POV DANTE LEONE O asfalto de Costa da Lua sumia sob os pneus da viatura. Eu não dirigia; eu caçava. Meus dedos apertavam o volante com tanta força que o couro gemia. O sangue seco de Chiara descascava sob minhas unhas. — Ele vai estar lá. Ele vai estar lá — eu rosnava para o para-brisa, as luzes das sirenes tingindo o mundo de um roxo doentio. A mensagem no celular era um chicote. O assassino queria plateia para o ato final. Pisei no freio diante da emergência do Hospital Central. O carro ainda derrapava quando me joguei para fora, a porta batendo contra um hidrante. — POLÍCIA! AFASTEM! — Meu rugido limpou o caminho. Entrei no pronto-socorro como uma bala de canhão. O cheiro de éter e medo me atingiu em cheio. — Onde ela está? A mulher que acabou de dar entrada! Chiara Leone! — ag

