O chamado

1170 Palavras

Dante Narrando O sol já tava alto quando eu desci pro ponto da boca. A madrugada tinha sido longa demais, pesada demais. A imagem da Luna me olhando como se eu fosse um estranho ainda rodava na minha cabeça. Não tem tiro, não tem ameaça de polícia que mexa mais comigo que aquilo. Fiquei na calçada, fingindo acompanhar o movimento dos moleques, mas minha mente tava longe. Era estranho, porque aqui no morro eu sempre tive resposta pra tudo: estratégia pra guerra, plano pra fuga, palavra pra acalmar tropa. Mas quando o assunto é sangue, quando é família, não existe manual. Foi aí que vi a Samanta subindo a viela. Postura decidida, olhar firme, mas com aquele jeito dela que mistura dureza e cuidado. Chegou perto e não precisou de cerimônia. — Passa lá em casa hoje pra almoçar. Quero ver t

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