Samanta Narrando O dia seguinte ao jantar começou com aquela brisa boa que sobe do pé do morro quando a manhã tá calma. Acordei antes do despertador, com a sensação de que a noite passada tinha plantado uma semente, pequena, frágil, mas viva. Enquanto preparava o café, fiquei lembrando das risadas da Luna e do Dante à mesa. Não era som de gente que esqueceu a mágoa, mas era som de quem, por algumas horas, decidiu deixar ela sentada num canto. E isso, pra mim, já era vitória. Peguei o celular e mandei mensagem pra Luna: — Bora na feira mais tarde? Preciso comprar umas coisas e tu precisa de ar fresco. Ela respondeu com um simples talvez. Eu conheço bem, é o jeito dela de dizer que quer, mas não quer admitir. Desci pra resolver umas coisas na venda e, no caminho, fui parando pra conv

