Não me Arrependo de Nada

3475 Palavras
Será que as coisas vão começar a se acertar..Talvez.. Espero que gostem.. Boa leitura a todos. Callie Torres P.O.V Eu não queria acordar. Eu estava quente e confortável naquela cama. Deus, aquela deveria ser a melhor cama de hotel que eu já havia dormido na vida. Claro, ter o corpo quente e cheiroso da mulher que literalmente, havia me feito perder o sono durante a noite, fazia a expressão "bom dia" ter outro significado. Óbvio, demorou uns bons cinco minutos para cair a ficha de que aquela era mesmo Arizona Robbins. Seu cabelo antes totalmente liso parecia uma bagunça de fios sobre o travesseiro branco, seus dedos correram sobre meu braço, seu sorriso pareceu iluminar todo o resto do quarto, bem como, minha mente com uma centena de imagens de tudo que havíamos feito noite passada. As coisas que ela me disse... p**a merda. Foi mesmo real. Meu ritmo cardíaco acelerou quando eu levantei um pouco a cabeça e me aproximei mais, do rosto mais fodidamente perfeito, que eu já havia tocado na vida. Seus dentes brancos, a linha do seu maxilar e a droga daqueles olhos, que não eram lindos apenas por serem claros, mas pela profundidade inebriante que existia neles. Tudo naquela mulher me fazia ofegante. Havia tanto de Arizona Robbins que eu ainda queria descobrir, embora essa minha exploração pudesse esperar o tempo que fosse, contanto, que ela mantivesse seu corpo nivelado junto ao meu, com as pernas entrelaçadas as minhas e com seus braços enrolados em volta da minha cintura. Ela ficou como eu pedi. Droga, eu estava sorrindo de volta como uma i****a, certo? Sim, eu estava. E, provavelmente ficando vermelha como um pimentão. Céus, eu sou mesmo patética. Como eu poderia estar corada na frente da mulher que já havia me visto completamente nua mais de uma vez, por um simples sorriso seu? Nunca em toda minha vida eu estive em um momento tão intenso com alguém que m*l me tocava, o que me fez lutar para controlar a minha respiração e não entrar em pânico. Eu estava totalmente ciente de cada centímetro de nossos corpos se tocando. Senti seu hálito quente flutuar sobre a minha pele e a batida forte do seu batimento cardíaco contra meu peito. Meus dedos queimavam para tocar ao longo de sua pele. Meus lábios doíam para pressionarem contra seu cabelo. Era demais. Ela era demais para mim. Algo mudou na noite passada e eu esperava estar pronta o suficiente para lidar com seus desdobramentos daquela mudança, mesmo que eu não soubesse ainda no que implicava essa mudança, embora ela já estivesse lá. Dava para sentir em cada movimento, cada toque, cada palavra e em cada beijo, como todos formavam momentos únicos. Meu sorriso se alargou um pouco mais ao perceber como ninguém jamais havia me feito sentir aquelas coisas, como se meu corpo tivesse sido feito para se ajustar ao seu. Como eu havia contado a ela (ou gritado, durante nossa discussão) eu até estive com outras mulheres, mas nada nem perto do que estava acontecendo entre a gente. Uma relação que às vezes beirava ao tóxico, mas que ao mesmo tempo, em momentos mudos como aquele, faziam-me sentir como se meu corpo estivesse deslizando um leito de rio onde fosse impossível mudar de curso. Aquela era a sensação de se apaixonar por Arizona Robbins: um curso inevitável. E pela primeira vez, eu não pensei em lutar contra aquilo. Durante algum momento em nossa troca silenciosa de carinhos, ela acabou pegando no sono novamente, o que me fez sair da cama para conseguir alguns minutos de reflexão durante um banho quente. O tapete branco do quarto estava repleto de roupas jogadas, com partes um tanto despedaçadas e ainda molhadas. Pisando sobre elas, eu continuei andando até que eu senti o chão de mármore frio debaixo dos meus pés. Fechando a porta com o mais suave clique, liguei a luz e olhei para o meu reflexo nu no espelho. Uou. Eu teria algum trabalho para esconder aqueles chupões no meu pescoço, antes de descer