Isso Não Vai dar Certo

2607 Palavras
Um cpt bem intenso.. e se preparem para um hot maravilhoso no próximo. Boa leitura a todos. Espero que gostem. *********** Arizona Robbins P.O.V Acenei com cabeça após o auditório se encher de palmas com o meu discurso e alcancei um copo de água fresca que a equipe de bastidores havia deixado abaixo do púlpito do microfone. Havia sido uma jogada de marketing não levar as novas tecnologias desenvolvidas pela Robbins Corp para a conferência, já que havia todo um evento sendo preparado pela minha equipe para os lançamentos na nossa sede de National City. A companhia já estava na boca de todo mundo da conferência pela nova parceria com as indústrias Wayne e, nossas ações aquela manhã haviam aumentando consideravelmente, o que me deixava realmente empolgada com todo o novo projeto de crescimento que eu estava desenvolvendo na minha gestão. E após responder alguns de meus posicionamentos mais recentes sobre impactos ambientais enfrentados no descarte dos nossos resíduos acabei dando lugar no palco a algum CEO de uma empresa chinesa que estreava no mercado internacional naquele ano. Voltei ao meu lugar ao lado de Callie Torres sorrindo da forma mais contida que eu conseguia. A garota juntava uma mecha grossa atrás de uma das orelhas quando retornou meu olhar. Deus. Só esperava que meu suspiro não tivesse sido muito alto. Vi sua mudança na minha visão periférica quando ocupei meu lugar e instintivamente me virei para olhar para ela novamente. Nossos olhos se encontraram frente a frente e todos os outros sons na sala se misturaram, flutuando em torno de mim, mas nunca invadindo minha consciência. Sem pensar, o meu corpo inclinou-se ligeiramente em direção a ela enquanto ela fez o mesmo. Mantemos o olhar nada discreto como se não estivéssemos nos lugares de destaque de um auditório lotado. Droga. Droga mesmo! Callie estava me fazendo perder toda a porcaria do foco que eu deveria estar tendo agora. Algo que sinceramente, não estava me importando para ser sincera. Eu apenas queria... olhar para aquele seu rosto perfeito e dizê-la o quanto ela bagunçava minha cabeça e meu coração. Claro, alguém precisava estragar meu momento. E se esse alguém não tivesse sido Bruce Wayne, provavelmente, eu teria ignorado deliberadamente. Ok. Era a hora dos negócios. O próprio magnata das empresas Wayne me guiou até uma das salas superiores do enorme centro de convenções onde estava sendo realizada a conferência e começamos uma reunião que pareceria interminável se o cara não fosse realmente bom naquilo. Nós tínhamos a mesma energia para o trabalho, o que deixou todos os pontos da negociação não acertados até aquele ponto, praticamente, fluidos como água. Em algum momento veio a hora do almoço e eu fui convidada a me juntar a ele, juntamente com quem ele chamou de "Mente Brilhante" da sua companhia. Ela era atualmente a Diretora de tecnologia das indústrias Wayne e também a responsável por todos os detalhes do tipo de tecnologia que eu estava contratando para investir na minha pesquisa atual. Iria pedir licença um momento para ligar para Callie e avisar do compromisso que eu teria, mas acabei perdendo a linha de raciocínio quando Lauren Bowell entrou na sala que estávamos. Bruce Wayne sorriu e me apresentou para a senhorita "Mente Brilhante". Tive de suprimir um sorriso. O mundo era irônico. – Acho que dispensamos apresentações, Ari. – Oh, eu acho o mesmo. – Bruce Wayne não demonstrou surpresa, apenas nos observou. Limpei a garganta antes de pensar em responder algo. – Você parece mais bem-humorada desde a faculdade. Precisei me segurar para não revirar os olhos com meu próprio comentário. O destino só podia estar me punindo por ser uma maldita babaca