A dor de cabeça ainda não havia passado. Cassie esfregava os olhos, sonolenta e bem cansada. Nem os cochilos em sua mesa davam certo. Sempre sonhava com Karol chegando a sua porta e acordava esperançosa.
Os últimos dias tem sido difíceis e nem a cafeína tem a deixado melhor. Sem nenhuma notícia da parceira e amiga, Cassie sentiu-se derrotada, com o pensamento de que ela não ia mais voltar. Seu coração chegava a apertar de angústia ao pensar que Karoline havia morrido e a deixado. Até o interesse em pesquisar mais sobre o agente do FBI à duas salas da sua, ela desistiu.
Levantou – se da cadeira e foi até a janela. Queria poder fechar os olhos e tudo aquilo terminasse de um jeito feliz. Queria sua amiga de volta, onde a durona Karoline Graves brigasse com todos por estar a procura dela ou mesmo brigando com todos pela demora da investigação. Um sorriso apareceu nos lábios da morena, assim como a lágrima que escorreu de seus olhos.
Seu celular tocou, tirando – a de seus pensamentos. O número era desconhecido. Poderia ser Raymmond, ele também estava ajudando de onde estava.
- Alô?
-Ahn... Creio eu que você saiba quem é.
Cassie franziu o cenho.
- Na verdade, não.
Houve um minuto de silêncio, mas pode escutar a voz engolir saliva.
- Bom, então você vai ser primeira a saber que eu não morri na execução. Fora Karoline.
Cassie ficou surpresa.
- Sebastian? Como? – Perguntou baixo, olhando para a porta.
- É uma longa história, mas eu não liguei para isso. – Mais uma pausa. – Eu liguei pra dizer que Karoline está no hospital de Mahattan. Ela pediu que eu te chamasse e apenas a você.
Mais uma vez, a surpresa tomou conta da morena.
- O que? Você esteve com ela esse tempo todo? Seu desgraçado, o que pensou que estava fazendo? Eu vou te prender e quero ver escapar...
Sebastian riu, mas de diversão.
-Bem que ela disse que reagiria assim, mas estou pronto pra explicar o porquê de tudo e sei que a ruiva também quer explicar.
Cassie ficou desconfiada.
- Como ela está? O que ela tem?
- Ela está desidratada apenas. Já recebeu soro e está se recuperando. Então não tem o que temer.
- Eu juro que te mato.
- Estarei esperando. – E assim ele desligou.
***
Na sala de Karoline, Theodore tinha a cabeça encostada na poltrona, onde tentava descansar. Estava também movido a cafeína como todos no departamento e seu corpo acabou amolecendo de cansaço. Seu celular tocou e ele atendeu.
- Alguma novidade?
Ajeitou – se na cadeira.
- Não senhor. Eu realmente estou começando a crer que essa menina não está mais entre nós.
Uma pequena pausa do outro lado.
- Se ela não está, precisamos de provas que ela não tenha dito ou escrito nada a nosso respeito, Theo.
Os olhos dele fitaram um ponto da porta, enigmáticos.
- Eu posso fazer uma varredura na casa dela. Eu deixo tudo em ordem.
- E se ela contou a alguém?
- Eu duvido, senhor. Se fosse a alguém, seria apenas a parceira dela, mas a garota continua a colocar todos a loucura no departamento. Se soubesse de algo, ela mesmo iria atrás.
Um suspiro do outro lado da linha.
- Então faça o que tenha de fazer para garantir a nossa segurança, Theo. Karoline precisa sumir de vez.
-Sim senhor.
E se levantou, indo até a porta com o celular no ouvido quando viu Cassie passando pela meio dos agentes. Theodore pode escutar o que ela disse a um deles.
- Karoline está no hospital de Mahattan. Eu vou atras dela e preparem reforços. Parece que alguém voltou dos mortos e eu vou atrás dele.
Ele cerrou o cenho, vendo a morena se distanciar e sair da porta.
- Senhor, acho que a garota foi encontrada. Estou vendo Storm indo para o hospital de Mahattan, mas ela disse que alguém voltou dos mortos e estava indo atrás dele.
Houve um silêncio do outro lado por longos minutos. E depois a ordem era concreta.
- Independente do que ela falou, vá ao hospital e limpe tudo. Ninguém envolvido conosco sai vivo de lá.
Os olhos de Theodore ficaram mais frios.
-Sim senhor.
***