CAPÍTULO 03 — DEAD

3294 Palavras
— Eu vou matar você, Owen! É apenas questão de tempo, mas você é um homem morto andando! — Grito tentando levantar da cama, mas meu corpo ainda reclama e torno a despencar no travesseiro com a mão no estômago e fazendo uma carranca. — Devia ter pensado nisso antes de matar o padre. — Devia ter pensado nisso antes de me trazer para a paróquia. Você ouviu as merdas que saíram da sua boca? É impossível! — Estou fazendo o que posso para te ajudar, mas você não colabora. — Insiste. Sorrio irônico. Ele realmente acredita nessa idiotice. É o pior plano que eu já ouvi na minha vida, até para mim que ajo por impulso e não costumo pensar tanto, e fora que já ouvi diversas estratégias na minha vida. De todas, essa foi a pior. A única coisa que ele fez de útil é ter conseguido a confirmação visual da minha morte. Com ele me apoiando fomos até o beco que tudo aconteceu e tiramos uma foto convincente minha. Se tudo der errado, podemos entrar para o ramo da atuação. — Então você roubou a identidade do padre assassinado e quer que eu assuma o lugar dele? — Pergunto retoricamente. — Olhe para mim, filho de uma p**a! Tenho cara de enviado de Deus? — Não, não mesmo. — Concorda. — Mas se pentear esse cabelo, cobrir as tatuagens e colocar a roupa dele, é possível que acreditem. Você é o Príncipe da máfia, agora Rei já que seu pai está morto, fala muitos idiomas. Vai tirar de letra, Dead. — Me dê paciência, Satanás. — Reviro os olhos. Se eu pedir a Deus, ele não me dará, então Satanás é minha última opção. Owen pode agradecer por eu estar nessa cama, porque mesmo com ele tentando me ajudar eu não teria tido paciência para aturar essas asneiras por muito tempo. O filho da mãe tirou a minha arma. Onde está a minha adaga? Eu ainda posso lança-la. — Para começar, é melhor parar de fazer pedidos ao capeta. — Primeiro, meu português é péssimo! É a minha pior língua. — Listo. — Segundo, que eu não tenho vocação para guiar ninguém a Deus. Terceiro, eu não vou me vestir com aquela p***a de saco preto. Quarto, não vou morar nesse buraco. Quinto, eu vou matar a primeira pessoa que vier falar de seus problemas para mim. — Primeiro, é sua chance de praticar melhor o idioma. — Eu o encaro feio. — E outra coisa que você não tem vocação é para ser burro, então largue sua teimosia e pense comigo. Todos acham que você está morto. Esse é o disfarce perfeito até você se recuperar e reunirmos o necessário para te entregar o poder novamente. Quem acharia que você virou um padre numa paróquia brasileira? Eu falsifiquei os documentos do padre Afonso, você tem identidade, histórico, tudo. Estaria completamente fora de suspeita, não tem uma pessoa no mundo que descobriria onde você está. — Afonso? Que p***a de nome é esse? — Foi só isso que você ouviu? Fico calado, detestando admitir que ele pode ter razão porque essa ideia ainda me parece absurda. Esse talvez seja o único lugar que eu teria o tempo que preciso para me recuperar sem que terminem o serviço, e para planejar com calma os próximos passos. Assim como eu não me imagino como um padre, outros também não farão isso. Não há lógica. — Eu preciso de você na Irlanda. — Eu o aviso, assumindo uma postura séria. — Você não teria motivos para ficar aqui, já que estou morto. Então, volte para casa, siga tudo como de costume e me passe todas as informações possíveis. Eu quero saber tudo, qualquer detalhe importante. Claro, vamos cuidar das interceptações, apenas linhas seguras. — Isso quer dizer que você aceitou? — Olhe para o meu estado, Owen. Foderam comigo, mataram o meu pai, estão tentando tomar a droga da minha organização. Eu não tenho