Narrado por Hero Green O céu ainda estava cinza quando deixei o quarto. Maísa Viana dormia novamente, encolhida sob os lençóis, como se buscasse abrigo dentro do próprio corpo. Os fios de cabelo espalhados sobre o travesseiro, os cílios longos descansando contra a pele morena. Naquele instante, ela parecia completamente alheia ao caos que me consumia. Por um breve momento, respirei fundo. Como se a visão dela me lembrasse por que eu ainda não tinha matado todos. Mas a paz que ela me dava só seria duradoura quando minha lista estivesse completa. E nela, Júlio Santana ainda respirava. Desci as escadas em silêncio, sem acordar ninguém. Entrei no carro e fui até o galpão sozinho. Sem Luca. Sem os homens da retaguarda. Só eu, minha raiva e a certeza de que hoje alguém ia pagar. A estrada es

