Capitulo sete (continuação)

716 Palavras
A dor de cabeça ainda não havia passado. Cassie esfregava os olhos, sonolenta e bem cansada. Nem os cochilos em sua mesa davam certo. Sempre sonhava com Karol chegando a sua porta e acordava esperançosa. Os últimos dias tem sido difíceis e nem a cafeína tem a deixado melhor. Sem nenhuma notícia da parceira e amiga, Cassie sentiu-se derrotada, com o pensamento de que ela não ia mais voltar. Seu coração chegava a apertar de angústia ao pensar que Karoline havia morrido e a deixado. Até o interesse em pesquisar mais sobre o agente do FBI à duas salas da sua, ela desistiu. Levantou – se da cadeira e foi até a janela. Queria poder fechar os olhos e tudo aquilo terminasse de um jeito feliz. Queria sua amiga de volta, onde a durona Karoline Graves brigasse com todos por estar a procura dela ou mesmo brigando com todos pela demora da investigação. Um sorriso apareceu nos lábios da morena, assim como a lágrima que escorreu de seus olhos. Seu celular tocou, tirando – a de seus pensamentos. O número era desconhecido. Poderia ser Raymmond, ele também estava ajudando de onde estava. - Alô? -Ahn... Creio eu que você saiba quem é. Cassie franziu o cenho. - Na verdade, não. Houve um minuto de silêncio, mas pode escutar a voz engolir saliva. - Bom, então você vai ser primeira a saber que eu não morri na execução. Fora Karoline. Cassie ficou surpresa. - Sebastian? Como? – Perguntou baixo, olhando para a porta. - É uma longa história, mas eu não liguei para isso. – Mais uma pausa. – Eu liguei pra dizer que Karoline está no hospital de Mahattan. Ela pediu que eu te chamasse e apenas a você. Mais uma vez, a surpresa tomou conta da morena. - O que? Você esteve com ela esse tempo todo? Seu desgraçado, o que pensou que estava fazendo? Eu vou te prender e quero ver escapar... Sebastian riu, mas de diversão. -Bem que ela disse que reagiria assim, mas estou pronto pra explicar o porquê de tudo e sei que a ruiva também quer explicar. Cassie ficou desconfiada. - Como ela está? O que ela tem? - Ela está desidratada apenas. Já recebeu soro e está se recuperando. Então não tem o que temer. - Eu juro que te mato. - Estarei esperando. – E assim ele desligou. *** Na sala de Karoline, Theodore tinha a cabeça encostada na poltrona, onde tentava descansar. Estava também movido a cafeína como todos no departamento e seu corpo acabou amolecendo de cansaço. Seu celular tocou e ele atendeu. - Alguma novidade? Ajeitou – se na cadeira. - Não senhor. Eu realmente estou começando a crer que essa menina não está mais entre nós. Uma pequena pausa do outro lado. - Se ela não está, precisamos de provas que ela não tenha dito ou escrito nada a nosso respeito, Theo. Os olhos dele fitaram um ponto da porta, enigmáticos. - Eu posso fazer uma varredura na casa dela. Eu deixo tudo em ordem. - E se ela contou a alguém? - Eu duvido, senhor. Se fosse a alguém, seria apenas a parceira dela, mas a garota continua a colocar todos a loucura no departamento. Se soubesse de algo, ela mesmo iria atrás. Um suspiro do outro lado da linha. - Então faça o que tenha de fazer para garantir a nossa segurança, Theo. Karoline precisa sumir de vez. -Sim senhor. E se levantou, indo até a porta com o celular no ouvido quando viu Cassie passando pela meio dos agentes. Theodore pode escutar o que ela disse a um deles. - Karoline está no hospital de Mahattan. Eu vou atras dela e preparem reforços. Parece que alguém voltou dos mortos e eu vou atrás dele. Ele cerrou o cenho, vendo a morena se distanciar e sair da porta. - Senhor, acho que a garota foi encontrada. Estou vendo Storm indo para o hospital de Mahattan, mas ela disse que alguém voltou dos mortos e estava indo atrás dele. Houve um silêncio do outro lado por longos minutos. E depois a ordem era concreta. - Independente do que ela falou, vá ao hospital e limpe tudo. Ninguém envolvido conosco sai vivo de lá. Os olhos de Theodore ficaram mais frios. -Sim senhor. ***
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