escolha. Farei o que for preciso para recuperar o meu poder. — Explico. — Eu realmente sinto muito, mas não há outra opção. — Não sei ainda se é real a sinceridade que ele passa, mas não tenho mesmo outra opção. — Temos uma longa noite pela frente. Hoje foi um dia de luto na favela, foram muitas mortes. As pessoas estão assustadas, não saíram de casa, mas logo virão conhecer o novo padre, pedir oração e rezar pelos mortos. Precisamos preparar você. — Eu não consigo ficar de pé ainda. — Talvez seja bom, mais tempo antes de você assumir definitivamente a paróquia. Vamos dizer a verdade, pelo menos isso será a realidade. — Divulgaremos que eu me machuquei na noite da invasão. — Entendo rapidamente. — Exatamente. — Não foi uma ideia tão i****a dessa vez. O padre sendo atacado ao entrar na igreja em sua primeira noite, me dará um tempo bom. Será que tem algumas fiéis dispostas a cuidar de um bom homem? — Vai ter que controlar seu p*u por um tempo, Dead. — Me lança uma carranca, dou de ombros. — Não se preocupe. Puritanas não fazem meu tipo e estão longe de aceitar o tipo de coisa que eu gosto. — Tranquilizo. — Pobres moças. — Owen revira os olhos e traz uma maleta até a cama, onde ele coloca em meu colo e abre. — Alguns pertences do falecido. Estão a identidade, currículo, CPF, passaporte, histórico escolar, carteira de motorista e de trabalho, todo o tipo de documento que o país exige já falsificados com sua foto. Apenas esses são originais, essas folhas são informações sobre os outros lugares que o padre atuou. Para nosso próprio bem, Afonso também era estrangeiro. Ele era Italiano, sim, Roma, centro da Igreja católica. Trabalhou em vários países mesmo tendo quase a sua idade, Espanha, França, África e agora seria sua primeira vez no Brasil. Ele costumava fazer esse tipo de serviço, cuidar de uma paróquia para substituir padres antigos. Como o daqui morreu, ele estava chegando ontem para assumir a o lugar como interino. — O famoso tapa buraco. — É por aí. — Sorri. — Mas o homem era um santo. Faça jus, por favor. Aí tem inclusive alguns sermões que ele usava, você pode decorar e usar aos domingos que é quando acontecem as missas. Nos outros dias, basta você ficar no confessionário e ouvir, ou fingir que está ouvindo, tanto faz. Depois diga que a pessoa deve rezar alguma oração algumas vezes e que Deus os perdoará. Não vai ser tão difícil, será o suficiente pelo tempo que precisarmos. — Tenho certeza que não, eu nasci para fazer isso. — Ironizo. — Ao menos esses sermões vão ser úteis. Tem os das missas normais de domingo, missa de sétimo dia para quando alguém for ser enterrado e por aí vai. — Também tem a bíblia do falecido, está em Italiano, idioma natal dele. — Explica. Eu falo muitos idiomas. Para comandar a Anord, o que eu faria um dia, ou mesmo participar das missões e formar parcerias em outros países foi necessário aprender. Fora que eu sempre gostei de estudar, conhecer culturas, foi como unir o útil ao agradável. Poucos são os que eu não sou fluente, mas apenas porque não me dediquei. Aprendi o português mas como não é muito necessário usar, acabei ficando enferrujado. Mas eu consigo entender e falar normalmente, com algum sotaque. Porém, nada como sua língua materna. Essa coisa de ler em Italiano e falar em português, me parece complicado. — Consegue me arrumar uma em português ou inglês? Vai ser mais fácil para mim se puder ler no próprio idioma deles ou fazer a tradução direto do inglês. — Explico. — Inglês, está na mão. — Ele tira uma bíblia da gaveta da mesa de cabeceira e me entrega. Franzo o cenho, pensando em como isso foi parar lá. — O que foi? Você tem dormido muito e eu