para o café da manhã. Também havia alguns arranhões quase imperceptíveis vermelhos que estavam espalhados ao longo do meu pescoço, ombros, peito e estômago. Olhando para baixo, eu corri meus dedos pela minha coxa. Sim, lá também. Meus m*****s endureceram quando recordei a sensação de seus lábios escovando ao longo de minha pele. Meu cabelo estava uma bagunça selvagem e confusa, e eu mordi o meu lábio quando me lembrei das suas mãos o torcendo. A maneira como ela me puxou para cada novo beijo, antes de... bem, antes de voltar para o meio das minhas pernas, não estavam exatamente ajudando na tarefa de sair dali depois de uma ducha rápida. Talvez, um banho gelado fosse uma opção melhor. Alcançando o meu shampoo e condicionador na minha bagagem de mão, abri a porta do box e parei atônica por um momento, deixando meu coração cair no meu estômago. Oh merda. Jogado em uma pilha, molhado no canto do chuveiro estava a p***a do último vestido caro que eu havia adquirido para a viagem e que deveria ser lavado a seco. – Mais que p***a! Curvando-me, eu o arrastei para fora do box diante de mim. Embora eu não tivesse certamente reclamado quando ela o rasgou de cima de mim na noite passada, eu não poderia deixar de querer me estapear enquanto relembrava a quantia que eu havia desperdiçado nele. Ou em todas as outras coisas que ela também tinha arruinado desse jeito. Se eu fosse mandar minha fatura de roupas para ela, certamente, eu receberia pelo menos um salário extra para compensar os prejuízos. Eu estava pensando seriamente em fazer um recibo descrevendo seus danos. Colocando-o sobre o balcão, fiz uma pausa, recordando dá conta que ela abriu para mim na La Perla. Eu brevemente considerei usá-la para lhe ensinar uma lição, embora eu tivesse noção de que para uma mulher podre de rica como ela, algumas roupas de marca não significariam valor nenhum ao se comparar com as demais contas do seu Império luxuoso. Óbvio, eu jamais cumpriria um pensamento absurdo daqueles, mesmo se eu estivesse falida. Ninguém nunca pagou minhas contas, e isso não mudaria agora. Interiormente ainda a xingando, eu pendurei o vestido no cabide de toalhas para secar e me virei para ligar o chuveiro. Deixando a água correr pelas minhas mãos, eu relembrei como a última noite havia começado. O ciúme não era algo que eu estava acostumada a sentir. No entanto, esta foi a segunda vez que esse sentimento tinha me levado a fazer algo totalmente explosivo. Pelo menos nós estávamos finalmente sendo totalmente honestas uma com a outra. Pela primeira vez desde que isto começou, senti como se eu tivesse uma visão mais clara de quem ela era. No calor do momento, eu tinha revelado coisas que eu guardava em segredo, mas foi bom finalmente dizer tudo isso em voz alta. A maior surpresa foi a reação dela. Eu me senti com medo e vulnerável, não mais capaz de lidar com as emoções que lutavam como um turbilhão dentro de mim. No entanto, ela me tranquilizou, relutantemente, me dizendo o que eu precisava ouvir. Ela me queria. Só a mim. Tanto quanto suas palavras me deixaram confusa, também me fizeram sentir tão segura! Mas aonde iriamos a partir daqui? Eu fiz uma careta, mais confusa do que nunca e ainda mais distante de uma resposta. Entrei no chuveiro quente, fechando os olhos, suspirei, sentindo um pouco da tensão do meu corpo. Minha mente, entretanto, não era tão fácil de acalmar. Não importava o que eu fizesse, eu não podia ver como isso poderia funcionar. Nós não poderíamos voltar atrás, mas eu não via como isso pudesse avançar tanto assim. O sexo era... indescritível. Além de qualquer coisa que eu nunca sequer imaginei. Mas tão forte quanto a nossa conexão física era, eu poderia viver apenas com isso? Só de pensar em voltar à forma que tinha sido na última noite, meu estômago vibrou. As coisas que ela disse, as coisas que fizemos... Mesmo que nossa cabeça não conseguisse entender o que estava entre nós duas, nossos corpos já