O Último Jantar

886 Palavras

Narrado por Hero Green O cheiro de pólvora e o sangue seco de Mário Satins ainda estavam impregnados na minha pele. Eu podia ter tomado banho, trocado de roupa, lavado cada centímetro do corpo… mas aquilo não saía. O que eu fiz naquela casa não se apagava com água e sabão. Era o tipo de marca que gruda na alma e só sai com mais sangue. Voltei para a mansão dirigindo eu mesmo. Não queria motorista, não queria ninguém respirando perto de mim. O ronco do motor era o único som que conseguia abafar o caos dentro da minha cabeça. Milão dormia, alheia à tempestade que eu estava prestes a soltar no mundo. E quando ela viesse… ninguém ia sair ileso. Ao entrar na propriedade, os homens abriram passagem com os olhos baixos. Eles sabiam. Todos sabiam o que eu tinha feito. E o que ainda estava por v

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