tive muito trabalho hoje. Amanhã eu procuro uma tradução católica em português. — Por que está fazendo isso? — Sou direto. Eu não prometi nada a Owen, nenhum poder caso eu me torne o Don da maior máfia irlandesa. Pior ainda, quando ele começou a me ajudar, eu não tinha certeza nem que ia sobreviver. Ele está me apoiando mais que Mota, meu braço direito. — Por que está do meu lado, me ajudando? — Eu sou leal a Anord. Não é motivo suficiente? Acredito que traição é repulsivo, atirar pelas costas, tramar, tudo isso é nojento. Você é nosso Don por direito depois do seu pai, por isso, eu serei leal a você até o fim. — Garante. Eu apenas assinto com a cabeça, satisfeito com a resposta por hora. Depois do que eu passei, da covardia que me fizeram, é difícil crer em palavras. Mas eu sei que o futuro vai mostrar o lado correto e único que posso confiar. Quando isso acontecer, eu apresentarei a morte a qualquer traidor. Por enquanto, é melhor manter Mota no escuro. Todos sabem que ele é o que tem uma ligação maior comigo, qualquer passo em falso dele, podem chegar até mim. Ou, podem torturá-lo até ele não aguentar e soltar as informações. Já o Owen, nunca chamou a atenção. Ele é aquele invisível, um bom soldado em campo, mas, costuma ficar no canto. Nem deram falta dele na Irlanda, acreditam que ele está lá, fora da Anord, mas no país. Owen passou minha foto através de outra linha, canais seguros, para não descobrirem que veio dele. Então, não há perigo de alguém procurá-lo por informações. O homem m*l fala, parece que foi ontem que eu ouvi a voz dele pela primeira vez e para falar a verdade, estou impressionado com a efetividade e competência dele. Passamos a noite organizando tudo que falta, qualquer ponta solta. Owen me comprou roupas “comportadas” para os momentos que eu não estiver na paróquia. Nada muito justo e um estilo mais barato e simples, a maioria social, mas sem ternos, apenas camisa e calça. Durante a noite ele as organiza no guarda roupa pequeno, junto com algumas batinas. Ele retirou uma do corpo do falecido, lavou e trouxe de volta, mas o tal Afonso também tinha algumas na sacola única que carregava. Eu sei que aquele troço é longo, mas não tenho certeza que vai caber em mim tanto pelo comprimento como também na largura. Não sei se um padre com batina apertando os músculos seja muito comum, mas isso eu penso depois. Como não posso levantar, me pergunto o que farei quando Owen for embora, para tomar banho e ir ao banheiro, ou qualquer coisa que eu precise levantar. — Eu resolvo o que faltou amanhã pela manhã. Assim que terminar, vou fretar um jato para a Irlanda. — Explica. — Falando nisso, eu não posso mexer nas minhas contas já que estou morto. Preciso de renda. — Lembro. — Verdade. — Anui. — Eu deixei essa passar. Mas isso é fácil, você é o Afonso agora. Consigo acesso as contas dele para você e vou transferindo por moeda irrastreável. — Você será bem recompensado. — Você pensou que tinha outra opção? Pobre homem. — Gargalho. — Preciso arrumar alguém confiável para ficar cuidando de você. Curativo, banhos, dar assistência. A pessoa verá suas tatuagens, por isso, pense bem. Alguma sugestão? — O médico. — Não preciso pensar tanto. Sem mais pessoas envolvidas nisso. — Ele já sabe que há algo errado aqui, é frouxo demais para dar com a língua nos dentes já que morre de medo de mim mesmo quase inválido. Pague-o bem para que mude a rotina e fique de prontidão para me auxiliar. — Ótimo. — Aceita. — Então acho que é isso. Coloquei a maquiagem necessária para cobrir as tatuagens na gaveta da mesa de cabeceira. — Então acho que é isso. Assim que eu me recuperar, começamos a trabalhar