus lábios e é tão delicioso.
A mão enluvada envolve o meu pescoço privando de ar seus olhos encontram os meus até pelas laterais ao levar os lábios aos meus ouvidos.
"Eu não quero ser Nicklaus, não quero ser melhor do que ele e assistir aquela mulher gozando no p*u dele é muito melhor do que precisar lidar com puritana que você finge ser."
Arregalo os olhos com a confissão vendo o seu sorriso vitorioso, ele teve algo de mim, algo verdadeiro de mim e a sensação ao constatar isso é aterrorizante.
Empurro as alças do vestido para o lado exibindo mais dos s***s , seu olhar desce mas retorna para os meus olhos.
"Tem dois viciados do lado de fora desse carro, eles tem mais interesse do que eu em você." diz sem o menor sentimento "Saia do carro e f**a com eles."
A maneira como menospreza o que todos tomam de graça é como uma punhalada em meu ego, é como plantar uma erva daninha em.uma rachadura.
Abro um sorriso malvado e abro a porta descendo do carro, o beco é iluminado pelas luzes baixas do farol do carro.
Na frente do mesmo, desço a roupa ficando sem sutiã e apenas de calcinha, atraindo a atenção de um homem que injetava algo no punho no canto da parede, escuto passos e encontro outro homem com uma garrafa na mão vindo pela lateral do carro.
Dimitri tinha falado a verdade e como uma maldita p**a cai nela desejando ser fodida e maltratada.
É com essa constatação que finjo não gostar do primeiro puxão no cabelo, minha i********e vibra tanto quanto as lagrimas que brotam nos meus olhos ao sentir uma mordida dolorosa na b***a arrancando sangue.
Sinto que estou escorrendo entre as pernas.
É isso... sim.. o que queria ter de Nicklaus naquele lugar, tudo o que preciso ter para matar essa vontade insana que despertou.
Preciso
preciso da minha dose
preciso do meu vício
A mão forte espalma o meu rosto com força fazendo o sangue tomar toda a minha boca.
"Vamos p***a!"
"Agora caralho."
Os desconhecidos gritam mas estou perdida demais para lembrar o que pediram. Vou encolhendo o corpo e ajoelhando contra o asfalto machucando os joelhos e apoiando as mãos no chão.
Escuto as risadas firmes, sabendo o que vem em seguida, o que preciso receber em seguida.
Minha b****a vibra, p***a meu ventre inteiro se retorce pedindo. quero implorar ao erguer os olhos para encontrar o olhar enlouquecido do viciado, a violência nele por estar tão alto com a droga correndo nas veias o faz puxar os meus fios.
Sinto o hálito cheio de álcool do outro as minhas costas como se houvesse se ajoelhado atrás de mim.
Na frente um tenta tirar o p*u das calças e atrás o outro usa as mãos para segurar as laterais da minha b***a.
Quando o primeiro consegue retirar o m****o mole e o segundo está com outro mole batendo na minha pele fecho os olhos.
Sim porra
sim
que saudade
eu sou uma maldita por querer tanto isso.
estou vibrando por dentro
entrando dentro do meu mundo perdido na mente.
Sou fisgada de volta com o primeiro estampido fazendo o homem na minha frente cair ajoelhado a minha frente com a mão na garganta perfurada.
O segundo estampido faz a cabeça do homem atrás de mim explodir sujando meu corpo de sangue.
Num momento tudo o que sentia era excitação e no segundo desespero.
Ergui os olhos encontrando Dimitri com a arma ao lado. Finalmente deixei o choro verdadeiro escapar.
"Você mandou." Acuso "Você mandou."
Justifico como se tivesse sido pega no flagrante sendo o monstro de cada dia.
"Está tentando me convencer ou se convencer?" Questiona rindo, seus lábios se curvam de uma ponta a outra e posso jurad jamais ter visto algo tão belo quanto seu sorriso mais c***l, sendo destinado apenas a mim nesse momento. "Como vai gozar agora, querida?" Fala atiçando o ódio que havia controlado.
Pego a garrafa que estava com o alcoólatra e ergo o corpo de uma vez. Nunca senti vontade de matar algum dos meus carrascos mas por essa perversidade mataria pela primeira vez.