e acabou resolvendo me colocar para trabalhar logo com ela. Logo com Lauren Bowell, a garota que mais me detestava na história de Harvard e do MIT juntos. Nós havíamos sido rivais desde sempre? E agora, aparentemente, ela era a única capaz de me ajudar a dar seguimento à pesquisa que poderia salvar meu irmão. – As coisas mudam, Arizona. E como uma boa budista eu quero imaginar que são mudanças para melhor. Ok. Aquilo precisava dar certo de algum jeito. Nem que para isso eu precisasse engolir meu ego ferido de ex-inimiga e precisasse ser gentil com ela. Eu faria qualquer coisa para conseguir achar a cura que Tim precisa, mesmo que para isso eu precisasse ter de lidar com aquela doida de pedra. De alguma forma Bruce Wayne conseguiu reinstalar o tópico do almoço de forma agradável e voltamos a discutir meu projeto. Descemos acompanhados de um de seus seguranças e seguimos em direção da saída subterrânea. E antes que eu pudesse esquecer de avisar Callie, ela sendo mais eficiente do que eu poderia pedir, estava me esperando no fim das escadas. – Callie eu terei esse almoço importante agora então se você quiser tirar todo o resto do dia de folga você está liberada. Antes que ela sequer pudesse me responder uma mulher um tanto atraente e um pouco mais velha apareceu ao seu lado, puxando-a em um abraço animado. – Aí está você! Vamos todos sair hoje à noite e quero que você venha. Observei enquanto a indecisão atravessava seu rosto e eu sabia de seu dilema, ela pensou que nós iríamos gastar essa noite da maneira que nós tínhamos feito ontem. E por que não? Eu queria dizer tudo o que eu tinha dito, sobre valer a pena todos os problemas por ela, mas aqui na luz brilhante do mundo real eu não sabia mais se isso era possível. Não agora. Haviam implicações diretas de nos tornarmos algo oficial e eu iria lidar com todas elas... mas não nesse momento. Por hora eu já tinha Lauren Bowell para lidar. – Srta. Torres, como eu estava dizendo você está dispensada. Terei reuniões importantes até a hora do jantar, então eu vou encontrá-la pela manhã antes da apresentação da Apple. Tire um tempo livre e se divirta com suas amigas. Ela não parecia muito satisfeita com a minha desculpa vaga e olhou para Bruce e Lauren que haviam parado para me esperar. Eu não queria ser aquela que deixava o seu olhar dessa forma. Eu queria fazê-la rir de novo, para ver o seu sorriso, mas precisava ir. – Ah..ok. Evidentemente, Mrs. Robbins. Eu só vou te ver amanhã, então. O grupo de mulheres em torno dela gritou de excitação e imediatamente começaram a fazer planos para levá-la de volta ao hotel e esperar enquanto ela se vestisse. Concordei com ela e rapidamente me virei. Eu não podia fazer meu anfitrião esperar mais. Em algum momento entre a primeira entrada e o meu primeiro drinque notei o quanto eu já sentia falta de Callie ao meu lado. (...) Chegando ao hotel fiz o meu caminho através do lobby principal para o elevador perdida em pensamentos. Eu estava ferrada de tantas formas que eu nem podia mesmo contar, com o trabalho, com minha pesquisa que agora envolvia Bowell e... Callie. Droga, eu deveria estar lamentando tanto por não ter sua companhia hoje? – Mrs. Robbins! Segure o elevador! – Virando-me, vi o grupo do centro de convenções caminhando rapidamente em minha direção com Callie no meio. Eu fiquei para trás e segurei a porta e fiz sinal para elas entrarem na minha frente. – Boa noite senhoras. – Disse educadamente. Meus olhos encontraram os dela pelo elevador brevemente antes que fosse ela a desviar o olhar. – Finalmente fizemos compras juntas! Callie você vai destruir corações na boate que vamos hoje à noite, o seu vestido é o mais quente. – Hum, eu realmente não me sinto bem em boates, Susan. – Ela