na retaliação. Até lá, vamos atrasa-los. Sabe o que fazer. — Vou resolver tudo na Irlanda. Qualquer movimento, você saberá. — Assinto. As noites são difíceis com as dores no meu corpo. Além disso, cada vez que fecho os olhos vejo meu pai com uma bala na testa. Não derramei lágrimas, mas meu coração derramou sangue como se uma mão o espremesse e o fizesse transbordar. Tudo isso voltou em forma de ódio em minhas veias. Meu desejo de vingança é maior que o que eu posso fazer no momento. Poucas são as horas que consigo dormir. Pela manhã, bem cedo, Owen saiu para resolver tudo que faltou. Como eu pensei antes, o homem realmente é competente e sabe o que está fazendo. Ele consegue fazer o médico aceitar cuidar de mim, assim como acesso as contas do padre falecido, a bíblia em português e sumir com o meu carro. Quando retorna, não pode demorar muito mais aqui. Tempo é precioso quando precisamos proteger o meu disfarce e a ligação de Owen comigo. — Cuidado. Todos os traidores estarão na Irlanda. — Aviso. — Não confie em ninguém. Apenas Mota é confiável mas eu o quero fora dessa. — Por que confia tanto nele? — Por que eu estou confiando em você? Porque está me ajudando. Mota fez isso muitas vezes. Se quisesse me matar, ou a meu pai, já teria feito. — Explico. — Talvez estivesse esperando o momento certo, conseguir separar vocês dois. — Ele insiste. — O que está tentando fazer, Owen? Eu sou leal a quem me é leal. — Reforço. — Você está começando a ser meu apoio tem dois dias, Mota faz isso há dez anos. Não vou colocar um homem que foi meu braço direito na berlinda. — Você é quem sabe. — Dá de ombros. — Arma, celular irrastreável com tudo que precisa, pessoa para cuidar de você, pontas soltas, algemas, munição, e alguns materiais para emergência, tudo resolvido. Agora é com você. Tente não matar ninguém sem ter condições de desovar o corpo. — Não fique sentimental. Até logo, parceiro. Owen vai embora, me deixando sozinho nesse buraco horroroso. O quarto minúsculo cheira a mofo, meus pés ficam no ar do lado de fora da cama que parece um berço para mim. Sem ninguém para conversar, sem nada para fazer e nem poder levantar o dia passa de forma lenta até chegar a tardinha, quando o médico vem até mim. Almocei antes do meu parceiro ir embora, então só voltei a comer agora pela tarde. Sou alimentado, ele me ajuda a tomar banho e cuida dos meus machucados, refazendo os curativos. — Vou te chamar de Toquinho, pode ser? Eu não preciso saber seu nome mas já que temos um longo período pela frente para passarmos juntos, é melhor deixar as formalidades de lado. Que tal esse apelido, Toquinho? — Consigo ver as mãos dele tremendo. Como eu disse, é um homem baixinho. Não tenho muito conhecimento sobre ele para arrumar outra coisa. Creio que é melhor chamar de “Toquinho” que de “Parkinson”, do tanto que ele treme. — Tu... tudo bem. — Gagueja. — Pode parar de tremer, Toquinho. Vamos fazer um trato, você não me trai e eu não te mato. Pode confiar, sou um criminoso mas não sou mentiroso. Sou um homem de palavra, espero que você seja também. — Já que serei obrigado a suporta-lo, ao menos que ele não fique tremendo toda vez que olhar para mim. Isso já está me irritando. — O que acha? — Eu não vou trai-lo. — Engole seco. — Isso é bom. Honre sua palavra e eu honrarei a minha. — Reafirmo. — Caso contrário... Você já viu que eu sou meio louco, não é? Não tente a sua sorte. — Tem minha palavra, estou sob juramento médico de privacidade do paciente. — Fala um pouco mais. — Então já que estamos entendidos, relaxe. Preciso de sua ajuda com mais uma coisa antes que vá embora. — Peço que ele cubra minhas tatuagens