Quando as portas do elevador se abriram, Henzo a colocou lá dentro, pressionando o botão sem sequer olhá-la.
— Amanhã — disse, a voz baixa e firme —, vamos para o casamento de Barão. Depois seguimos direto da festa pra França.
Sol cruzou os braços, encarando o reflexo deles no espelho do elevador.
Não respondeu.
Henzo virou o rosto só o suficiente para completar, num tom mais frio do que o aço:
— Lá, você aprende quem manda.
O elevador parou. As portas se abriram.
Sol deu um passo à frente, virou o rosto para ele e, num gesto debochado, mostrou o dedo do meio.
Henzo apenas arqueou a sobrancelha.
Ignorou completamente.
Seguiu atrás dela, abriu a porta do quarto e segurou por um instante, abrindo espaço para que ela entrasse primeiro.
Não por gentileza — mas porque temia que ela tentasse outra fuga.
E, se isso acontecesse, ele sabia que perderia o controle de vez.
Sol entrou, sem olhar pra trás.
Henzo fechou a porta e se recostou nela por um segundo, respirando fundo.
— Na França — provocou ele, a voz arrastada —, essa sua marra toda acaba.
Sol se virou e, com um sorriso travesso, mostrou a língua pra ele.
Henzo riu baixo — um riso rouco, perigoso.
Em um movimento rápido, a alcançou, prendendo-a pela cintura, o corpo dela colidindo no dele.
Fechou a porta com um golpe seco atrás de si.
Sol sentiu a excitação dele através do tecido da calcinha de biquíni que usava..E se odiou, mas também se excit0u.
— Me dá a língua, Sol — murmurou, o olhar cravado no dela, o tom mais firme do que nunca. — Eu quero.
Ela piscou, sem entender.
— Quê...?
Ele aproximou o rosto, os lábios quase roçando os dela.
— Você não acabou de me dar língua? — sussurrou, um meio sorriso nos cantos da boca. — Então me dá. Eu quero.
Sol engoliu seco, o coração acelerando de um jeito que ela odiava admitir.
Henzo estava perto demais — quente demais.
O perfume dele se misturava ao dela, e o olhar intenso parecia arrancar suas defesas uma por uma.
— Tá maluco, Henzo? — ela tentou disfarçar, empurrando o peito dele com a ponta dos dedos.
Ele segurou a mão dela antes que se afastasse, o toque firme, mas contido.
— Eu não tô brincando, Sol. — respondeu, o tom baixo, rouco, perigoso.
Ela arqueou uma sobrancelha, desafiadora.
— Eu jamais ofereceria minha língua para você, Henzo.
— Você quer sim, Sol. — ele se aproximou ainda mais, se é que era possível, dessa vez devagar, como quem não quer assustar. — Eu quero chupar não só sua língua.
O silêncio se instalou entre eles.
Ela desviou o olhar, mas ele segurou seu queixo, obrigando-a a encará-lo.
— Me diz uma coisa… — murmurou, os olhos dela refletindo os dele. — Ta molhadinha, Sol? aposto que sua bucetä tá contraindo.
— Não tá nada — disse, a voz mais suave do que gostaria.
Henzo inclinou o rosto, o nariz roçando de leve na pele dela, passando a barba no pescoço de Sol, e a tirando do Chão.
Ele passou de leve um dedo por cima da calcinha dela, se certificando que ela estava sim, molhadinha de excitaçã0.
Sol respirou fundo, tentando manter o controle, mas o corpo inteiro traía a calma que ela queria demonstrar.
— Pare com isso seu, infeliz. — sussurrou, quase sem perceber.
Henzo fechou os olhos por um instante, um sorriso breve escapando nos lábios dele.
— Você tá molhadinha. — completou, abrindo os olhos de novo. — Tá encharcada de tesã0.
Ela deu um passo pra trás, o olhar firme, tentando retomar a força.
— Pare com isso, tô excitadä coisa nenhuma.
Ele inclinou a cabeça, observando-a com um misto de orgulho e desejo.