sabiam tão bem. Desde o primeiro beijo eu soube que eu estava perdida. A sensação dos seus lábios nos meus, suas mãos na minha pele, era tudo que precisava para o meu autocontrole desde então desmoronar. E agora eu sabia que ela sentia a mesma coisa. Linhas foram cruzadas e as paredes foram quebradas, e eu não acreditava que pudessem ser restauradas. Ela não era mais a chefe babaca que eu tinha me acostumado. Algo cintilou e eu pude ver a mulher que seu pai respeitava, mulher que eu esperei encontrar dez meses atrás. Era a mulher... por quem eu estava me apaixonando. Mrs. Robbins e a Srta. Torres se foram. Éramos Callie e Arizona, e eu não podia acreditar como tão certo e verdadeiro isso parecia. Eu nunca tinha me sentindo tão fisicamente ligada em outra pessoa na minha vida. Ela tinha sido gentil, e nós provocamos e curtimos uma a outra pela primeira vez. Ela tinha feito eu me sentir... adorada. Sem perceber, minha mão tinha ido para o meu peito, onde meus dedos começaram a provocar o meu mamilo no caminho. Gemendo baixinho, lembrei-me dos sons quando ela gozou, as coisas más que ela sussurrou ao meu ouvido, e a força dela empurrando dentro e fora de mim. Fechei os olhos, sentindo a chuva de água quente sobre a minha pele quando a minha mão deslizou para o meu estômago até minha carne aquecida. Eu já estava escorregadia e eu mordi meus lábios, e gemi um pouco quando o meu dedo circulou a pele sensível. Eu engasguei quando um par de braços rodearam meu pescoço antes de me beijar com volúpia. Em seguida uma mão macia como um pedaço de veludo rodeou minha mão. – Oh, que tal se você me deixar ajudar com isso? – Com a voz rouca, Arizona sussurrou no meu ouvido. Um suspiro alto deixou meus lábios e eu me inclinei para ela, deixando cair a minha cabeça para trás contra seu ombro. – Em que você estava tão concentrada? Ela colocou um pequeno beijo contra meu pescoço molhado e usou seu nariz para inclinar ligeiramente a cabeça, dando-lhe um acesso melhor. – Em você. – Disse, com minha voz soprosa. – Na noite passada. – Mmmmm. – Seu suave gemido vibrou contra a minha pele quando ela começou a mover lentamente nossas mãos, nossos dedos provocando o meu c******s. – Eu estava pensando sobre isso também. Ela inclinou um pouco seu quadril contra minha b***a. – Mm, eu fiz isso com você, Calliope? – Ela deslizou as mãos pra baixo e roçou minha entrada, sentindo o tamanho da umidade ali, mesmo que a água do chuveiro atrapalhasse um pouco. – Oh Deus, Arizona! – Suspirei baixinho. Eu não sabia o que era melhor, as nossas mãos na minha pele ou o som de sua voz de seda dizendo meu nome. – p***a, eu adoro quando você diz meu nome. – Seus quadris começaram a se esfregar contra mim, à medida que seus dedos iam me provocando. Eu gemi enquanto ela posicionou as mãos, fazendo com que cada uma de nós escorregasse um dedo dentro de mim. Ela empurrou-nos ainda mais no interior e o momento era tão intenso que eu balançava levemente. Seu braço livre agarrou-me debaixo dos meus s***s, segurando-me a ela enquanto o polegar roçava a parte de baixo do meu mamilo. – Será que você está gostando, Calliope? Eu adoro estar dentro de você assim. Ela deslizou-nos mais profundo e começou a bombear para dentro e para fora. – Céus, Arizona. Oh porra... isso é tão bom. – Minha voz era fraca e ofegante quando o prazer ameaçou me oprimir. As coisas que esta mulher fazia comigo me deixava arbitrária e sem vergonha. Parecia que eu nunca poderia ter o suficiente. Nossos corpos molhados deslizavam facilmente um contra o outro, e eu virei minha cabeça para o lado contra o seu pescoço, gemendo alto quando o meu clímax se aproximou. Levantei o braço livre para seu cabelo, e puxei ela para um beijo profundo. Ela gemia na minha boca e eu sabia que ela estava gostando disso tanto quanto eu estava. – Eu sei que você está vindo, Callie, oh, eu posso sentir você quase lá. Cristo. O que havia na mão daquela mulher? Eu estava ficando