visíveis com a maquiagem. Estou de calça e coberto da cintura para baixo, mas meu torço está nu por conta dos machucados. A paróquia ainda não vai abrir, mas gostaria de ver como vou ficar com a maquiagem escondendo minhas pinturas, se isso vai funcionar. Gosto de ser planejado. Caso isso não esconda totalmente, arrumarei outra forma de esconde-las. Mas a maquiagem cobre totalmente a tribal em meu braço esquerdo, assim como a rosa logo acima. Do outro lado, meu antebraço tem uma pintura abstrata, seguida para minha mão que carrega a minha tatuagem preferida, asas que marcam minha mão direita. Nos dedos, tenho cifrões nas duas mãos. Na mão esquerda, tenho uma rosa parecida com a do braço. No meu tronco, há uma caveira desenhada tomando todo o espaço. Essas são as visíveis, que para minha surpresa, ficam bem cobertas com base, corretivo e pó, como me foi explicado. Tenho uma asa pintada nas costas, pouco abaixo do pescoço. Na coxa direita, uma garra felina e em minha virilha, uma chave. Sim, uma chave. Isso porque está bem perto da chave mestra que faz qualquer fechadura se abrir. O doutor vai embora quando já está escurecendo mas deixa uma sopa preparada na mesa de cabeceira ao meu lado, para mais tarde. Pego o celular e começo a conhecer um pouco melhor, passo pelos contatos que tenho, a conta do Afonso. Estou estudando um pouco sobre o português quando ouço batidas fracas na porta. Toquinho voltou? — Entre. — Ordeno, mas meu corpo se tensiona inteiro em alerta quando outra pessoa passa pela porta do quartinho. É uma mulher. Olho para os lados, buscando minha arma, mas está guardada na gaveta. “Tente não matar ninguém sem ter condições de desovar o corpo.” – Lembro das palavras de Owen. Mais calmo, trago minha atenção até ela. É apenas uma menina, pequena, magra, exalando juventude. Cheirando a leite como dizem. Ela realmente parece feita de leite pela pele branca e aparentemente macia. Eu a analiso, belíssima. Mais parece um anjo que humana, aparecendo logo para mim, que não sou muito amigo dos anjos. Vestida em um vestidinho branco, solto e longo, com mangas presas no ombro e uma cintura que tenho certeza que minhas mãos a envolveriam facilmente. Seu rosto foi esculpido, pela primeira vez me chamando a atenção de início. Eu sempre costumo ter meus olhos atraídos para os p****s, ou para bundas redondas. Mas no caso dela, o nariz fino me impressiona, os olhos azuis enormes parecendo o céu, transbordando inocência e ingenuidade. Sua boca é... c*****o. Sua boca faz meu p*u doer na cueca e eu imagino arranca-la desse vestido que cobre tanto do seu corpo, colocá-la de joelhos e enfiar meu c****e em sua garganta. Quero que ela me olhe inocente quando deitar na cama do d***o e tremer nos braços dele. Segurar firme esses cabelos castanhos, longos, que são lisos porém cheios, e fazer seu corpo encurvar em um posição desconfortável. Desejo marcar sua pele cheirando a leite. Mas tudo que posso fazer, é assisti-la. Nenhum de nós ousa abrir a boca primeiro. O silêncio reina. Eu não posso dizer nada sem saber o que passa na cabeça dela, não posso arriscar, há muito em jogo aqui. O corado que ela tinha nas bochechas quando adentrou o quarto, desapareceu quando seus olhos me viram. É como se ela visse um fantasma. Será que essa fruta suculenta havia conhecido o padre Afonso? Ela sabe que eu não sou a pessoa que provavelmente procurava? Por qual outro motivo ela me olharia assim? Suas mãos apertam a tigela que traz consigo, como se por pouco não tivesse deixado cair. Com lágrimas nos olhos, noto ela fitar minha mão direita. O que ela procura aqui?
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR