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1117 Palavras
IVARSEN Continuamos a guerrear com nossos olhares cravados no outro antes de ouvirmos alguém limpar a garganta. Afasto-me rapidamente antes de focar na figura atrás dela. Os olhos de Finn deslizam entre mim e Siena, sua expressão serena, estoica, como se não pudesse se importar menos com o que fosse que estivesse acontecendo diante dos seus olhos treinados. — Senhor… Devo avisar a senhora Josephine que chegou? Nego com um aceno, retornando o meu olhar para Siena. — Não, Finn. E não precisam me esperar para jantar, tenho um compromisso — aviso, recebendo um rápido e condescendente sorriso dela. Alcanço sua mão e deixo um beijo ali, encontrando o seu olhar intenso. — Até mais tarde, senhorita Leblanc. — Passo por Finn com um enorme sorriso nos lábios. Céus! Depois de anos, me sinto um completo adolescente cheio de hormônios. Eu tenho um encontro! ***** Uma hora depois estou acabando de me arrumar quando ouço uma leve batida na porta. Sussurro um entre e logo olhos azuis brilham com entusiasmo quando encontram os meus. — Estou sonhando ou você está elegante para um encontro? Levanta uma sobrancelha e anda até mim. — Jantar… Sorrio, inclinando-me para beijar o topo da sua cabeça. — Jantar? — repete, estreitando os olhos. Concordo, observando um sorriso se estender no rosto dela. — E quem é a felizarda? — Viro-me para ela que ergue os ombros. — Por que acha que é uma felizarda e não um felizardo? Posso estar indo em um jantar de negócios — exalo com uma falsa indignação. Os cantos dos seus lábios se enrugam, e ela me encara como se pudesse ver através de mim. — Eu apenas sei. — Leva uma mão em concha contra minha face e a deixa lá, minha pele em contato com seu toque quente e suave. — E, também, reparo em todos os detalhes. — Suas sobrancelhas sobem enquanto ela me estuda. — Elegante, perfumado, além da aura brilhante à sua volta. Definitivamente não é um jantar de negócios. — Ela balança a cabeça suavemente. — Não se sinta pressionado a falar, filho. Vá para o seu jantar e se divirta. Seu sorriso é amplo e autêntico quando diz cada palavra. Beijo sua bochecha e alcanço minha carteira e um molho de chaves. Algo me diz que elas serão muito úteis essa noite. Despeço-me da minha mãe e vou à procura de Paige, encontrando-a na sala de jantar com Adelaide. Seus olhos piscam lentamente quando olha para mim. Sugo uma respiração quando uma sessão se infiltra no meu peito. Os mesmos olhos doces… Desvio o olhar brevemente andando até ela. Agacho-me e acaricio sua bochecha, recebendo um tímido sorriso dela. — Quando podemos viajar para casa na praia, papai? — indaga, segurando minha gravata. — Quando quer ir? — Ela arregala os olhos e olha para avó e, em seguida, Adelaide. — Pode ser no próximo fim de semana? — Seu tom de voz expressando toda a sua euforia. — Por mim, está perfeito… — Sorrio, tocando a ponta do seu nariz. Paige vibra no seu assento, mas isso não dura muito. Logo seus ombros caem um pouco e um suspiro triste deixa os seus lábios. — Paige? O que há, não está feliz com a nossa viagem? — Levo o indicador até seu queixo e o ergo, obrigando-a a olhar diretamente nos meus olhos. — É a Siena… — solta de repente — Eu a convidei para a nossa casa de praia, e ela negou — lamenta, desviando o olhar do meu, ela parece chateada por sua recusa e isso me surpreende. — Ela disse que tinha compromissos — Levanto uma sobrancelha. — Se for compromisso de trabalho, a vovó pode resolver, não pode? Viro-me para a minha mãe logo atrás e Adelaide que se mantém em silêncio. Mais uma vez toco a ponta do seu nariz e me inclino para sussurrar no seu ouvido para que ninguém possa nos escutar. — Eu verei o que posso fazer, ok? Fique calma, eu prometo convencer a senhorita Leblanc a viajar conosco. — Afasto-me dela e estendo o polegar para tocar o seu. Meu coração se aperta, mas, para ter um sorriso fácil escapando da minha menina, moverei céus e terra. Pouco a pouco estou construindo uma ponte sólida até minha filha. — Coma o seu jantar, amanhã conversaremos com calma. Tudo bem? Ela acena freneticamente antes que eu possa me despedir com um beijo em sua bochecha. Alcanço minha Ferrari na garagem e a coloco em movimento rumo ao apartamento de uma bela e irresistível morena. Sinto que essa noite será o nosso divisor de águas e, por mais atormentado por fantasmas e lembranças do passado, assim que eu a tomar em meus braços será um caminho sem volta. Chego em seu prédio e, como da última vez, lhe envio uma mensagem. Foi uma ótima ideia persuadir Finn para conseguir o seu número. Em poucos minutos, a vejo descer e andar em minha direção, e p***a! Essa mulher, definitivamente, não bagunça só a minha mente, como o corpo inteiro. Engulo em seco, checando cada centímetro do seu corpo. Vestido branco com detalhes em preto de um ombro só, acentuando cada maldita curva pecaminosa do seu corpo. É longo e sensual, assim como seus olhos verdes marcados. Seu cabelo está em um coque lateral com alguns fios soltos adornando o seu rosto. Siena está simplesmente perfeita e, quando vence a nossa distância, tenho que me segurar para não a abraçar, enterrar a minha face na curva do seu pescoço macio e inspirar o seu aroma de rosas delicioso. Resisto a esse impulso e apenas seguro seu pulso, deslizando meus dedos em sua pele bronzeada. Seus olhos faíscas e acompanhando o meu movimento. — Está simplesmente perfeita, Siena — digo em voz baixa, levando-o aos lábios e deixando um beijo suave nele. Seus olhos se levantam para encontrar os meus, luxúria bruta atravessando o seu olhar. — Obrigada. — Ela olha para mim intensa e profundamente. — Você também não está nada m*l — brinca, arrancando-me uma risada. Toco gentilmente sua bochecha. — Vamos? — Ela acena sem tirar os olhos de mim. — Vamos — responde em um sussurro. Espalmo as mãos em suas costas, o simples contato com sua pele enviando um rastro de luxúria por todo o meu corpo. Tomo uma longa respiração e abro a porta da Ferrari, ajudando-a a entrar. Contorno-a, entro e passo o cinto de segurança, em seguida, coloco o carro em movimento. Em poucos minutos de percurso, já posso sentir a tensão s****l atingir outro nível entre nós. É um desejo latente de abalar todas as minhas estruturas. Maldita seja, Siena Leblanc. Amaldiçoou-me mentalmente.
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