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Faria de Novo: Um amor que sobrevive

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Sinopse

Enquanto Gabriel estava em coma, uma guerra silenciosa começou — e Helena foi a única que ficou.Ela poderia ter ido embora.Poderia ter deixado que homens perigosos resolvessem entre si.Poderia ter escolhido a própria segurança.Em vez disso, mentiu. Escondeu. Enfrentou.Fez coisas que jamais imaginou ser capaz de fazer.Agora Gabriel está de pé outra vez.E o passado que ela tentou manter enterrado começa a bater à porta.Há segredos que protegem.Há verdades que matam.E quando ele descobrir até onde Helena foi para salvá-lo, talvez precise decidir se o amor deles sobrevive à revelação.Porque amar Gabriel nunca foi seguro.Mas, se precisasse escolher outra vez…Helena faria de novo.

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Gabriel
O escritório cheirava a café forte e papel recém-impresso. Do lado de fora, a cidade já vibrava com o Carnaval, mas ali dentro só existia disciplina. — Marcos e Adriano, vocês vão para a boate Feitiço. — Encarei ambos. — Sabem como o dono de lá é. Façam o serviço e não se metam em problemas. — Fica tranquilo, chefe. É Carnaval. — Marcos piscou. Eu quase sorri. — Tranquilo é uma palavra que não existe no meu vocabulário. Alguns riram. — Lúcio e Fabrício, Bar do Muvuca. Meu olhar parou nele. Lúcio estava quieto demais. Silencioso demais. Quem conhecia aquele homem sabia que ele não passava cinco minutos sem fazer piada. — Os outros vão para o sambódromo. São dez. Andem em dupla. Não andem sozinhos. E não banquem heróis. Entendido? Eles bateram continência, imitando meu passado militar. — Sim, senhor! A sala esvaziou-se em meio a risadas. Menos Lúcio. — Lúcio. Fica. A porta fechou com um clique seco. O barulho ecoou mais do que deveria. — O que está acontecendo? — perguntei. — Você está estranho. Ele passou a mão no rosto. Nervoso. Isso não era comum. — Eu só estou cansado. Não gosto dessa época do ano. As pessoas acham que podem fazer qualquer besteira. — Sei que tem mais. Silêncio. O tipo de silêncio que antecede desastre. — Descobri umas coisas… — ele falou baixo. — E estou investigando. Se for verdade… a firma vai estar no meio do fogo cruzado. Senti o estômago endurecer. — A minha firma? Por quê? O que você descobriu? — Calma. Eu ainda não tenho provas. Não gosto de falar sem ter certeza. — É o meu nome, Lúcio. Ele me encarou. E ali estava algo que eu nunca havia visto antes. Medo. — Justamente por isso. Somos amigos desde o Iraque. Eu não vou deixar nada respingar em você. O ar ficou pesado. E naquele momento tive certeza de duas coisas: Ele estava escondendo algo. E aquilo era grande. Grande o suficiente para fazê-lo parar de fazer piadas. — A primeira noite de Carnaval nunca é tranquila. Passei de ponto em ponto como sempre faço. Não confio em relatórios. Confio nos meus olhos. Primeiro a boate Feitiço. Cumprimentei o segurança da porta com um aceno discreto. Lá dentro, luzes roxas, cheiro de álcool caro e perfume doce demais. Marcos e Adriano estavam atentos. Algumas mulheres olharam. Sempre olham. Altura, postura, cicatrizes invisíveis. A farda saiu de mim, mas nunca saiu de dentro. Mas naquela noite eu não queria distração. Estava inquieto. Passei no sambódromo improvisado. Gente demais. Música vibrando no peito. Só fui embora após verificar cada um dos meus homens. Já era madrugada quando cheguei ao Bar do Muvuca. E ali não tinha festa. Tinha caos. Gente gritando. Cadeiras viradas. Copos quebrados. E homens. Vários homens. Batendo em alguém no chão. Meu estômago gelou. Onde estavam meus seguranças? Aproximei. E então vi. Lúcio. Imóvel. Sangue na testa. E os golpes continuavam. Não pensei. Entrei no meio. — CHEGA! Arma em punho. Os homens se afastaram alguns passos. Não muito. Tinham bebida demais no sangue e coragem demais emprestada. Outro homem era segurado por dois sujeitos maiores, não sei se para ajudar ou atrapalhar. Ele tentava avançar. Eu já estava ligando para a polícia e para a ambulância. — Saiam daqui agora ou vão todos para a cadeia. O homem cuspiu no chão. — Foi ele quem começou. Mexeu com a minha mulher. Olhei para Lúcio. Inconsciente. Conheço aquele homem há anos. Ele pode ser impulsivo. Mas não é burro. E aquela versão estava limpa demais. Perfeita demais. — Você é policial, não é? — disse baixo, observando a postura, o corte de cabelo, a forma como os outros se posicionavam ao redor dele. O sorriso dele foi pequeno. — À paisana. Capitão Rocha/Narcóticos. Claro que era. A sirene começou a se aproximar. E ali, no meio da sujeira e da música que ainda tocava como se nada tivesse acontecido… Eu soube. Aquilo não havia sido só uma briga. Os paramédicos se ajoelharam ao lado de Lúcio, o colocaram na maca e foram em direção à ambulância. Eu queria ir junto. Mas fiquei. Porque naquele momento eu não era amigo. Eu era dono da firma. O tal capitão já tinha recuperado a postura. Camisa aberta no peito, sem um arranhão. Conveniente. Uma mulher apareceu ao lado dele. Cabelo perfeito demais para quem teria acabado de se envolver numa briga. — Ele mexeu comigo — ela disse, segurando o braço do policial. — Foi desrespeitoso. A voz dela não tremia. Nada ali parecia improvisado. Fabrício, que deveria estar ajudando Lúcio, apareceu vindo de dentro do bar. — E você viu? — perguntei, olhando diretamente para ele. Ele estava parado próximo à porta. Sem sangue. Nem marca. Sem nada. — Eu… eu não vi nada, chefe. Havia ido ao banheiro, quando cheguei, já estavam brigando. Mentira. Ou medo. Olhei de novo para o policial. — Seu segurança começou. Eu só reagi. Reagiu? Contra um homem sozinho? Com cinco? As luzes do bar piscavam. A música ainda tocava. Ninguém parecia disposto a ser testemunha. A ambulância fechou as portas. Mas antes de fechar, vi a cabeça do Lúcio cair para o lado. Aquele movimento ficou gravado na minha mente. — Vamos apurar tudo — o policial disse, ajeitando o relógio. — Mas aconselho que controle melhor seus funcionários. Controle melhor. Eu só assenti. Mas, por dentro, algo já estava girando. Algo não encaixava. Lúcio não faria aquilo. E aquela mulher… Parecia ensaiada. E meu funcionário parecia cúmplice, vou ter que descobrir o que aconteceu aqui de verdade.

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