Cobra começa sorrindo

1246 Palavras

Kael Narrando No morro, todo mundo jura lealdade. Mas só quem tá atento consegue ouvir o tom da mentira. Eu cresci entendendo isso. E aprendi a identificar o perigo pelo cheiro. Traição fede. Vem de mansinho, se mistura com perfume barato e voz mansa. Depois se arrasta. E, quando você percebe, já mordeu. Depois da missão na Baixadão, eu sabia que a gente tava sendo vigiado. O jeito que os caras apareceram rápido demais. O tipo de informação que só podia ter vazado de dentro. E o nome do pai da Luna, saindo da boca de bandido do lado de lá? Isso não era acaso. Era sinal. Chamei o Russo. Ele chegou com a cara de sempre, camisa furada, chinelo arrastando no chão. — Que foi, Kael? — Avisa geral que a partir de hoje, ninguém entra nem sai do morro sem eu saber. Ninguém. Nem entrega de pão

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