Isadora narrando O caminho até o barraco foi curto, mas parecia interminável. Eu andava com passos pequenos, tropeçando no chão irregular, enquanto um dos homens me puxava pelo braço sem delicadeza. As casas eram apertadas, construídas uma em cima da outra, e as vozes da rua sumiam conforme ele me levava pra um canto mais isolado. Entramos num barraco simples. Tinha uma cama de solteiro encostada na parede, uma mesinha com duas cadeiras velhas e, num canto, uma porta de madeira meio torta, que devia ser o banheiro. Pela fresta, vi um vaso sanitário e um chuveiro pendurado. Era tudo muito pequeno e abafado, com cheiro de umidade. Homem : Entra aí, fica quieta e não faz gracinha. Isadora : Tá... eu não vou fazer nada... Minha voz saiu fraca, tremida. Obedeci e entrei, os olhos varrendo