disse para a menina e não me escapou à atenção que ela estava evitando meus olhos. – O que? Callie Torres não quer dançar? Espere até eu te dar dois shots de tequila que eu trouxe na mala e já te farei mudar de ideia. – Eu sei, eu sei, meninas. Mas eu estou muito cansada depois de todas as nossas compras de hoje. Eu não estou muito pra boates, sério. Eu não dormi bem ontem... Numerosos protestos soaram entre o grupo. – Como você pode estar cansada? Você foi ontem direto para o seu quarto quando chegou. E ainda era de tarde. Que diabos você fez para não conseguir dormir? – Eu estava tentando ser discreta, olhando para o chão, mas não pude resistir a olhar para ela. Nossos olhos se encontraram através do espelho do elevador e eu sabia que seus pensamentos eram os mesmos que os meus. Imaginei cada momento sem dormir, prendendo ela em meus braços e tocando cada centímetro de sua pele. Mesmo com a parede invisível que eu tinha colocado entre nós duas, eu ainda podia lê-la. O elevador apitou, salvando-a de responder e todas elas saíram. Callie não procurou os meus olhos novamente. Eu vi quando elas se dirigiram ao fundo do corredor, uma torrente de diferentes conversas femininas sobre os planos de hoje à noite em torno delas. Entrando em meu próprio quarto, corri minhas mãos em meus cabelos e olhei ao redor, amaldiçoando a minha cama perfeitamente arrumada, onde eu sequer havia deitado ainda. Balançando a cabeça, joguei minhas chaves e a carteira sobre a cômoda e fui para o chuveiro. Quando eu pisei no âmbito do box quente, fiquei instantaneamente lembrando o que eu e Callie fizemos no dela.... As palavras em francês. Dormir juntas... não ir embora. Céus, eu me sentia tão trouxa e talvez, já apaixonada? Me vesti rapidamente e estava me dirigindo para a porta quando me lembrei de uma ligação que eu precisava fazer. Callie tinha mencionado que o nosso hotel era conhecido por sua incrível piscina na cobertura e fiquei desapontada ao ouvir que estava fechada. Minha mente tinha de imediato saltado para uma imagem de nós duas juntas na água morna, e eu tinha me oferecido para organizar rapidamente para ela poder usá-la. Eu fiz uma careta quando eu percebi que não iria acontecer agora, mas eu poderia pelo menos ter certeza que ela iria se divertir. Só precisou de um rápido telefonema e um pouco de persuasão monetária para o gerente aceitar lhe dar acesso irrestrito. Depois de alguns minutos, as coisas foram arranjadas e ele prometeu enviar as chaves do portão até o quarto dela. Meu jantar de negócios da noite era em um sushi bem popular perto do hotel e enquanto eu ofereci minhas chaves ao motorista manobrista, eu me preparei mentalmente para lidar com os negócios. Se eu iria suportar a tortura auto imposta de estar longe dela, então eu podia muito bem me certificar de que valeria a pena. Eu consegui colocar uma fachada confiável, engolindo quando necessário, e impressionando os colegas com os futuros empreendimentos previstos para a Robbins Inc. E apesar de todas essas coisas acontecendo ao meu redor, eu não podia tirá-la da minha cabeça. Tudo o que eu conseguia pensar era onde estava e o que ela estava fazendo. Ao entrar no quarto escuro, no final da noite, tirei meu casaco e acendi a lâmpada pequena perto da cama antes de me sentar. O quarto estava silencioso e solitário, apenas ampliando a dor em meu peito. Eu verifiquei o meu celular e vi que tinha duas chamadas não atendidas de Lana Lang. Ótimo. Como se eu já não tivesse questões demais para lidar. Era mais de onze horas e eu queria saber se ela ainda estava com suas amigas. Talvez ela tinha decidido ir para a boate com seu vestido novo. Será que ela estava dançando com alguém? Rindo e se divertindo? Ela