Dante Narrando A reunião foi firme. Cada cabeça saiu com a missão na mente e o sangue no olho. O baile tá marcado, os moleques tão alinhados, e quem tentou bagunçar vai sentir o peso da resposta. Mas agora… agora era hora de voltar pro barraco. Porque por mais que o corre seja constante, tem coisa que acalma, e pra mim, é Samanta. Saí do ponto com o passo firme, arma na cintura e pensamento longe. A rua tava escura, mas o morro tava em silêncio respeitoso. Os moleques do alto deram o salve quando passei, e eu só acenei com a cabeça. Hoje não era dia de conversa, era dia de recolher. Cheguei na porta do barraco e já senti o cheiro. Arroz soltinho, carne com molho, aquele tempero que só ela sabe fazer. Sorri de canto, porque só de sentir o cheiro, já sabia: ela tava me esperando. Entrei