Henzo respirou fundo, os olhos cravados nos dela.
— Você não merece… — murmurou, a voz rouca, carregada de fúria e desejo — …mas mesmo assim eu vou te dar um orgasm0, vou deixar você gozär.
Sol abriu a boca para responder, mas ele não esperou.
Henzo avançou, segurando o rosto dela com as duas mãos, e a boca dele encontrou a dela num beijo urgente, profundo, quase desesperado.
Sol tentou resistir — por um instante.
Mas o toque dele era quente demais, a pegada boa demais.
Quando ele a puxou mais para perto, ela já não conseguia manter os pés firmes no chão.
O beijo se intensificou, e o corpo dela respondeu antes que a mente pudesse reagir.
Henzo a prendeu contra a parede, o corpo dele colado ao dela, cada respiração se misturando, cada toque incendiando o ar entre eles.
Ela gemeu baixo, o som escapando entre os lábios quando ele aprofundou o beijo, explorando, dominando, fazendo-a perder o fôlego.
Sol tentou dizer o nome dele, mas tudo o que saiu foi um sussurro trêmulo — um pedido sem palavras, mandar parar não estava em cogitação.
Ele fez movimentos com os dedos por cima da calcinha, fazendo com que ela desmanchasse em um orgasm0 forte.
Henzo afastou o rosto apenas o suficiente para encará-la, os olhos escuros, intensos.
— É isso… — murmurou contra os lábios dela. — Tão atrevida assim, pra gozär tão facinho?
Sol ainda respirava rápido, as mãos no peito dele, sem saber se empurrava ou puxava.
Ele sorriu de leve, satisfeito e vencedor ao mesmo tempo.
— E o pior — completou, roçando os lábios no dela — é que eu tambémqueria ter gozad0.
O silêncio tomou conta do quarto.
O som da respiração deles foi o único ruído que restou.
Finalmente, Sol conseguiu reunir forças para empurrá-lo.
As mãos tocaram o peito dele com firmeza, e Henzo deu um passo para trás, o suficiente para que ela respirasse.
Mas as pernas… ah, as pernas ainda tremiam.
Ela virou o rosto, tentando disfarçar o quanto estava abalada, o quanto o corpo ainda reagia àquele toque.
Henzo passou a mão pelos cabelos, respirou fundo e, num gesto impaciente, afrouxou a gravata.
Os primeiros botões da camisa se abriram, revelando o peito ofegante.
Ele a encarou com aquele olhar que misturava provocação e algo mais profundo — curiosidade, talvez.
— Você é um livro complicado de se ler, Sol. — disse, a voz grave, quase rouca. — Hoje, por exemplo… eu, um homem experiente, tive dúvidas.
Sol franziu o cenho, sem entender de imediato.
— Que tipo de dúvidas? — perguntou, o tom tentando soar firme, mas falhando levemente.
Henzo deu um meio sorriso, lento, perigoso.
Deu um passo em direção a ela.
— Quase acreditei, por alguns segundos… que você não tem experiência nenhuma.
Sol piscou, confusa, o coração disparando.
— O quê?
Ele inclinou levemente a cabeça, os olhos cravados nela.
— E se isso for verdade, Sol… — a voz dele ficou mais baixa, carregada de intenção — …então você mentiu ao conselho dizendo que não era mais Virgem.
O ar pareceu sumir entre os dois.
Sol sentiu o rosto queimar, não sabia se de raiva, nervosismo ou pela lembrança do que acabara de acontecer.
Henzo, por sua vez, observava cada reação, como se tentasse decifrar um enigma antigo.
Ela cruzou os braços, tentando esconder o tremor leve das mãos.
— Cuidado com o que insinua, Henzo.
Ele arqueou uma sobrancelha, o sorriso ainda no canto dos lábios.
— Não insinuei nada. Só disse que… fiquei em dúvida. — deu de ombros, provocante. — E, convenhamos, não sou de duvidar fácil.
Sol desviou o olhar, apertando os lábios, tentando recuperar o controle.