estava em seu quarto? Talvez ela estivesse deitada pensando em mim da mesma forma que eu estava pensando nela. Eu estava indo até minha bagagem quando um pequeno envelope ao lado da porta chamou minha atenção. Curiosamente, eu andei mais rápido para pegá-lo. Um cartão de acesso. O hotel deve ter enviado um para o meu quarto também. A imagem da piscina e a garota dos meus sonhos me fez sair do quarto logo em seguida. Será que ela foi nadar? Antes que eu me desse um tempo para mudar minha mente, eu estava me dirigindo para a cobertura. O elevador se abriu e eu passei por um grande cartaz sobre um cavalete informando que a piscina estava fechada. Eu rapidamente fiz meu caminho pelo chão elegante de mármore e coloquei a chave na ranhura do portão de ferro forjado que conduz à área ao ar livre. No momento em que abri, fui recebido com os sons e cheiros da noite de Gotham City. A área diante de mim era incrível. Com pequenas lâmpadas iluminando a borda da piscina e um jardim maravilhoso que rodeava o lugar. Caminhei lentamente para a piscina grande e tive uma visão perfeita da linda mulher dando voltas e nadando na água luminescente azul. Eu me senti um pouco culpada por vê-la sem o seu conhecimento e decidi me sentar em uma das cadeiras sob o grande conjunto de tendas. Eu precisava falar com ela, e sabia que não podia esperar. O ar estava um pouco frio, mas o grande conjunto de aquecedores ao longo da borda do pátio me mantinha longe do frio na maior parte. De onde me sentei, pude ver quando ela se aproximou do lado oposto, chutando para fora da borda para continuar a volta. Meus olhos estavam divididos entre a beleza da mulher na piscina, e as luzes cintilantes da cidade em torno de nós. O som do marulhar das águas chamou minha atenção e me sentei, minha respiração parou quando olhei o local de sua escalada para fora da piscina. A água corria em seu corpo, sua pele estava molhada brilhando à luz bruxuleante do fogo. Meu corpo parecia se mover para frente e eu rapidamente levantei da minha cadeira, segurando uma toalha branca e grossa de uma pilha perto da tenda. Ela usava um biquíni vermelho e azul que mostrava cada centímetro do corpo que eu já era praticamente obcecada a essa altura de tudo, o que me fez engolir seco ao me aproximar. Limpando a garganta para alertá-la da minha presença, fui recebido com uma expressão sombria. Ela pareceu surpresa ao me ver, mas não de um jeito bom. Meu peito apertou novamente quando uma memória breve de seu riso despreocupado nesta manhã contrastou com o olhar que ela usava em seu rosto agora. Eu ofereci-lhe a toalha e vi quando ela olhou para ela, esperando um momento antes de estender a mão e a pegar. – Obrigada. – Disse com seus olhos castanhos encontrando os meus novamente. – Eu preciso falar com você. – Comecei, uma estranha sensação de pavor me enchendo. E se fosse tarde demais? E se ela tivesse se cansado da minha aparente indecisão e bipolaridade? – O que temos para conversar? – Sua voz era seca e mostrou um traço de aborrecimento quando passou por mim indo em direção a um chuveiro prateado. Antes ela apanhou uma garrafa de água que tinha sobre a mesa e tomou um longo gole. Me virei para segui-la, ainda debatendo o que foi que eu quis dizer. – Sobre tudo. Sobre o que eu sinto por você. Sobre... eu não conseguir te tirar da minha cabeça um minu-... – Ela me interrompeu. – Isso não vai dar certo. Não. Ela não fugiria de mim de novo. Não voltaríamos à estaca zero outra vez. O seu próprio olhar conflitava com suas palavras. Eu finalmente podia ver que... ela gostava de mim também. – Eu farei isso dar certo, ou não me chamo Arizona Robbins. E eu iria convencê-la disso.
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