desesperada, a pressão estava se construindo, e eu precisava de mais. Eu gemi com a perda de seu toque quando ela trouxe nossos dedos entrelaçados aos lábios, e lentamente deslizou-os em sua boca. Foi a coisa mais sexy que eu já vi, e eu não poderia ajudar com o som da vontade que me escapou. – Eu poderia te provar todos os dias pelo resto da minha vida e nunca me cansaria. Você sabia disso, não é Calliope? Tentei formar um pensamento coerente, mas todo o sentido parecia ter me deixado. Ela colocou os dedos na minha boca e os arrastou através de meus lábios. Joguei a minha língua para fora e seus olhos escureceram. – Diga-me que você não quer que eu pare. – Sussurrou tão perto da minha boca que eu não resisti e mordi seu lábio inferior com força. Eu nunca fui muito espalhafatosa durante o sexo, mas aquela mulher, literalmente, me fazia querer gritar de prazer. – Não pare. – Sussurrei. – Parece que tem alguém viciada aqui. Viciada nos meus toques, não é mesmo Calliope? Quem é a única que consegue te fazer ir no céu, hm? – É você. – Ofeguei. – Só você faz. Ainda em pé, ela me beijou mais devagar e sussurrou em minha boca: – Sim, somente eu. Deslizando minhas mãos na parede, eu deixei meus dedos arrastarem em seu peito, seus s***s fartos pesando em minha mão, o que fazia minha boca salivar como uma criança vendo uma propaganda de fast food. Seu corpo trazia aquele tipo de luxúria para o meu, e talvez, por isso, eu tivesse parado alguns instantes para analisá-la mais de perto. A curva de seus s***s, seu abdômen reto, coxas maravilhosas e... espera. Aquilo era uma tatuagem? – O que...? – Parei, atordoada. Eu m*l conseguia formar as palavras. Afastando-a um pouco, olhei ainda transpirado surpresa. Logo abaixo do osso de seu quadril tinha um círculo com uma elegante caligrafia escrita em francês. Como diabos eu não tinha visto isso? Me lembrei brevemente de todas as vezes que estivemos juntas. Nós sempre estávamos apressadas, ou no escuro, ou em um estado semi despido. Ela deve ter notado a minha expressão perplexa. – É apenas uma tatuagem. – Respondeu quase irônica. – Eu sei que é uma tatuagem, mas... – Eu estava tendo um momento difícil para pensar agora. – Como é que você... o que quer dizer? – Eu não podia acreditar que ela tinha uma tatuagem. Mrs. Seriedade tinha uma tatuagem do c*****o e era a coisa mais sexy que eu já tinha visto. Uma outra parte da mulher que eu pensei que conhecia e era fatal. – Je Ne Regrette Rienº °Não me arrependo de nada° De alguma forma eu ainda sabia que aquilo era francês, mas as palavras não eram mais tão familiares. Tive por alguns meses na faculdade uma colega de quarto de um programa de intercâmbio europeu, que morava em Paris, mas ela não ia tanto com a minha cara, então eu só havia apreendido os palavrões em francês para saber quando estava sendo xingada. – Tu es belle. Je Ne Regrette Rien. Meus olhos voaram para ela, uma onda de pura luxúria se espalhou por cada centímetro do meu corpo. Francês já era um idioma que seduz, agora, quando era dito por aquela droga de mulher linda, praticamente, parecia a língua dos deuses. No caso, do meu demônio particular. – O que você disse? – Ela também sorria como o demônio. p***a, eu queria que ela me fodesse de novo! – Je Ne Regrette Rien. Ela falou cada palavra lentamente, enfatizando cada sílaba. Minha cabeça caiu para trás, fechando os olhos enquanto eu deixava as palavras flutuarem sobre mim. Isso tinha que ser a merda da coisa mais sexy que eu já ouvi. Com isso e a tatuagem, eu estava tendo uma combustão espontânea. – p***a. Diga isso de novo. Ela se aproximou, seu hálito quente em meu ouvido e sussurrou novamente. – Je ne regrette rien. Você gosta disso, Calliope? – Ela virou e encaixou melhor nossos quadris. Concordei como se estivesse hipnotizada. – Diga outra coisa. – Meus p****s eram exigentes com cada respiração forçada, meus m*****s sensíveis contra os dela. Se curvando ligeiramente, com