Ela vai até o fim

1205 Palavras

Kael Narrando O rádio tava em silêncio há uns bons minutos. Silêncio no morro nunca é bom. É sinal de que ou tão tramando, ou tão morrendo. Desci do posto de vigilância do Beco da Grota e fui direto pra casa da Luna. A ronda da tarde tinha terminado, o Dante mandou intensificar os olheiros perto da creche, mas o que me incomodava não era o que tavam fazendo no morro. Era o que ela tava fazendo. Cheguei na frente da casa e bati. Nada. Chamei. Silêncio. Fui até a janela da lateral. Quarto vazio. Luz apagada. A colcha arrumada. O boné dela não tava pendurado na cadeira. Merda. Peguei o celular e mandei mensagem. — Onde cê tá? Nada. — Não brinca com isso, Luna. Me responde. Nada. Joguei o rádio pro peito, respirei fundo e olhei pros lados. Vi o moleque da laje de cima, o que vive encos

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR