Capítulo 15

1068 Palavras
Marco Vejo-me em meio a vários cretinos, em meio àquela reunião qual decidirei ou não, se fecharei negócio com eles. Todos me olham com cautela, alguns nem mesmo se pronunciaram desde que entrei nesse lugar. Apenas se manterão calados enquanto leio todo o papel em minha frente, o qual tem a proposta que eles esperam que eu aceite. Meus seguranças ficam ao meu redor, todos com suas armas estrategicamente em seus coldres, prontos para independentemente da situação. Não tive problemas nas negociações com os brasileiros desde que chegara aqui, mas, não confiaria em nenhum deles. Principalmente quando se trata de recusar um acordo, algo que faço facilmente se ele não me agradar! — Então Sr. Hernandes, temos um acordo? — um homem mais velho no outro lado da mesa pergunta, um representante da própria segurança nacional, ao menos um deles. — Não sei, isso não me parece muito parecido com o que havia solicitado por ligação! — digo enquanto coloco a folha sob a mesa, deixando claro minha insatisfação. — As coisas mudaram, as facções cada vez mais vêm crescendo... nosso governo precisa de mais! — ergo uma sobrancelha. — Isso eu notei, mas o que não está claro é o pagamento. — alcanço o copo de bebida e levo aos meus lábios, não tiro os olhos dele — Como pode aumentar o que deseja, e quer que o pagamento siga o mesmo? — Não estamos dando conta só com o que temos, precisamos de mais armamentos... as UPP estão em crescimento... — ergo uma mão e o homem se cala, apesar do sotaque arrastado o qual usa para falar inglês comigo eu sabia bem aonde aquele homem queria chegar, e não estou aqui para isso. — Seus problemas não me interessam, o acordo foi um. Se deseja mais, precisa oferecer mais! — vejo-o engolir em seco, provavelmente com raiva de minhas palavras também. — Não me interessa o seu nome, ou o que faram com minhas armas... Entretanto, se quer um acordo como este, precisa me dar uma proposta melhor! O homem me olha com uma face séria por uns instantes, mas logo estala seu dedo e um dos outros homens a mesa tira outra folha de dentro da sua maleta, em seguida coloca ela próxima de mim. — Tem razão, foi um erro meu pensar que estaria aqui por algo nobre também. — ele afirma baixo. — Sim, foi. — pego a folha e começo a olhar tudo, vendo que agora eles estavam dispostos a pagar a quantia certa referente a tudo o que desejam. — Temos um acordo então? — outro homem do outro lado da mesa pergunta em sua língua, ele parece mais jovem e noto como carrega um colar militar em volta de seu pescoço. — Ele fechará agora, queria mais pagamento... desgraçado... — o outro responde, parecendo não imaginar que entendo tudo que eles dizem. Olho para meu segurança, que logo intende e coloca a mão lentamente dentro do seu terno. Os homens rapidamente nos olham em pânico, alguns dos militares atrás deles colocam suas mãos em suas armas. O primeiro negociante me olha com suas sobrancelhas franzidas, o que logo se suaviza quando meu segurança me entrega a caneta dourada qual havia retirado de seu bolso. — Sabe, não gosto que confundam as coisas comigo. — digo em português, vendo ainda mais a surpresa em seus rostos — O acordo será fechado, e as armas serão entregues. Mas, nunca mais tente bancar o esperto comigo, sua situação pode piorar ainda mais do que está agora. Fui claro? Eles se entreolham, mas não demora muito até o negociante balançar a cabeça positivamente. Logo em seguida assino aquele documento, o lanço sob a mesa e ele faz o mesmo depois. Noto a indignação dos outros que estão de pé no canto, ele me olha fixamente e não desvio meus olhos. — O acordo foi assinado, aguardaremos a sua entrega! — Um mês, e outra coisa... — levanto-me da poltrona ainda mantendo meu olhar naquele filho da p**a — Talvez seja melhor colocar uma coleira no seu cão! — Vai se f***r, acha que tenho medo de você Hernandes? — logo o homem que me encarava protesta, os outros o seguram enquanto tenta vir em minha direção, o negociante principal se levanta da mesa bruscamente e diz: — Desculpe, ele não deveria ter vindo... não se repetirá mais! — acendo um cigarro enquanto vejo a cena atrás, todos ainda tentavam conter o i****a. — Sabe o que fazemos com homens como você? Matamos a sangue-frio, traficante de armas imundo! — o i****a grita enquanto os outros o impede de pegar sua arma. — Cale-se, Sr. Hernandes estaremos aguardando! — viro-me e encontro meus seguranças na saída da sala, enquanto me dirijo até lá ouço a voz do desgraçado: — Algo me diz que ainda vamos nos encontrar, talvez não seja para um acordo... — Está louco p***a? Quer me f***r é isso, f***r meu acordo? Ouço tudo, mas não me viro para olhar, apenas dou mais um trago no cigarro enquanto passo pela grande porta do lugar. Meus seguranças me acompanham e ainda era possível ouvir as vozes de discussão vindas daquela sala, caminho calmamente e logo já estamos ao lado de fora. — Tem certeza que não quer que matem eles Sr.? — meu segurança pergunta, mantendo a porta do carro aberta para mim. — Em outro momento talvez, mas agora tenho planos interessantes também! — ele assentiu, entro no carro e logo todos vão para os seus lugares. ━━━━∙⚚∙━━━━ O carro segue por cerca de uma hora até chegar na rodovia principal, os meus planos para amanhã cedo será bem interessante. Principalmente considerando que será uma negociação com um grande líder local, ele havia solicitado e pago tudo há algumas semanas, agora restava apenas fazer a entrega. Dante Soares, o líder de uma grande facção qual tenho certeza de que é a principal preocupação dos desgraçados que acabei de lidar. Isso será ainda mais interessante do que eu pensava, principalmente se ele matar um por um, aquele infeliz que me encarava em específico! Em pouco tempo no Brasil já havia feito inúmeros inimigos, posso adicionar aquele filho da p**a como mais um deles. Mas isso não é algo que eu precise pensar agora, ainda tenho todo o tempo de estrada para raciocinar bem. Quando chegar lá tenho certeza que muito se resolverá!
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