as mãos agarrou minha b***a ela levantou-me, permitindo-me enroscar as minhas pernas em torno dela. Ela me segurou com força, pressionando contra a parede, as suas palavras eram baixas e fortes em meu ouvido: – Tu esfaitepour moi. Eu não podia esperar mais. – O que está esperando pra me f***r de novo? Óbvio ela não hesitou e me puxou para fora do banheiro, o que deveria molhar o tapete outra vez. A cama nos esperava novamente. Foi o melhor segundo round que eu já havia tido. Uou. Havia algo que essa mulher não fazia? Ela era bilíngue e dava orgasmos matinais, praticamente perfeita, certo? – Nós provavelmente teremos que nos arrumar. – Disse quase à contragosto, já que eu conseguia ouvir meu celular vibrar de notificações em algum lugar da minha bolsa. Afinal, estamos ali para trabalhar e havia muito a ser feito naquele primeiro dia de conferência. – Certo. – Ela olhou ao redor, parecendo lembrar que não estava o próprio quarto. – Acho que vou precisar pegar algumas roupas, enquanto você, bem, termina o seu banho. Eu observei seu corpo maravilhoso puxar um dos roupões do armário luxuoso e se envolver. Ela puxou um par de chinelos e saiu do quarto como se estivesse indo até a piscina. Quase ronronei para que ela voltasse. Após alguns longos minutos consegui reunir a coragem para levantar da cama e tomar uma ducha decente e secar meu cabelo bagunçado. Após quase 40 minutos no banheiro, saí de lá apenas de toalha, mas com o cabelo impecável e a pele mais decente. Arizona por outro lado, já estava completamente arrumada sentada na minha cama, com o celular em mãos. Ela trocava mensagens com alguém que a fazia assumir seu ar sério de trabalho. – Pronta para o seu discurso hoje? Ela concordou com a cabeça deixando o aparelho de lado, analisando todo meu corpo enquanto eu abria minha mala em busca de alguma roupa decente para hoje. Encontrei um par de lingerie preta e um vestido social da mesma cor. Era tão elegante, quanto discreto, por isso deveria servir. Voltei para o quarto tentando fechar o vestido. Arizona apenas continuava a me observar do seu lugar na cama. Era impressionante como a vontade de amassar toda a sua roupa e borrar aquele batom vermelho era enorme ao vê-la naquelas roupas de trabalho. – Vai só me secar a manhã toda, ou também vai ter pena de mim com esse fecho? Ela sorriu de maneira breve e logo estava posicionada atrás de mim, fechado o vestido, enquanto nossa imagem refletia na superfície polida do espelho. Merda. Não dava para negar que nós fazíamos um casal que combinaria. – E em que exatamente você está pensando? – Ela estendeu a mão, movendo um pedaço da minha franja para atrás da minha orelha. Bastou o simples toque para fazer meu estômago saltar. – Que nós temos uma agenda a cumprir. E você? Ela se mudou um passo para mais perto de mim, colando nossos corpos. – Que você parece uma supermodelo. Você tem aquele rosto que faria milhares de fãs loucos por você, fazerem loucuras e ajoelharem em seus pés. – É mesmo? – Disse com uma risada irônica. Ela se fez de desentendida com um bico fofo nos lábios. Cristo, que vontade de virar de uma vez para ela e apenas a agarrar! – E eu seria sua fã número um. – Achei que ela tinha parado com os galanteios e flertes, entretanto, ela continuou. – Você me daria essa honra? De sair por aquela porta, sem perder o que encontramos neste quarto? Suas palavras simples me abalaram. Ela não estava se declarando em versos, ela não estava fazendo uma serenata, contudo, suas palavras conseguiram por si só mexer comigo muito mais do que qualquer outra demonstração extravagante de paixão. Eu tentei falar, mas sabia que não havia palavras que pudessem expressar os pensamentos e sentimentos em execução através de mim. Soltando um suspiro, eu trouxe as minhas mãos ao peito e balancei a cabeça em afirmação. Ela havia roubado todas as minhas palavras, assim como o meu coração.
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