Quem Toca No Que É Meu, Morre

853 Palavras

Narrado por Hero Green Ela está segura. Pela primeira vez em dias, Maísa dorme de verdade. Não com aquele olhar perdido de quem sonha em fuga, mas entregue ao cansaço. Corpo afundado no colchão, como se tivesse entendido que lutar contra mim é inútil. Ela não faz ideia de toda a sujeira que existe por trás disso. Melhor assim. O nome Antônio Ferretti ainda não significa nada para ela. Mas para mim… é veneno. Um câncer que cresceu nas sombras da minha família e agora ousou atacar o que é meu. Eu avisei. Juro por Deus que avisei. Agora que minha mulher está fora de perigo, é hora de devolver o recado. --- Desci até a garagem do esconderijo. A madrugada engolia a cidade, e o concreto cheirava a frio e óleo. Luca já me esperava, laptop aberto, três dossiês espalhados no capô do carro.

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