Como combinado, às vinte horas em ponto, Sol estava pronta. Não havia palavra melhor que perfeita — o vestido parecia feito sob medida para o pecado: justo no ponto certo, provocante sem esforço, elegante sem remorso. O batom vermelho? Uma declaração de guerra. Quando o carro deslizou até o morro, Henzo já esperava — impecável, de terno escuro e celular colado ao ouvido, resolvendo o que parecia ser um assunto de vida ou morte. Mas a mort£ veio de outro jeito. O motorista abriu a porta para Sol, e ela desceu devagar, como quem sabe o poder que tem. O salto tocou o chão e o vestido acompanhou o movimento, revelando o suficiente para deixar o ar mais denso. Henzo olhou por reflexo. E travou. O queixo dele caiu um segundo antes do celular — que escapou da mão e se espatifou no chão. A

