Trégua

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Sol deu uma trégua — daquelas que não eram trégua, eram estratégia. Quando voltaram para o hotel, ela nem insistiu em dirigir de volta, apenas entregou a chave com um sorriso suave, quase inocente. Não desceu para a piscina para provocá-lo, não fez nada para mexer com a cabeça dele. Pediu jantar no quarto, comeu tranquila, colocou um pijama leve… e às nove da noite já estava apagada, toda comportada, como se fosse a própria definição de paz. Henzo, do lado de fora, quase sorria sozinho. “Domada”, ele pensou. “Finalmente entendeu que precisa colaborar.” Tolo. Tão t**o. O silêncio dela era só descanso para o golpe seguinte. Na manhã seguinte Sol dormiu até as dez da manhã — e não por preguiça. Ela queria acordar descansada, calma, com a pele impecável e zero olheira para aparecer n

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